Compartilhe

Chegou a hora de rejeitar contraproposta rebaixada da Petrobrás para o ACT

O comportamento inescrupuloso da Petrobrás, na campanha salarial deste ano, foi motivo de denúncia da AEPET-BA. Na segunda-feira (22/08), no dia marcado para o início das assembleias dos petroleiros, o RH divulgou um comunicado interno com informações sobre a proposta da empresa e a data-base. Ameaçou que mesmo sem a aprovação da categoria, no dia 01/09, aplicará o ACT no Sistema Petrobrás.

Para os empregados que recebem mais de R$ 14 mil, a empresa pediu a adesão ao Acordo Individual de Trabalho (AIT) já disponível. A interferência da gestão da Petrobrás merece repúdio e uma dura resposta dos trabalhadores.

Federações de petroleiros orientam rejeição da proposta da Petrobrás para o ACT (Clique aqui)

Por tudo isso, a AEPET-BA convoca ativos, aposentados e pensionistas para que participem da assembleia, no sábado 27/08, às 9h, no Clube CEPE 2004 – Av. Octávio Mangabeira, 4099 – Jardim Armação. A assembleia é promovida pelo Sindipetro-BA.

A entidade segue a orientação das federações de petroleiros (FUP e FNP) e defende a rejeição à terceira contraproposta indecente da Petrobrás e suas subsidiárias para o ACT 2022. A participação da categoria na assembleia é de extrema importância, para mostrar a força e unidade na luta pelos direitos ameaçados pela Petrobrás.

Mesmo com todo lucro apresentado pela empresa e o pagamento de dividendos bilionários para seus acionistas, a Petrobrás propõe aos empregados achatamento salarial, ataque à estabilidade no emprego, além da manutenção das cláusulas lesivas como Banco de Horas. Não atendeu nenhuma das reivindicações apresentadas pelas federações, na mesa de negociação, e centrou os ataques no plano de saúde AMS.

Para ter avanços é preciso resistir e lutar

Em 2019, a FUP, FNP e os sindicatos enfrentaram uma das mais duras negociações de ACT das últimas décadas.

Os gestores da estatal usaram da má-fé negocial e a categoria petroleira enfrentou o assédio e respondeu à altura em todas as assembleias, seguindo as orientações e indicativos das entidades sindicais.

Mais uma vez, a gestão da Petrobrás prefere agir com má fé, truculência e baixaria, evitando qualquer negociação pacífica e ordeira com a categoria, que só quer o cumprimento dos seus direitos.

Não é a primeira vez que a categoria enfrenta ameaças e assédio dos gerentes nas assembleias. O cenário político em 2019 era muito mais difícil do que o atual. E os petroleiros e petroleiras, ainda assim, resistiram bravamente às ameaças e chantagens da Petrobrás e deram um belo NÃO em massa.

Em 2022, precisamos do mesmo empenho, da mesma luta e garra para negarmos qualquer retirada de direitos da categoria e aprovar uma ACT justa aos petroleiros, assim como foi em novembro de 2019.

Veja aqui as principais reivindicações da FNP

– Custeio da AMS em 70×30; margem consignável de 13%, fim do reajuste pelo VCMH em março e fim da 13ª contribuição e impedimento da cobrança por boleto;

– Reajuste salarial de 12% para compensar perdas inflacionárias dos últimos anos e reajuste real nas tabelas salariais;

– Manutenção da cláusula e/ou parágrafo de estabilidade no emprego para Petrobrás e subsidiárias;

– Manutenção do adicional da Mestra Nacional do CNCL e negociação de novo adicional de oleodutos (extramuros e intramuros);

– Garantia para os embarcados, em todo o país, dos itens previstos até então somente para a Bacia de Campos e Espírito Santo, em nome da isonomia e da necessidade específica deste regime especial, do auxílio deslocamento, dia do desembarque e turno da manutenção;

– Exclusão da cláusula referente ao trabalho de turno com relação trabalho/folga 1×1;

– Regramento do Teletrabalho, a serem negociadas as cláusulas já encaminhadas à companhia, especialmente no que toca às condições de trabalho e à sua escala;

– Abono das horas de fim de ano e Quarta-Feira de Cinzas;

– Pagamento do Adicional de Permanência no Estado do Amazonas e adicional de campo terrestre para todos que fazem jus;

– Manutenção da cláusula da Contribuição Assistencial nos moldes do atual ACT.

Vamos à Luta!

(Com informações da FUP e FNP)

 


Compartilhe