A AEPET-BA, pensando na saúde das trabalhadoras, em especial das petroleiras, alerta sobre a necessidade da realização dos exames periódicos para a detecção precoce do câncer de mama e do acompanhamento de qualquer alteração na região das mamas (seios e axilas). Cuidados que devem estar presentes o ano todo. Entretanto, as diversas campanhas no Outubro Rosa têm ajudado as mulheres a entender a importância da prevenção da doença. Se o câncer de mama for diagnosticado precocemente, a paciente terá mais chance de vencê-lo.

O câncer de mama é o mais frequente na população feminina, com 57 mil casos e 14 mil mortes todos os anos no Brasil, sendo a segunda maior causa de mortalidade por câncer em mulheres no país, depois do câncer de pele. Segundo a médica Andréia Melo, especialista em oncologia da Pontual Farmacêutica, o autoexame nos seios é fundamental para acompanhar a saúde na região. “É importante que as mulheres conheçam o seu corpo, fiquem atentas a qualquer alteração nas mamas e que procure o médico sempre que perceber algo diferente”, explica Andréia.

Entretanto, por mais que o autoexame seja importante, ele não é capaz de identificar o câncer de mama com antecedência. Isso, porque os nódulos se formam apenas quando o estágio da doença já está avançado. Com os avanços vistos na última década, a taxa de cura tem sido superior a 90% dos casos desde que a mulher busque ajuda ao primeiro sinal de que alguma coisa está diferente com seu corpo. A tecnologia de diagnóstico precoce tem sido fundamental, mas também é necessário estar com os exames de rotina em dias para evitar qualquer complicação, já que quando iniciado o tratamento nos estágios iniciais da doença, os pacientes têm maiores chances de cura.

Mulheres com idades entre 40 e 69 anos precisam fazer o exame pelo menos uma vez ao ano. No entanto, para quem já tem histórico familiar da doença, é importante fazer o exame ainda que não apresente idade de risco. Segundo o Ministério de Saúde, o número de mamografias realizadas no país aumentou em 37%, no Outubro Rosa. Na Bahia, já foram realizadas quase dois mil mamografias este ano.

Com a pandemia e os efeitos da privatização da empresa (redução de quadros, transferências compulsórias, home office), as trabalhadoras petroleiras estão adoecendo com maior frequência. Até o ano passado, a Petrobrás tinha 9.331 trabalhadoras em todo o país.

É importante que as mulheres fiquem atentas para evitar algumas práticas que ajudam no desenvolvimento da doença. Elas são:

  • Evitar uso de anticoncepcionais e de terapias de reposição hormonal;
  • Amamentar;
  • Manter uma rotina regular de exercícios físicos;
  • Optar pela dieta mais equilibrada e saudável;
  • Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Dormir bem;
  • Não fumar.