Continua o impasse entre os trabalhadores e a Petrobras Biocombustível (PBio). A greve foi suspensa temporariamente devido à negociação mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas a audiência de conciliação terminou sem avanços, na sexta-feira (04/06). O representante da Petrobrás, presente na audiência a pedido da ministra relatora do TST, Delaíde Miranda Arantes, explicou que não tem como contribuir para a solução do conflito.

Segundo informações do TST, a PBio manteve a posição de que a impossibilidade de incorporação de seus empregados à Petrobras é inegociável, seja pelo impedimento constitucional (necessidade de concurso público), seja pelo modelo de sucessão adotado (Modelo de Desinvestimento, estratégia de desaceleração de investimentos diante da crise econômica, sobretudo com austeridade na parte administrativa).

Os sindicatos refutaram a tese de inconstitucionalidade da absorção dos empregados e afirmaram que o Supremo Tribunal Federal e a Constituição da República não impedem a incorporação. “São concursados, têm planos de carreira e forma de ascensão iguais”, afirmou um dos representantes. Os sindicalistas explicaram que o Acordo Coletivo de Trabalho da categoria ainda está em vigor até agosto de 2022 e que há o temor de dispensa dos trabalhadores. “Queremos uma proteção para o futuro. São 150 famílias que estão sofrendo”, destacaram.

Para o coordenador geral do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, a greve é histórica. “Temos mostrado para toda a sociedade a importância da Petrobras Biocombustível para o Brasil e esperamos resultados na mediação do TST e que a Petrobrás absorva todos os trabalhadores, para impedir demissões. E a categoria está vigilante e com esperanças dessa vitória e mantendo disposição para continuar lutando”.

A ministra Delaíde Miranda Arantes, deu prazo até o dia 08/06 para que a PBio apresentasse uma proposta. Se não houver acordo, o dissídio coletivo seguirá sua tramitação.