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A venda das refinarias da Petrobrás é o tema do evento online, que será realizado, na quinta-feira (06/05), às 18h. O evento é promovido pela AEPET-BA e transmitido pelo canal do Youtube e página do Facebook da entidade.

Os economistas e aposentados da Petrobrás, Cláudio Oliveira da Costa e Marival Matos são os convidados da Live. Além dos economistas, o presidente da AEPET-BA, Marcos André dos Santos também estará presente. A mediadora da Live é a diretora de Comunicação, Érika Grisi.

A RLAM é a primeira refinaria da Petrobrás à venda, sendo que outras cinco foram incluídas no projeto de privatização fatiada da empresa: Refinaria Abreu e Lima (RNEST), Refinaria Gabriel Passos (REGAP), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), Refinaria Isaac Sabbá (REMAN). Se forem vendidas, os impactos serão sentidos nos empregos e na economia dos estados onde estão localizadas.

O Conselho de Administração da Petrobrás aprovou a venda da RLAM, em 24 de março. Devido às reações contrárias dos petroleiros e parlamentares, que denunciaram a suspeição da venda, questionando o valor de US$ 1,65 bilhão pedido ao Fundo Mubadala, cifra inferior à avaliação feita pela própria Petrobrás e pelo mercado, o processo de alienação da RLAM está sendo julgada pelo TCU e poderá ser anulado.

Marival, que também é vice-diretor de Comunicação da AEPET-BA, divulgou recentemente um estudo com o tema “Quanto vale uma refinaria de petróleo” e concluiu que a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, na Bahia, foi vendida por um valor cinco vezes menor ao do mercado.

A RLAM é uma das maiores produtoras do país de óleo combustível do tipo bunker de baixo enxofre, combustível que vem sendo cada vez mais demandado pela indústria naval de todo o mundo e cuja exportação minimizou os impactos da pandemia de Covid-19 sobre os resultados financeiros da Petrobrás em 2020.

Apenas a venda da RLAM afetará diretamente os índices de desemprego no país, sendo possível estimar a perda de mais de 15 mil postos de trabalho somente no estado da Bahia. Considerando outras privatizações previstas pela Petrobrás no Nordeste, poderá ocorrer a perda de mais de 319 mil empregos em toda a região, segundo o Dieese.

Marival explica que a venda da RLAM é uma estratégia suicida de desverticalização e desmonte total da Petrobrás sob a justificativa romântica de abertura do mercado de refino, criando-se monopólios regionais para o capital internacional. “Acrescente-se que a venda da RLAM, se concretizada, além de ser ilegal e não observar aos preceitos econômicos, estratégicos e os imperativos de segurança energética de interesse nacional, resultará em maiores prejuízos para os consumidores, com impactos negativos na política de preços dos combustíveis, cujas críticas, associadas à falsa mudança na gestão da Petrobrás, produziram prejuízos vultosos à empresa na Bolsa de Valores de São Paulo”, denuncia o economista.

A AEPET-BA convida a categoria petroleira e também aos associados a participar da Live sobre a venda das refinarias.

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