Quem passa pelo Ministério de Minas e Energia ou pela presidência da Petrobrás, no atual governo, são apoiadores e compactuam com os projetos de Bolsonaro e sua equipe entreguista. Na quinta-feira (12/05), o primeiro ato do novo ministro da pasta, Adolfo Sachsida, foi entregar um projeto ao governo para a privatização da companhia e da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

“Meu primeiro ato como ministro será solicitar ao ministro Paulo Guedes, presidente do Conselho do PPI (Programa de Parcerias de Investimento), que leve ao conselho a inclusão da PPSA no PND (Programa Nacional de Desestatização) para avaliar as alternativas para sua desestatização”.

E completou: “Ainda como parte do meu primeiro ato, solicito também o início dos estudos tendentes à proposição das alterações legislativas necessárias à desestatização da Petrobras”.

De acordo com o G1, Adolfo não comentou a política de preços da Petrobrás e não citou textualmente as altas recentes no preço dos combustíveis – motivo principal para a troca de comando no ministério. Também não respondeu a perguntas dos jornalistas. Inclusive, Paulo Guedes – Ministro da Economia, encerrou uma entrevista coletiva após bater boca com sindicalistas que protestavam contra a privatização da empresa, também na quinta-feira.

Adolfo também defendeu o prosseguimento das privatizações no setor elétrico, como a Eletrobrás e deseja criar um ambiente favorável para o aporte de investimentos privados. Ou seja, mais um entreguista da turma de Bolsonaro que está no governo a serviço dos interesses privados. É preciso dar um basta nisso, a Petrobrás e demais estatais tem um único dono: o povo!

Entenda a mudança no governo

Após reclamar do reajuste de 8,8% no diesel, Bolsonaro demitiu o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e agora a pasta é presidida por Adolfo Sachsida. A movimentação é apenas “cortina de fumaça” de Bolsonaro para tentar enganar o povo e dizer que “o problema não é com ele”.

Adolfo Sachsida, era secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, comandada por Paulo Guedes – a quem Adolfo é visto como “bem fiel”, segundo bastidores. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a queda de Bento Albuquerque não tem a ver somente com a questão do preço do diesel.

O estopim foi a posição contrária do ex-ministro com a criação do Brasduto, fundo que pode contar com recursos do pré-sal e que bancará a construção de dutos de petróleo. Se isso ocorrer, o beneficiário será o empresário Carlos Suarez – cuja empresa tem autorização para fazer a distribuição de gás na região nordeste do país.

Leia aqui a denúnciaBento Albuquerque se opunha a construção de gasoduto apoiada pelo Centrão (https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/05/5007129-bento-albuquerque-se-opunha-a-construcao-de-gasoduto-apoiada-pelo-centrao.html)

Enquanto o povo sofre com os constantes aumentos no preço dos combustíveis, Bolsonaro insiste em colocar a culpa na Petrobrás, sendo que ele é um dos principais responsáveis pela situação. Todos os gestores da estatal e ministros que passaram pelo governo mantiveram a política do PPI – Preço de Paridade Internacional. Esse sim que é o verdadeiro câncer, que acabou com o papel social e de soberania nacional da companhia.

Bolsonaro fica criando sua cortina de fumaça, em pleno ano eleitoral, enganando a população e a Petrobrás segue com a privatização fatiada, vendendo suas unidades de produção, refino, campos de petróleo, etc. É preciso ter coragem, deixar de rabo preso, e acabar de uma vez por todas com o PPI! O trabalhador não aguenta mais!