Em Salvador, os petroleiros participaram do protesto contra Bolsonaro, no sábado 02/10, convocando à população a se integrar na luta contra a privatização da Petrobrás. Os manifestantes saíram em caminhada do Campo Grande até a Praça Castro Alves. Cerca de 30 mil pessoas participaram do ato, convocado pelas centrais sindicais e partidos políticos.

O Fórum Baiano em Defesa da Petrobrás, formado pela AEPET-BA, ASTAPE-BA e ABRASPET, levou a faixa: Petrobrás 68 anos na Bahia #Ela fica #ele não. Foi distribuído um panfleto convocando a população para o grande ato, a ser realizado na sede administrativa da Petrobrás, no Torre Pituba, no Itaigara, na quarta-feira (20), às 9h.

Para isso, o Fórum Baiano em Defesa da Petrobrás convocará todas as entidades, movimentos sociais, parlamentares e a sociedade para o ato do dia 20/10 em defesa da continuidade das atividades da empresa na Bahia. O desmantelamento no estado é grande com a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), arrendamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN-BA), venda dos campos de produção e fechamento da sede administrativa, em Salvador. Se nada for feito, a Petrobrás que nasceu na Bahia (produção e refino) saíra completamente do estado deixando passivos ambientais.

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O material denuncia também o preço abusivo do gás de cozinha, da gasolina e do óleo diesel, que dispararam por culpa da política de preços do governo, que obriga o povo a pagar em dólar pelos combustíveis, mesmo o Brasil sendo autossuficiente na produção de petróleo. A saída da Petrobrás da Bahia também foi motivo de denúncia dos petroleiros.

No protesto, um botijão de gás inflável e cartazes denunciavam que a alta dos combustíveis e do gás de cozinha é culpa de Bolsonaro. Em algumas capitais, o preço do gás já atingiu mais de 120 reais e da gasolina quase R$ 7,00 o litro.

No governo Bolsonaro, a Petrobrás reajustou em 87% o gás de cozinha nas refinarias, aumentou a gasolina em 80% e o diesel, em 66,1%, fazendo disparar o preço dos alimentos e do transporte. Com isso, a inflação acumulada nos últimos 12 meses já passou dos 10% (IPCA-15/IBGE), pesando no bolso dos trabalhadores e aumentando ainda mais o custo de vida e a pobreza.

NA BAHIA, A PETROBRÁS FICA #ELENÃO