FNP exige que empresa faça uma explicação oficial e por escrito sobre descontos absurdos

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) se reuniu com o RH da Petrobrás, na tarde desta quarta-feira (03/02), para debater as questões dos descontos abusivos dos beneficiários do plano de saúde AMS. Nesta reunião, a FNP cobrou uma solução para o problema que atinge, principalmente, aposentados e pensionistas. Segundo a própria Petrobrás mais de cinco mil beneficiários se encontram nessa situação.

A Petros mais uma vez não age com transparência e numa postura insensível repassa os descontos enviados pela Petrobrás. Não cabe à Petros calcular os descontos da AMS, mas caberia prestar as informações necessárias e inclusive de que graças a indicação de aprovação do ACT não há limite, à margem consignável, de desconto para a AMS. A Petros de fato não pode ser responsabilizada pelos descontos abusivos que a Petrobras manda descontar, mas é culpada pela péssima informação prestada, inclusive erra ao não se defender deixando evidente quais são suas responsabilidades e quais são exclusivas da Petrobrás. O que a Petros não pode deixar de fazer é primeiro descontar do empréstimo da Petros e só depois da AMS.

A gerência do RH tentou justificar o saldo por conta da antiga limitação de 13%, na margem consignável, que fez gerar o acúmulo. Agora, com a implantação da margem da AMS com limite de 30%, conforme acordado no ACT vigente, a Petrobrás pratica descontos abusivos, sem conseguir esclarecer para os aposentados e o pessoal da ativa a origem desses descontos. Não estão claros, os critérios, motivos, a razão e o período dos débitos que estão sendo cobrados nos contracheques.

O absurdo é tão grande que já foi acordado que o limite de 13% da margem será novamente aplicado até maio, que vai ser gerada outra folha para reverter os descontos indevido do contracheque do dia 10/02… a maldade desse desgoverno representado na Petrobrás pelo Castelo brando que mesmo eles precisaram recuar diante de perversidade de deixar milhares de aposentados praticamente sem benefício inclusive para seu sustento justo numa pandemia que já matou mais de 230 mil. A AEPET-BA estar se preparando para defender juridicamente sues associados se as negociações não avançarem, não recomendamos ações individuais e estamos junto com a FNP fazendo tudo o possível para minimizar os efeitos do ACT defendido por seguimentos do movimento sindical como o melhor possível, para nós esse acordo só servil para nos fazer passar por isso e viabilizar a associação que a Petrobras quer fazer para acabar de vez com nossa AMS.

A FNP e seus sindicatos filiados exigem que a empresa divulgue um documento oficial para explicar o que está acontecendo, tornando transparente o processo de descontos.

A empresa ficou de agendar outra reunião para apresentar um planejamento detalhado para o parcelamento que será aplicado, mas a FNP exige que antes disso a Petrobrás apresente dados convincentes que justifiquem esses descontos abusivos.

Já vivemos o absurdo do confisco de nossas aposentadorias pelos PEDs, porque lesaram nosso plano de previdência. E agora, para piorar, se somam aos ataques dos PEDs, os reajustes abusivos das contribuições da AMS (média de 265%, podendo superar os 1000%), e da margem consignável AMS (+ de 230%), o desconto de saldo devedor sem negociação, informação de origem do débito ou prévia e devida comunicação por parte de Petrobrás/Petros, e o anúncio da aprovação do Petros 3.

Matéria publicada no site do Sindipetro-RJ