{"id":45501,"date":"2024-10-31T11:57:38","date_gmt":"2024-10-31T14:57:38","guid":{"rendered":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/?p=45501"},"modified":"2024-10-31T11:57:38","modified_gmt":"2024-10-31T14:57:38","slug":"haddad-e-o-fmi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/haddad-e-o-fmi\/","title":{"rendered":"Haddad e o FMI"},"content":{"rendered":"<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-45501-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Haddad-e-o-FMI.mp3?_=1\" \/><source type=\"audio\/ogg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Haddad-e-o-FMI.ogg?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Haddad-e-o-FMI.mp3\">https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Haddad-e-o-FMI.mp3<\/a><\/audio>\n<p><em>*Por Paulo Kliass<\/em><\/p>\n<blockquote><p>Se Lula quiser efetivamente cumprir com suas promessas de campanha, \u00e9 fundamental sair da camisa de for\u00e7a imposta pela austeridade fiscal<\/p><\/blockquote>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e financeiras formais entre o Brasil e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) sempre foram marcadas por algum grau de conflito e tens\u00e3o. Afinal, apesar da motiva\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es ser o ingresso de recursos externos para auxiliar a situa\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o de pagamentos de nosso Pa\u00eds, em geral os governos apresentavam diverg\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es impostas pelas diferentes equipes do Fundo.<\/p>\n<p>A primeira opera\u00e7\u00e3o ocorreu em 1954, com a assinatura de um empr\u00e9stimo para o governo presidido por Get\u00falio Vargas. Tratava-se de um aval concedido pelo FMI a um empr\u00e9stimo, no valor de US$ 300 milh\u00f5es, oferecido pelo Eximbank dos Estados Unidos ao governo brasileiro. Por\u00e9m, 5 anos depois, em 1959, Juscelino Kubitschek rompe o acordo com a institui\u00e7\u00e3o multilateral em fun\u00e7\u00e3o dos compromissos assumidos em seu Plano de Metas. Tendo em vista a necessidade de promover uma flexibiliza\u00e7\u00e3o no rigor fiscal imposto pelo FMI, o Presidente decide sair da austeridade para conseguir espa\u00e7o or\u00e7ament\u00e1rio para projetos como a constru\u00e7\u00e3o da nova capital em Bras\u00edlia e outras medidas envolvendo despesas p\u00fablicas elevadas, al\u00e9m de investimento estatal direto.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o s\u00f3 voltaria se normalizar ap\u00f3s o golpe militar de 1964 e a consequente implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica de natureza ortodoxa e conservadora. Entre 1965 e 1972 s\u00e3o assinados e renovados anualmente acordos classificados como \u201cstand by\u201d, cuja inten\u00e7\u00e3o era auxiliar em eventuais problemas de balan\u00e7o de pagamentos. No entanto, como os governos da ditadura c\u00edvico-militar ofereciam benesses e atratividade ao capital internacional, tais acordos operavam mais como uma garantia de expectativas, uma vez que o fluxo de recursos externos n\u00e3o parava de crescer no per\u00edodo.<\/p>\n<h2><strong>Brasil e FMI: d\u00e9cadas de tens\u00e3o.<\/strong><\/h2>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o muda de figura a partir do final da d\u00e9cada de 1970 com a crise do petr\u00f3leo na esfera internacional. Logo na sequ\u00eancia tem in\u00edcio uma fase de grandes dificuldades nas contas externa dos pa\u00edses do chamado Terceiro Mundo \u2013 a chamada crise da d\u00edvida. Em 1982, durante a gest\u00e3o de Delfim Neto como o superministro da \u00e1rea econ\u00f4mica do \u00faltimo governo dos generais, o Brasil assina um acordo com o Fundo para assegurar o ingresso de recursos externos para cumprir as obriga\u00e7\u00f5es com os credores. Delfim teria assinado 6 cartas de inten\u00e7\u00e3o com o organismo e nunca cumpriu com as cl\u00e1usulas ali constantes. Foram diversos anos de dificuldades em honrar os compromissos constantes nas cl\u00e1usulas dos t\u00edtulos de endividamento. \u00c9 desta \u00e9poca a frase que ficou famosa proferida pelo Ministro, quando afirmou que \u201cd\u00edvida p\u00fablica n\u00e3o se paga, d\u00edvida se rola\u201d.<\/p>\n<p>Com o in\u00edcio da transi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para superar a fase ditatorial, o governo Sarney promove algumas mudan\u00e7as importantes na \u00e1rea econ\u00f4mica. Dentre elas estava a formaliza\u00e7\u00e3o da morat\u00f3ria da d\u00edvida externa em 1987. Na sequ\u00eancia, com a elei\u00e7\u00e3o de Collor de Mello para a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, as sucessivas equipes de economia buscam um acordo com o FMI entre 1990 e 1992, mas n\u00e3o obt\u00eam resultado. Com o fracasso de tais negocia\u00e7\u00f5es, a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 volta a se \u201cnormalizar\u201d no final do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (FHC). O Ministro da Fazenda Pedro Malan logra assinar um acordo com o Fundo em 1998, por meio do qual o Brasil recebe um total de US$ 41,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O problema s\u00e3o as contrapartidas impostas pelo Fundo. Como sempre, trata-se da exig\u00eancia de implementa\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es previstas no Consenso de Washington, tais como a privatiza\u00e7\u00e3o de empresas estatais, a liberaliza\u00e7\u00e3o geral da economia e a imposi\u00e7\u00e3o de regras r\u00edgidas de austeridade fiscal. Boa parte de tais iniciativas j\u00e1 estavam em curso desde a posse de Collor de Melo em 1990, mas FHC acelera em 1998 a venda do sistema p\u00fablico de telecomunica\u00e7\u00f5es e de energia el\u00e9trica. Al\u00e9m disso, o seu governo encaminha um projeto de lei ao Congresso Nacional que se converte na Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei Complementar n\u00ba 101 de 2000.<\/p>\n<h2><strong>FMI e as recomenda\u00e7\u00f5es conservadoras<\/strong><\/h2>\n<p>Com a posse de Lula em 2003, houve uma melhoria sens\u00edvel nas contas externas brasileiras. Com isso, em 2005 o Pa\u00eds quitou sua d\u00edvida junto ao Fundo e em 2009 avan\u00e7ou ainda mais, comprando U$10 bi em b\u00f4nus da institui\u00e7\u00e3o e tornando-se, pela primeira vez na Hist\u00f3ria, credor do FMI. Apesar da falta de exig\u00eancia formal de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica seguindo as regras da ortodoxia conservadora, a duplinha Antonio Palocci no Minist\u00e9rio da Fazenda e Henrique Meirelles no Banco Central (BC) mantiveram a ess\u00eancia do austeric\u00eddio, com rigor fiscal de \u00edndices de super\u00e1vit prim\u00e1rio at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9ditos e taxas de juros tamb\u00e9m rolando na estratosfera.<\/p>\n<p>Durante os 14 anos em que o Partido dos Trabalhadores esteve no governo federal, a presen\u00e7a do FMI sempre passou ao largo do debate e da subservi\u00eancia expl\u00edcita ao organismo. A exist\u00eancia de um estoque significativo de reservas cambiais e a manuten\u00e7\u00e3o de uma recorrente folga na Balan\u00e7a Comercial deixaram para um segundo plano a necessidade de eventual ajuda para solucionar eventuais problemas nas contas externas. Em 2003, elas estavam em US$ 39 bi. Em 2007 superam a marca dos US$ 100 bi. Em 2008, atingem US$ 200 bi. Em 2011, as reservas atingem e superam os US$ 300 bi. Atualmente est\u00e3o na faixa de US$ 370 bi.<\/p>\n<p>Ocorre que o \u201cgolpeachment\u201d praticado contra Dilma Roussef e a posterior elei\u00e7\u00e3o de Bolsonaro em 2018 institucionalizaram o conservadorismo na pol\u00edtica econ\u00f4mica de forma escancarada. Sem nenhuma press\u00e3o formal do FMI, os governos recuperaram a pauta da privatiza\u00e7\u00e3o das estatais, da redu\u00e7\u00e3o do Estado \u00e0 sua dimens\u00e3o m\u00ednima e do aprofundamento da pauta da austeridade fiscal.<\/p>\n<h2><strong>Lula 3.0 e a esperan\u00e7a de mudan\u00e7a<\/strong><\/h2>\n<p>No entanto, as esperan\u00e7as depositadas na elei\u00e7\u00e3o de Lula para um terceiro mandato em 2022 come\u00e7aram a se verem frustradas com a indica\u00e7\u00e3o de Fernando Haddad para o Minist\u00e9rio da Fazenda. O que se assistiu desde ent\u00e3o foi a retomada da agenda conservadora de austeridade, com a troca do Teto de Gastos de Temer pelo Novo Arcabou\u00e7o Fiscal (NAF). Com isso, manteve-se a ess\u00eancia da estrat\u00e9gia de redu\u00e7\u00e3o do peso do Estado na economia e a prepara\u00e7\u00e3o para que parte dos servi\u00e7os p\u00fablicos, das pol\u00edticas p\u00fablicas e da infraestrutura sejam assumidos pelo capital privado.<\/p>\n<p>Nesse contexto de aproxima\u00e7\u00e3o com os interesses do financismo local e global, Fernando Haddad acaba por incorporar de forma plena a pauta do povo da finan\u00e7a. A manuten\u00e7\u00e3o da austeridade fiscal como ponto essencial da pol\u00edtica econ\u00f4mica termina por comprometer toda a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o do protagonismo do Estado. O Ministro da Fazenda busca se apresentar como representante do bom mocismo junto aos representantes do financismo e se concentra em obter bons resultados fiscais. Isso se concretiza, por exemplo, na obsess\u00e3o em zerar o d\u00e9ficit fiscal prim\u00e1rio em 2024.<\/p>\n<p>Mas o aspecto recente mais impressionante foi a aceita\u00e7\u00e3o e a concord\u00e2ncia passiva de Haddad com as orienta\u00e7\u00f5es do FMI. O Fundo apresentou um novo relat\u00f3rio a respeito da situa\u00e7\u00e3o da economia brasileira e realizou algumas proje\u00e7\u00f5es para os pr\u00f3ximos per\u00edodos. Como era de se esperar, as conclus\u00f5es apontam para uma suposta \u201cexplos\u00e3o\u201d da d\u00edvida p\u00fablica brasileira. Esse \u00e9 um dos principais argumentos em favor de um endurecimento ainda maior no controle dos gastos governamentais.<\/p>\n<h2><strong>Haddad: convers\u00e3o ao conservadorismo neoliberal<\/strong><\/h2>\n<p>O documento do FMI faz coro \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es dos escribas do sistema financeiro nos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o: o governo estaria sendo conivente com o retorno ao esp\u00edrito da \u201cgastan\u00e7a generalizada\u201d, uma vez que ele n\u00e3o se compromete seriamente com o rigor necess\u00e1rio na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica fiscal. Haddad assume esse sentimento de culpa e declara:<\/p>\n<p>(\u2026) \u201cEstamos agora tendo que repensar essa estrat\u00e9gia para fortalecer o arcabou\u00e7o fiscal. Mas do ponto de vista fiscal, eu penso que o fortalecimento do arcabou\u00e7o fiscal \u00e9 o rem\u00e9dio mais adequado para o momento que estamos vivendo\u201d (\u2026)<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Ministro avan\u00e7a em suas afirma\u00e7\u00f5es, cedendo \u00e0s press\u00f5es para aprofundar ainda mais o extremismo fiscal. Indagado a respeito da suposta incapacidade em atingir as metas este ano e nos pr\u00f3ximos exerc\u00edcios, ele deixa aberta possibilidade de um maior rigor nas regras previstas atualmente no NAF. O dispositivo que se converteu na Lei Complementar 200 estabelece a obrigatoriedade de que as despesas s\u00f3 possam crescer a 70% do ritmo de eleva\u00e7\u00e3o das receitas. Como existem algumas garantias constitucionais para sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do compromisso de Lula com a valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo acima da infla\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que as metas austerizadas n\u00e3o sejam efetivamente cumpridas. Mas o Ministro, ao inv\u00e9s de defender a maioria da sociedade brasileira contra os intentos do financismo, termina por concordar com o diagn\u00f3stico conservador e sugere um aprofundamento ainda mais severo dos mecanismos de conten\u00e7\u00e3o. Segundo ele, o diferencial entre despesas e receitas poderia ser ainda mais elevado. Uma loucura!<\/p>\n<p>(\u2026) \u201c\u00e9 necess\u00e1rio manter os gastos entre 50% e 70% da receita para retomar a uma posi\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio\u201d (\u2026)<\/p>\n<p>Se Lula quiser efetivamente cumprir com suas promessas de campanha e com as exig\u00eancias de um Pa\u00eds que precisa romper o c\u00edrculo vicioso da pobreza e da desigualdade, \u00e9 fundamental sair da camisa de for\u00e7a imposta pela austeridade fiscal. N\u00e3o faz sentido um governo presidido pelo Partido dos Trabalhadores somar esfor\u00e7os junto ao FMI para completar a imposi\u00e7\u00e3o da pauta neoliberal em nossas terras.<\/p>\n<p>*Paulo Kliass \u00e9 Doutor em economia e membro da carreira de Especialistas em Pol\u00edticas P\u00fablicas e Gest\u00e3o Governamental do governo federal<\/p>\n<p>Publicado no 247<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Paulo Kliass Se Lula quiser efetivamente cumprir com suas promessas de campanha, \u00e9 fundamental sair da camisa de for\u00e7a imposta pela austeridade fiscal As rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e financeiras formais entre o Brasil e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) sempre&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":45502,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[325,5,87,10],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.3 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Haddad e o FMI<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Paulo Kliass critica a ades\u00e3o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, \u00e0 agenda de austeridade e \u00e0s diretrizes do FMI, destacando que essa postura pode comprometer o cumprimento das promessas de Lula. 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