A Petrobrás irá desembolsar muito mais recursos com o fechamento do prédio Torre Pituba, na Avenida Antônio Carlos Magalhães, 1113, em Salvador, pagando o aluguel à Fundação Petros, proprietária do imóvel. O contrato de locação é de longo prazo. Enquanto isso, a Companhia já transferiu os empregados do administrativo, lotados na unidade, para um escritório alugado no espaço de coworking.   

Também, o prédio Anexo 1 será devolvido. Essas medidas foram anunciadas aos empregados do Conjunto Pituba, na segunda-feira, dia 16/08, em uma reunião telepresencial com representantes da empresa do Rio de Janeiro.

Para a AEPET-BA, a questão é muito preocupante. Além do Edifício Torre Pituba, outras unidades da empresa integram a área denominada de Conjunto Pituba. São instalações que demandam despesas com manutenção, segurança predial, pagamento de IPTU, e estão sem qualquer perspectiva de locação. Os prédios estão em estado de completo abandono desde que a Petrobrás decidiu sair da Bahia e fechar a sede administrativa, em setembro de 2019.   

Entre as unidades temos o prédio denominado de EDIBA (Edifício Marechal Adhemar de Queiroz) que abrigaria a Universidade Petrobrás; o edifício anexo I, onde funcionava o Centro de Processamento de Dados; o anexo 3 onde ficava o setor de saúde. Desses, atualmente, o anexo 3 está alugado à Polícia Federal, temporariamente. 

O presidente da AEPET-BA, Marcos André dos Santos, se diz aliviado com a notícia de que a Petrobras vai manter o contrato com a Petros, referente ao Torre Pituba, mas cobra transparência do fundo de pensão sobre a destinação dos outros imóveis. “Acredito que a Petros terá muitas dificuldades para alugar esses prédios, em especial o Torre Pituba devido ao projeto arquitetônico e as instalações”, denuncia ele. 

Quando era conselheiro deliberativo, ele questionou diversas vezes a Petros sobre o assunto, mas a resposta sempre era a mesma em relação ao contrato de locação, o que não é suficiente. Inclusive, porque na construção do Torre Pituba, os recursos saíram do patrimônio do fundo de pensão, especificamente, 75% Petros 1 e 25% Petros 2.  Para evitar mais prejuízo aos participantes e assistidos, a Petros deve abrir o diálogo com os trabalhadores e as entidades de petroleiros sobre essa questão.

Outra iniciativa da AEPET-BA foi encaminhar uma notificação extrajudicial ao presidente da Petros, Bruno Dias, em junho do ano passado, para alertá-lo sobre os riscos do rompimento do contrato de locação. Recentemente, a entidade solicitou apoio às entidades que integram o Fórum Nacional em Defesa da Petros e AMS.

Torre Pituba

O prédio foi construído pelas construtoras Odebrecht e OAS, em regime built to suit, com recursos da Fundação Petros cujo orçamento estimado foi de R$ 1.478.816.945,76. As obras foram alvo de investigação do Ministério Público Federal, na Operação Lava Jato.  

Com 22 andares, 2.600 vagas de estacionamento e heliponto, o Torre Pituba foi construído para abrigar as atividades administrativas e financeiras da Petrobrás. O prazo de arrendamento do prédio é de 30 anos, a partir de 2016 até 2046.

#TorrePitubaResiste