No auge da pandemia da Covid-19, a Petrobrás alterou, unilateralmente, o regulamento do plano de saúde AMS, prejudicando ativos e aposentados. Por conta disso, os beneficiários vêm sofrendo descontos abusivos nos contracheques da Petros desde janeiro deste ano. Os mais prejudicados foram os aposentados e pensionistas, cujos benefícios, em alguns casos, acumularam perda de quase 90%.

Esses casos mais graves se referem a descontos disparatados de valores no saldo devedor do Benefício Farmácia.  A empresa havia se comprometido a suspender esses descontos até que fossem apresentados extratos detalhados do benefício, o que não aconteceu. Existem denúncias relacionadas a ultrapassagem da margem consignável, de 13% para 30%, com desrespeito da empresa ao parágrafo 1º  da Cláusula 34 do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Além disso, teve o aumento da participação no custeio da AMS (60×40) e reajuste das tabelas de custeio pelo índice de Variação do Custo Médico Hospitalar (VCMH) acima da inflação. Tudo isso pesa no bolso do petroleiro que também está pagando os equacionamentos da Petros.

Sensibilizada com toda a covardia, ultraje e desumanidade da Petrobrás, no momento mais crítico da pandemia, quando os trabalhadores precisam de tranquilidade financeira para enfrentar a crise sanitária e econômica que se abate no país, a Associação encaminhou, na semana passada, um documento com reivindicações ao presidente da Petros, Bruno Dias. O documento foi enviado também aos conselheiros deliberativos e fiscais.

A associação requereu, no documento: 1) Suspensão por seis meses, a partir de abril, da cobrança de todos os empréstimos pessoais administrados pela Petros; 2) alongamento do prazo dos empréstimos; 3) redução da taxa de juros até que os efeitos da pandemia sejam atenuados.

Para a Associação, essas medidas vão mitigar, em parte, a situação de penúria pela qual passa a categoria neste momento.