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Vendida pela Petrobrás por US$ 34 milhões, em maio, a Lubnor – refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste, todos os ativos e a parte logística, foi adquirida pela empresa Grepar Participações Ltda. A refinaria localiza-se em Fortaleza (CE). 

Relembre aqui 

O Ineep apontou que a Petrobrás vendeu a Lubnor por um preço muito abaixo do seu real valor de mercado.

O prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), questionou a venda da refinaria e solicitou esclarecimentos à companhia. De acordo com o prefeito, a Petrobrás não tem autorização para repassar o terreno onde a Lubnor está localizada, já que 30% dele pertence ao município e determinou à Procuradoria Municipal para que a Petrobrás seja acionada na Justiça.

Além disso, o gestor municipal disse que as negociações da Petrobrás não levaram em conta aspectos previstos na lei de ocupação do solo de Fortaleza.

“Além do prejuízo, a Petrobrás concluiu a negociação sem autorização do Município, que é dono de 30% do terreno onde a refinaria está instalada. O Município cedeu esse terreno 50 anos atrás para uma empresa pública, tendo em vista o interesse público, o desenvolvimento da nossa indústria e da nossa economia”, afirmou o prefeito de Fortaleza, José Sarto, ao portal G1.

O Observatório Social da Petrobrás (OSP), ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), teve acesso a um documento interno da estatal que informa a existência de áreas públicas dentro da Lubnor. O terreno foi cedido à Petrobrás em 1974, por meio de uma lei municipal (nº 4.416).

De acordo com a advogada da OSP e FNP, Raquel Sousa, os petroleiros vão entrar com uma ação na justiça, pedindo a anulação da venda da refinaria do Ceará. Além disso, o Sindipetro cearense e o Vereador de Fortaleza, Guilherme Sampaio, também entrarão com ações buscando impedir a venda da Lubnor.

A AEPET-BA manifesta sua solidariedade ao povo do Ceará e também aos companheiros petroleiros nessa luta contra a venda da Lubnor. A entidade é contra a venda de ativos da Petrobrás e ratifica seu compromisso de lutar pela reestatização do patrimônio do povo brasileiro vendido pela Petrobrás.


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