{"id":42688,"date":"2023-11-22T12:58:35","date_gmt":"2023-11-22T15:58:35","guid":{"rendered":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/?p=42688"},"modified":"2023-11-22T12:58:35","modified_gmt":"2023-11-22T15:58:35","slug":"processar-oleo-de-soja-nas-refinarias-da-petrobras-e-uma-pessima-decisao-disfarcada-de-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/processar-oleo-de-soja-nas-refinarias-da-petrobras-e-uma-pessima-decisao-disfarcada-de-verde\/","title":{"rendered":"Processar \u00f3leo de soja nas refinarias da Petrobr\u00e1s \u00e9 uma p\u00e9ssima decis\u00e3o disfar\u00e7ada de verde"},"content":{"rendered":"<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-42688-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Processar-oleo-de-soja-nas-refinarias-da-Petrobras-e-uma-pessima-decisao-disfarcada-de-verde.mp3?_=1\" \/><source type=\"audio\/ogg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Processar-oleo-de-soja-nas-refinarias-da-Petrobras-e-uma-pessima-decisao-disfarcada-de-verde.ogg?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Processar-oleo-de-soja-nas-refinarias-da-Petrobras-e-uma-pessima-decisao-disfarcada-de-verde.mp3\">https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Processar-oleo-de-soja-nas-refinarias-da-Petrobras-e-uma-pessima-decisao-disfarcada-de-verde.mp3<\/a><\/audio>\n<p><em>Por Felipe Coutinho* <\/em><\/p>\n<blockquote><p>O uso de \u00f3leo de soja nas refinarias da Petrobr\u00e1s pressionar\u00e1 os pre\u00e7os do pr\u00f3prio \u00f3leo para uso aliment\u00edcio<\/p><\/blockquote>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s e seu atual presidente, Jean Paul Prates, t\u00eam declarado reiteradas vezes que a \u201ctransi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa\u201d passa por processar \u00f3leo de soja nas refinarias da Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>Prates afirma que \u201cSer\u00e1 diferente do biodiesel. Vamos inserir 5% de \u00f3leo vegetal na origem [na produ\u00e7\u00e3o] da REPAR (Refinaria Presidente Get\u00falio Vargas) e capacitar outras quatro refinarias at\u00e9 o fim do ano: RPBC (Refinaria Presidente Bernardes), Cubat\u00e3o, Paul\u00ednia (REPLAN) e REDUC (Refinaria Duque de Caxias) &#8230;\u201d. [1]<\/p>\n<p>De acordo com o Diretor Tolmasquim, a REPAR j\u00e1 produz os novos combust\u00edveis, com porcentual renov\u00e1vel entre 5% e 7%, o que deve se repetir na REPLAN e na REDUC. Em Cubat\u00e3o (RPBC), a Petrobr\u00e1s se prepara para trabalhar com \u00f3leo vegetal em 100% da opera\u00e7\u00e3o. [2]<\/p>\n<p>As declaradas inten\u00e7\u00f5es podem ser festejadas pelo cidad\u00e3o incauto e que almeja uma diminui\u00e7\u00e3o do consumo dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, visando um poss\u00edvel controle das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. No entanto, ele n\u00e3o sabe que a produ\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de soja n\u00e3o \u00e9 100% renov\u00e1vel, depende de insumos de origem f\u00f3ssil, que n\u00e3o existe capacidade de se produzir \u00f3leo de soja em escala proporcional \u00e0 demanda por combust\u00edveis l\u00edquidos e que os custos para se produzir Diesel Renov\u00e1vel e BioQAV, a partir do \u00f3leo de soja, s\u00e3o muito maiores que os custos para produ\u00e7\u00e3o do Diesel e do QAV do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Evidente que os maiores custos de produ\u00e7\u00e3o v\u00e3o se refletir, direta e indiretamente, no bolso do consumidor e na economia nacional. Enquanto isso, gigantes multinacionais produtoras e comercializadoras de farelo e \u00f3leo de soja, ser\u00e3o beneficiadas com o aumento da demanda e da press\u00e3o inflacion\u00e1ria sobre o pre\u00e7o dos seus produtos.<\/p>\n<h2><strong>\u00d3leo de soja n\u00e3o \u00e9 100% renov\u00e1vel<\/strong><\/h2>\n<p>Na an\u00e1lise do ciclo de vida da soja, pesquisadores da UNICAMP demonstraram que a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola da soja \u00e9 a etapa que utiliza maior quantidade de recursos no ciclo de vida dos produtos, a etapa agr\u00edcola \u00e9 aquela que requer mais aten\u00e7\u00e3o dos tomadores de decis\u00f5es em pol\u00edticas p\u00fablicas para um ciclo de vida da soja mais sustent\u00e1vel. Os resultados mostram que a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis de soja convencional n\u00e3o \u00e9 uma alternativa sustent\u00e1vel, sendo estimada uma renovabilidade de 31%.<\/p>\n<p>A renovabilidade \u00e9 uma forma de medir a sustentabilidade ou autonomia de um sistema. Considera-se que a longo prazo sistemas com maiores \u00edndices de renovabilidade t\u00eam maiores chances de sobreviv\u00eancia. Tradicionalmente \u00e9 calculada considerando-se somente os recursos renov\u00e1veis da natureza.<\/p>\n<p>A renovabilidade de 31% da produ\u00e7\u00e3o convencional de \u00f3leo de soja para produzir farelo de soja e biocombust\u00edveis significa que mais de dois ter\u00e7os da energia incorporada (emergia) usada vem de fontes n\u00e3o renov\u00e1veis. Este valor mostra como a produ\u00e7\u00e3o depende fortemente do uso de recursos n\u00e3o renov\u00e1veis derivados dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, tais como o combust\u00edvel para tratores e caminh\u00f5es do cultivo e colheita da soja, assim como para o transporte dos insumos e produtos, os fertilizantes e agrot\u00f3xicos para o cultivo da soja, os petroqu\u00edmicos para extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de soja, al\u00e9m das fontes prim\u00e1rias n\u00e3o renov\u00e1veis para suprimento da energia el\u00e9trica para todas as etapas da cadeia agroindustrial. [3]<\/p>\n<h2><strong>Produ\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de soja tem escala muito menor que a demanda por combust\u00edveis l\u00edquidos<\/strong><\/h2>\n<p>A demanda de \u00f3leo diesel no Brasil, em 2022, foi de 63,2 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos. Assumindo massa espec\u00edfica m\u00e9dia de 840 kg\/m\u00b3, temos a demanda anual de 53,1 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>A demanda de querosene de avia\u00e7\u00e3o (QAV) foi de 5,96 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos. Com massa espec\u00edfica m\u00e9dia de 800 kg\/m\u00b3, temos 4,77 milh\u00f5es de toneladas por ano. [4]<\/p>\n<p>Assim, a demanda brasileira em 2022 da soma do Diesel e do QAV chega a 57,9 milh\u00f5es de toneladas por ano.<\/p>\n<p>Em 2022, foram produzidas 9,94 milh\u00f5es de toneladas de \u00f3leo de soja no Brasil. O consumo nacional foi de 7,34 milh\u00f5es de toneladas por ano. [5]<\/p>\n<p>Considerando que o principal produto obtido atrav\u00e9s do hidrotratamento do \u00f3leo vegetal direto com o gas\u00f3leo proveniente da etapa de destila\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica do petr\u00f3leo \u00e9 o diesel h\u00edbrido, o rendimento dessa convers\u00e3o gira em torno de 80 a 85% de acordo com a temperatura de rea\u00e7\u00e3o e catalisador utilizado. [6]<\/p>\n<p>\u00c9 razo\u00e1vel assumir que a convers\u00e3o m\u00e9dia do \u00f3leo de soja em Diesel Renov\u00e1vel e BioQAV seja de 82%, ter\u00edamos assim a necessidade de processar 70,6 milh\u00f5es de toneladas de \u00f3leo de soja nas refinarias para substituir a demanda por Diesel e QAV do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Essa demanda potencial \u00e9 7 vezes maior que a produ\u00e7\u00e3o nacional e quase 10 vezes maior em rela\u00e7\u00e3o ao consumo brasileiro de \u00f3leo de soja.<\/p>\n<p>Para produzir uma tonelada de \u00f3leo de soja, \u00e9 necess\u00e1ria \u00e1rea cultivada de 3,89 hectares. [7]<\/p>\n<p>Seria necess\u00e1rio ocupar 274,6 milh\u00f5es de novos hectares cultivados com soja para atender a essa nova demanda. Em 2016, a Embrapa Territorial calculou a \u00e1rea cultivada do Pa\u00eds em 65,9 milh\u00f5es de hectares. [8]<\/p>\n<p>Como seria o Brasil se multiplicasse por 4,2 vezes sua \u00e1rea cultivada com o plantio de soja?<\/p>\n<p>Seria o avan\u00e7o sobre o territ\u00f3rio nacional correspondente \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o nativa preservada pelos agricultores no interior de seus im\u00f3veis rurais, ou sobre a floresta amaz\u00f4nica. [8]<\/p>\n<p>Ainda que a inten\u00e7\u00e3o se limite a substituir 5% do Diesel e do QAV do petr\u00f3leo, isso significaria mais 13,7 milh\u00f5es de hectares plantados com soja, um aumento de 21% da \u00e1rea total cultivada no Brasil com a monocultura da soja.<\/p>\n<p><strong>Custo da produ\u00e7\u00e3o do Diesel Renov\u00e1vel e do BioQAV, a partir do \u00f3leo de soja, \u00e9 muito maior que o custo da produ\u00e7\u00e3o do Diesel e do QAV do petr\u00f3leo<\/strong><\/p>\n<p>O custo da produ\u00e7\u00e3o do Diesel e do QAV do petr\u00f3leo \u00e9 composto pelo pre\u00e7o de equil\u00edbrio da explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo, acrescido do custo para seu refino, al\u00e9m de uma margem para equil\u00edbrio financeiro no segmento do refino, ponderados pelo rendimento volum\u00e9trico dos combust\u00edveis em rela\u00e7\u00e3o ao petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>S\u00e3o comparados os custos da produ\u00e7\u00e3o entre o Diesel e o Diesel Renov\u00e1vel, a diferen\u00e7a entre os custos para produ\u00e7\u00e3o do QAV e do BioQAV \u00e9 equivalente.<\/p>\n<p>A Tabela 1 apresenta os custos estimados para a produ\u00e7\u00e3o do Diesel<\/p>\n<p><em>Tabela 1: Custos estimados para a produ\u00e7\u00e3o do Diesel<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-20548\" src=\"https:\/\/aepet.org.br\/wp-content\/uploads\/soja-1.jpg\" alt=\"\" width=\"596\" height=\"226\" \/><br \/>\nO pre\u00e7o de equil\u00edbrio para Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo da Petrobr\u00e1s \u00e9 aquele no qual todos os custos incorridos para procura e produ\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo s\u00e3o recuperados. Segundo apresenta\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s, a prospectiva para o pre\u00e7o de equil\u00edbrio do E&amp;P \u00e9 de 20 US$ por barril. [9]<\/p>\n<p>O custo do refino da Petrobr\u00e1s foi obtido a partir dos resultados do 3\u00ba trimestre de 2023. [10]<\/p>\n<p>A margem sobre o custo operacional do refino visa compensar outros custos do segmento do Refino para alcan\u00e7ar seu pre\u00e7o de equil\u00edbrio. S\u00e3o custos relativos ao pagamento de juros, taxas, deprecia\u00e7\u00e3o, amortiza\u00e7\u00e3o e outros. Foi adotada margem segura equivalente a 100% do custo operacional.<\/p>\n<p>O rendimento volum\u00e9trico \u00e9 a raz\u00e3o entre o volume espec\u00edfico do diesel e do petr\u00f3leo, como o diesel \u00e9 mais leve que o petr\u00f3leo se produz um volume maior de diesel em rela\u00e7\u00e3o ao volume refinado do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>O custo estimado da produ\u00e7\u00e3o do Diesel \u00e9 de 726,77 R$\/m\u00b3, o equivalente a 23,58 US$\/barril, considerando a cota\u00e7\u00e3o de 4,90 R$\/US$.<\/p>\n<p>A Tabela 2 apresenta a estimativa do custo da produ\u00e7\u00e3o do Diesel Renov\u00e1vel<\/p>\n<p><em>Tabela 2: Custos estimados para a produ\u00e7\u00e3o do Diesel Renov\u00e1vel<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-20549\" src=\"https:\/\/aepet.org.br\/wp-content\/uploads\/soja1.jpg\" alt=\"\" width=\"592\" height=\"256\" \/><\/p>\n<p>A estimativa do custo da produ\u00e7\u00e3o do Diesel Renov\u00e1vel n\u00e3o considerou investimentos para seu coprocessamento ou produ\u00e7\u00e3o em unidades 100% dedicadas ao tratamento e processamento de \u00f3leo de soja. Em especial, no \u00faltimo caso, investimentos significativos s\u00e3o necess\u00e1rios e impactariam na eleva\u00e7\u00e3o do custo de produ\u00e7\u00e3o do Diesel Renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>O modelo de neg\u00f3cios da Petrobr\u00e1s n\u00e3o prev\u00ea sua participa\u00e7\u00e3o nas etapas de cultivo da soja, esmagamento do gr\u00e3o, extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de soja e produ\u00e7\u00e3o do farelo. Sendo assim, ser\u00e1 necess\u00e1rio assumir o custo de aquisi\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de soja com pre\u00e7o de mercado.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do \u00f3leo de soja bruto, na primeira semana de novembro de 2023, variou entre R$ 5.200 e R$ 5.450 por tonelada (t). Assumiu-se o valor m\u00e9dio de 5.325 R$\/t e a massa espec\u00edfica de 912,5 kg\/m\u00b3 para obter o pre\u00e7o de 4.859 R$\/m\u00b3. [11]<\/p>\n<p>O custo do refino via coprocessamento do \u00f3leo de soja na Unidade de Hidrotratamento \u00e9 maior que o custo do hidrotratamento do gas\u00f3leo do petr\u00f3leo, principalmente pela maior demanda relativa de hidrog\u00eanio. Por outro lado, o custo pode ser minorado por n\u00e3o ser necess\u00e1rio processar o \u00f3leo de soja pelas unidades de destila\u00e7\u00e3o e coqueamento retardado.<\/p>\n<p>Ponderando esses dois aspectos, \u00e9 razo\u00e1vel assumir que o custo do refino do \u00f3leo de soja seja equivalente ao do refino do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Conforme explicado anteriormente, assumiu-se margem sobre o custo do refino equivalente a 100% do seu custo.<\/p>\n<p>O rendimento da convers\u00e3o do \u00f3leo de soja em Diesel Renov\u00e1vel foi considerado de 82% e o rendimento volum\u00e9trico de 109%.<\/p>\n<p>O custo estimado da produ\u00e7\u00e3o do Diesel Renov\u00e1vel \u00e9 de 5.619,57 R$\/m\u00b3, o equivalente a 182,33 US$\/barril, considerando a cota\u00e7\u00e3o de 4,90 R$\/US$.<\/p>\n<p>O custo da produ\u00e7\u00e3o do Diesel Renov\u00e1vel \u00e9 quase oito vezes maior que o custo de se produzir o Diesel do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m poderia argumentar que &#8220;esse \u00e9 o custo da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica&#8221;. N\u00e3o \u00e9 verdade, esse \u00e9 o custo de uma decis\u00e3o, a de processar \u00f3leo de soja nas refinarias. Para tentar justificar essa decis\u00e3o, ela \u00e9 inclu\u00edda numa pol\u00edtica batizada de &#8220;transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica&#8221; que decide processar \u00f3leo de soja nas refinarias existentes da Petrobr\u00e1s, enquanto n\u00e3o se planeja construir novas refinarias e s\u00e3o exportados mais de 1,5 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo cru do Brasil, o que representa quase metade da produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso deixar claro que esse custo \u00e9 desnecess\u00e1rio e \u00e9 resultado de uma escolha pol\u00edtica da dire\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s. Quem vai pagar pela eleva\u00e7\u00e3o do custo de produ\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis, com o processamento de \u00f3leo de soja nas refinarias, ser\u00e1 o consumidor brasileiro, direta e indiretamente. O aumento dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis reduz a competitividade da economia, diminui a produtividade do trabalho, traz infla\u00e7\u00e3o, aumenta a desindustrializa\u00e7\u00e3o e prejudica o crescimento econ\u00f4mico nacional.<\/p>\n<p>Por outro lado, os produtos industriais que deixam de ser produzidos no Brasil, continuam a ser consumidos sendo produzidos em outros pa\u00edses, como a China e outros pa\u00edses asi\u00e1ticos, que tem uma matriz energ\u00e9tica muito mais poluente que a brasileira (com uso intensivo de carv\u00e3o que produz mais CO2 que o petr\u00f3leo, quando se compara a mesma energia gerada). Dessa forma, a desejada redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es n\u00e3o apenas n\u00e3o acontece, como pode at\u00e9 aumentar.<\/p>\n<p>O uso de \u00f3leo de soja nas refinarias da Petrobr\u00e1s pressionar\u00e1 os pre\u00e7os do pr\u00f3prio \u00f3leo para uso aliment\u00edcio, al\u00e9m dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis do petr\u00f3leo que recebam Diesel Renov\u00e1vel e BioQAV na mistura.<\/p>\n<h2><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Nas refinarias, ao se substituir o gas\u00f3leo de petr\u00f3leo pelo \u00f3leo de soja, no coprocessamento em unidades de hidrotratamento em plena carga, h\u00e1 necessidade de se reduzir o processamento do gas\u00f3leo e a produ\u00e7\u00e3o total diminui.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe infraestrutura para escoamento por dutos ou ferrovias para levar o \u00f3leo de soja das regi\u00f5es onde s\u00e3o produzidos, interior do Centro Oeste e do Sul do pa\u00eds, para as refinarias da Petrobr\u00e1s. Seria necess\u00e1rio usar o modal rodovi\u00e1rio, com muitas dezenas ou centenas de caminh\u00f5es, movidos a diesel, transportando \u00f3leo de soja para as refinarias todos os dias.<\/p>\n<p>Como foi demonstrado, o \u00f3leo de soja \u00e9 cerca de 70% n\u00e3o renov\u00e1vel, a produ\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de soja tem escala muito menor que a demanda por combust\u00edveis l\u00edquidos e o custo da produ\u00e7\u00e3o do Diesel Renov\u00e1vel e do BioQAV, a partir do \u00f3leo de soja, \u00e9 cerca de oito vezes maior que o custo da produ\u00e7\u00e3o do Diesel e do QAV do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de processar \u00f3leo de soja nas refinarias da Petrobr\u00e1s \u00e9 um p\u00e9ssimo neg\u00f3cio para a companhia que disp\u00f5e de excedente de petr\u00f3leo cru que tem sido exportado. \u00c9 tamb\u00e9m uma decis\u00e3o de natureza pol\u00edtica que prejudica a economia nacional e beneficia companhias estrangeiras produtoras e comercializadoras do complexo da soja.<\/p>\n<p>Enquanto os brasileiros perdem ao se distrair com a fal\u00e1cia da \u201ctransi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa\u201d, ganham os maiores produtores, comercializadores e processadores de soja no Brasil que incluem as seguintes megaempresas estrangeiras: ADM (EUA), Bunge (Holanda), Cargill (EUA), Louis Dreyfus (Fran\u00e7a) e Cofco (China). [12]<\/p>\n<p><em>Felipe Coutinho \u00e9 engenheiro qu\u00edmico e vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Petrobr\u00e1s (AEPET)<\/em><\/p>\n<h2><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h2>\n<p>[1] FL Journal, \u201cPresidente da Petrobras espera perfurar Margem Equatorial at\u00e9 junho de 2024,\u201d 2023.<\/p>\n<p>[2] ICL, \u201cPetrobras vai investir R$ 3 bilh\u00f5es para produzir diesel renov\u00e1vel e bioquerosene de avia\u00e7\u00e3o mais sustent\u00e1vel,\u201d 2023.<\/p>\n<p>[3] O. Cavalett, \u201cAnalise do ciclo de vida da soja,\u201d 2008.<\/p>\n<p>[4] ANP, \u201cVendas, pelas Distribuidoras, dos Derivados Combust\u00edveis de Petr\u00f3leo (metros c\u00fabicos),\u201d 2023.<\/p>\n<p>[5] ABIOVE, \u201cEstat\u00edstica,\u201d 2023.<\/p>\n<p>[6] L. G. Lorentz, B. S. L. d. Cunha e P. R. R. Rochedo, \u201cAvalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-econ\u00f4mica do potencial de coprocessamento de biomassa no parque de refino nacional,\u201d 2022.<\/p>\n<p>[7] Our World in Data, \u201cArea of land needed to produce one tonne of vegetable oil, Brazil, 2020,\u201d 2023.<\/p>\n<p>[8] EMBRAPA, \u201c\u00c1reas cultivadas no Brasil e no mindo\u201d.<\/p>\n<p>[9] Petrobras, \u201cApresenta\u00e7\u00e3o Petrobras Day 2020,\u201d 2020.<\/p>\n<p>[10] Petrobras, \u201cCentral de Resultados\u201d.<\/p>\n<p>[11] ABISA, \u201cCota\u00e7\u00f5es 2023,\u201d 2023.<\/p>\n<p>[12] Forbes, \u201cAs 100 maiores empresas do agroneg\u00f3cio brasileiro em 2020,\u201d 2021.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Felipe Coutinho* O uso de \u00f3leo de soja nas refinarias da Petrobr\u00e1s pressionar\u00e1 os pre\u00e7os do pr\u00f3prio \u00f3leo para uso aliment\u00edcio A dire\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s e seu atual presidente, Jean Paul Prates, t\u00eam declarado reiteradas vezes que a \u201ctransi\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":42689,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[325,5,87,10],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.3 - 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