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O historiado baiano morreu aos 96 anos de vida, já escreveu livro sobre a história do petróleo em nosso estado

Nota de pesar. Salvador se despede do historiador Cid Teixeira. Ele faleceu nesta terça-feira (21), enquanto dormia em sua casa, na Pituba. A morte do também professor, considerado o guardião da memória da Bahia, não teve a causa divulgada. Viúvo, deixou um filho, Afonso, e três netos. O corpo foi enterrado no mesmo dia, no cemitério do Campo Santo.

Com 96 anos de vida e muita história, Cid foi advogado de formação, professor, historiador, radialista e ex-repórter do Diário da Bahia. Apesar de tantas ocupações, a história foi onde ele teve mais destaque, sendo uma referência para pesquisadores, jornalistas e interessados na história colonial baiana, principalmente nos bastidores, nos ‘causos’ pitorescos sobre as personalidades históricas da época e sobre a origem dos bairros de Salvador.

Ao longo de sua vida, Cid Teixeira recebeu diversas homenagens: foi condecorado com a Medalha Tomé de Souza em 1992, a mais alta honraria concedida pela Câmara Municipal de Salvador. Em 2013, ele também recebeu a Comenda 2 de Julho, da Assembleia Legislativa da Bahia. Em 2017, cerca de 80 pessoas acompanharam, no auditório do IGHB – Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, a exibição do Documentário ‘Cid Teixeira – Enciclopédia da Bahia’, com direção de Roberto Gaguinho.

Já, em 2019, ele foi um dos homenageados com a Medalha e o Diploma do Mérito Bernardino de Souza, do IGHB. Cid Teixeira também implantou o Serviço de Rádio Educação da Rádio Educativa da Bahia (IRDEB). Na literatura, Cid tem enorme contribuição, com centenas de artigos publicados em jornais e revistas, além de livros como Bahia em Tempo de Província (1986) e História do Petróleo na Bahia (2001), da editora EPP Publicações e Publicidade; e Salvador: História Visual (2001).

A AEPET-BA lamenta profundamente a morte de Cid Teixeira. À família e amigos, nossas condolências mais sinceras.


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