Desinvestimento afetou geração de caixa da empresa

A Petrobrás fechou o acordo de R$ 148,5 milhões para comprar óleo diesel marítimo da BR Distribuidora. A entrega do combustível seguirá a modalidade Delivered Duty Paid (DDP), em que o vendedor arca com praticamente todos os impostos e taxas incidentes na operação.

O contrato assinado pela Petrobrás com a BR Distribuidora foi assinado, no dia 02 de dezembro do ano passado, com vigência de 1.095 dias, prorrogáveis por mais 730. A matéria foi divulgada pelo InfoMoney, recentemente.

“Como se não bastasse pagar para usar gasodutos e oleodutos que eram seus, a Petrobrás forçou a comprar diesel da BR Distribuidora, subsidiária da qual abriu mão do controle acionário. A BR Distribuidora foi mais um ativo lucrativo do programa de desinvestimentos que acabou vendido”, alertou um analista do setor.

A Petrobrás pretendia arrecadar R$ 9,6 bilhões com a venda da subsidiária, mas acabou arrecadando R$ 8,6 bilhões. O negócio aconteceu, no dia 22 de julho de 2019.

Vender a BR Distribuidora foi uma grande perda financeira para a Petrobrás e para os brasileiros. Para o diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), William Nozaki, esta foi mais uma decisão equivocada do governo Jair Bolsonaro e sua equipe econômica, já que a subsidiária da Petrobrás apontou um lucro em seu último balanço de R$ 481 milhões, no primeiro trimestre de 2020. São 7.774 postos de combustíveis espalhados pelo país.

A BR Distribuidora também era geradora de empregos com mais de 7 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Segundo Nozaki, a empresa era responsável pela distribuição de óleo para as indústrias, gasolina e querosene para aeronaves e embarcações, locomotivas e óleo até para o agronegócio.  “Com a privatização da empresa, esta imensa cadeia de múltiplos setores será afetada economicamente com o aumento de preços que uma empresa privada possa vir a fazer”, explica o diretor-técnico do Ineep.