Ato na RLAM reuniu diversas categorias, parlamentares e movimentos sociais que resistem a saída da empresa do estado

Representantes das entidades que integram o Fórum em Defesa da Petrobrás (AEPET-BA, ASTAPE-BA e ABRASPET) participaram do ato pela continuidade da Petrobrás, na Bahia, na entrada da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, na manhã de segunda-feira (04/10).

O evento foi convocado pelo Sindipetro-BA e teve como referência também: 68 anos da Petrobrás, 71 anos da RLAM e 80 anos de produção de petróleo e gás (poço de Candeias), na Bahia.

Estavam presentes ao ato: o presidente da CUT, Sérgio Nobre, da CUT-BA, Maria Madalena Oliveira (Leninha); a deputada federal, Lídice da Mata (PSB); a vice-prefeita de Candeias, Marivalda da Silva (PT); o secretário-geral da FNP, Adaedson Costa; o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar; e representantes dos Sindipetros SC/MG/Litoral Paulista/SP; Sittican, Federação dos Vigilantes, APUB, Andes, Sinergia, Sindicato dos Servidores Municipais de São Francisco do Conde, MPJ, dentre outras lideranças locais. O presidente da AEPET-BA, Marcos André dos Santos e o presidente da ABRASPET, Raimundo Lima falaram pelo Fórum.

Nos discursos, os presentes criticaram duramente o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, pela privatização da Petrobrás, principalmente, o fim das atividades nos estados do Norte/Nordeste. Para barrar o desmonte da empresa, os trabalhadores ameaçam reagir.

Na Bahia, a destruição foi total, com o arrendamento da FAFEN-BA, venda dos campos terrestres, e agora, a venda da RLAM, vetor da industrialização no estado, a preço ínfimo.

Nobre, presidente da CUT, convocou a população a se juntar aos petroleiros, para enfrentar não só a privatização da Petrobrás e outras empresas públicas, também a fome, o desemprego e os preços altos do gás de cozinha e dos alimentos.

A construção de uma frente ampla para lutar contra as privatizações foi o destaque do discurso de Marcos André, que destacou o papel dos petroleiros baianos na construção da Petrobrás. “Nós, na Bahia, fomos os indutores da indústria do petróleo e gás, no Brasil. A Refinaria é símbolo da luta soberana do nosso povo em busca de uma sociedade mais justa”, afirmou ele

Veja aqui trecho do discurso (Marcos André)

Lembrando uma das greves, na RLAM, Raimundo trouxe as lutas da categoria por isonomia salarial e a contribuição dos petroleiros na construção das subsidiárias da Petrobrás, como a BR Distribuidora, que foi vendida por Bolsonaro. “E o governo está destruindo tudo o que construímos. Tudo o que alavancou a indústria pesada e a leve foi graças à Petrobrás e agora está sendo dilapidada”, denunciou Lima.

Veja aqui parte do discurso

O Coordenador da FNP, Adadedson Costa, convocou a categoria para resistir à destruição da empresa