{"id":45788,"date":"2024-12-18T08:32:24","date_gmt":"2024-12-18T11:32:24","guid":{"rendered":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/?p=45788"},"modified":"2024-12-17T18:54:46","modified_gmt":"2024-12-17T21:54:46","slug":"porque-donald-trump-venceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/porque-donald-trump-venceu\/","title":{"rendered":"Porque Donald Trump venceu?"},"content":{"rendered":"<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-45788-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Porque-Donald-Trump-venceu.mp3?_=1\" \/><source type=\"audio\/ogg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Porque-Donald-Trump-venceu.ogg?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Porque-Donald-Trump-venceu.mp3\">https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Porque-Donald-Trump-venceu.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Por Eleut\u00e9rio F. S. Prado*<\/p>\n<blockquote><p><em>Para espalhar sua destrutividade brutal o capitalismo precisa de uma figura como a de Trump<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h2>1.<\/h2>\n<p>Os partid\u00e1rios norte-americanos da democracia liberal, com boa dose de ang\u00fastia, t\u00eam se defrontado com essa pergunta. Se Donald Trump se afigura para eles como populista, autorit\u00e1rio, mentiroso e at\u00e9 mesmo como neofascista, como pode ele ter ganho a elei\u00e7\u00e3o presidencial nos Estados Unidos, um suposto basti\u00e3o da democracia liberal num mundo propenso a acolher ditaduras?<\/p>\n<p>Veja-se o que dizem dois economistas famosos, ganhadores do Pr\u00eamio Risk Bank (usualmente chamado de Pr\u00eamio Nobel de Economia), dado anualmente para os profissionais dessa \u00e1rea que propugnam pela continuidade do capitalismo.<\/p>\n<p>Eis a explica\u00e7\u00e3o dada por Daron Acemoglu: \u201cEm uma pesquisa Gallup de janeiro de 2024, apenas 28% dos americanos (um recorde de baixa) disseram-se satisfeitos com \u201ca maneira como a democracia dos EUA estava funcionando\u201d. Ora, a democracia americana h\u00e1 muito promete quatro coisas: prosperidade compartilhada, voz para a cidadania, governan\u00e7a orientada por especialistas e servi\u00e7os p\u00fablicos eficazes. Mas a democracia dos EUA \u2013 como, ali\u00e1s, a democracia em outros pa\u00edses ricos (e at\u00e9 de renda m\u00e9dia) \u2013 tem falhado no atendimento dessas aspira\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, nem sempre foi assim. Durante tr\u00eas d\u00e9cadas ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, a democracia entregou tais bens, especialmente a prosperidade compartilhada. Os sal\u00e1rios reais (ajustados pela infla\u00e7\u00e3o) aumentaram rapidamente para todos os grupos demogr\u00e1ficos e, assim, a desigualdade diminuiu. Mas essa tend\u00eancia chegou ao fim em algum momento no final dos anos 1970 e in\u00edcio dos anos 1980. Desde ent\u00e3o, a desigualdade disparou; ademais, os sal\u00e1rios reais dos trabalhadores sem diploma universit\u00e1rio mal aumentaram. Em consequ\u00eancia, cerca de metade da for\u00e7a de trabalho americana viu a renda da outra metade aumentar\u201d.[i]<\/p>\n<p>Eis agora a explica\u00e7\u00e3o dada por Joseph Stiglitz: \u201c\u00c0 medida que o choque da vit\u00f3ria de Donald Trump se instalou, especialistas e pol\u00edticos passaram a refletir sobre o que isso significa para o futuro dos Estados Unidos e para a pol\u00edtica global. Entender por que uma figura t\u00e3o divisiva e desqualificada venceu novamente \u00e9 crucial para os democratas. Eles foram muito para a esquerda e perderam os americanos moderados que constituem a maioria? Ou o neoliberalismo centrista \u2013 perseguido por presidentes democratas desde Bill Clinton \u2013 falhou em entregar o que prometia, criando assim uma demanda por mudan\u00e7a?<\/p>\n<p>Para mim, a resposta \u00e9 clara: 40 anos de neoliberalismo deixaram os EUA com desigualdade sem precedentes, estagna\u00e7\u00e3o na parte intermedi\u00e1ria do espectro de renda (algo ainda pior para aqueles abaixo) e decl\u00ednio da expectativa de vida m\u00e9dia (destacada pelo aumento de \u201cmortes por desespero\u201d). O sonho americano est\u00e1 morrendo; embora o presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris tenham se distanciado do neoliberalismo com sua ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas industriais, como representantes do establishment dominante, eles permaneceram associados ao seu legado\u201d.[ii]<\/p>\n<h2>2.<\/h2>\n<p>A conclus\u00e3o que se segue dessas declara\u00e7\u00f5es \u00e9 bem clara: para ambos, a vit\u00f3ria de Trump ocorreu porque as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a exist\u00eancia e continuidade da democracia liberal foram minadas nos Estados Unidos \u00e0 medida que passaram a prevalecer a\u00ed as institui\u00e7\u00f5es e as pol\u00edticas econ\u00f4micas do neoliberalismo.<\/p>\n<p>As duas explica\u00e7\u00f5es, situadas ainda \u2013 e com m\u00e9ritos \u2013 no campo da economia pol\u00edtica n\u00e3o est\u00e3o erradas, mas falham, em primeiro lugar, por n\u00e3o apresentarem a raz\u00e3o estrutural do advento do neoliberalismo. E essa descoberta apenas pode ser feita mediante um avan\u00e7o no campo da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Sem esse movimento cr\u00edtico que vai do funcionamento aparente do sistema \u00e0s suas leis de tend\u00eancia e contratend\u00eancia parece que a ades\u00e3o das for\u00e7as pol\u00edticas ao neoliberalismo prov\u00e9m de atos deliberativos aut\u00f4nomos que podem ser revogados a qualquer momento por outros atos deliberativos igualmente aut\u00f4nomos.<\/p>\n<p>Como bem se sabe, essa ideologia, normatividade e pr\u00e1tica pol\u00edtica veio \u00e0 tona no final dos anos 1970 e se difundiu a partir da\u00ed \u2013 avassaladoramente \u2013 como uma resposta complexa \u00e0 crise de lucratividade iniciada j\u00e1 no final dos anos 1960, que atingiu n\u00e3o apenas a economia norte-americana, mas a economia mundial como um todo.<\/p>\n<p>A figura em sequ\u00eancia mostra bem que as taxas m\u00e9dias de lucro nos EUA ca\u00edram por mais de uma d\u00e9cada (de 1968 a 1981) por efeito da redu\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o produto capital (aumento impl\u00edcito da composi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do capital), assim como da dificuldade de elevar a rela\u00e7\u00e3o lucro\/capital (ou seja, aumentar a taxa de explora\u00e7\u00e3o) em virtude do poder dos sindicatos, que ent\u00e3o se mostrava bem forte.<\/p>\n<p>Ela mostra tamb\u00e9m como a pol\u00edtica neoliberal, que enfraqueceu o poder dos trabalhadores de v\u00e1rias formas, deu bons resultados para o capital, na d\u00e9cada seguinte (de 1981 a 1987). Sem atingir o patamar anterior, a taxa de lucro se recuperou e, com ela, os investimentos que impulsionam a acumula\u00e7\u00e3o de capital.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-46477 aligncenter\" src=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/eleu1.png\" sizes=\"(max-width: 378px) 100vw, 378px\" srcset=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/eleu1.png 378w, https:\/\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/eleu1-300x181.png 300w, https:\/\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/eleu1-150x90.png 150w\" alt=\"\" width=\"378\" height=\"228\" \/><\/p>\n<p>Como se sabe, o neoliberalismo foi bem-sucedido em conter a eleva\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio real da classe trabalhadora nos EUA e nos outros pa\u00edses em geral, ou seja, em mant\u00ea-lo abaixo dos ganhos de produtividade, tal como mostra a figura em sequ\u00eancia. Contudo, essa estat\u00edstica descritiva \u00e9 insuficiente para avaliar as perdas dessa classe.<\/p>\n<p>Pois, como se sabe, a partir de 1980, ela perdeu prote\u00e7\u00e3o sindical e governamental, acesso a empregos de longa dura\u00e7\u00e3o, qualidade de vida e at\u00e9 mesmo, para boa parte dela, aquele orgulho identit\u00e1rio de ser bem-sucedido na sociedade nucleada na rela\u00e7\u00e3o de capital. Mas isso ainda n\u00e3o \u00e9 tudo. Com o neoliberalismo, os trabalhadores perderam em parte a identifica\u00e7\u00e3o de classe, pois s\u00e3o instados ou mesmo for\u00e7ados pelas circunst\u00e2ncias a se verem como auto-empres\u00e1rios.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-46478 aligncenter\" src=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/eleu-2.png\" sizes=\"(max-width: 378px) 100vw, 378px\" srcset=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/eleu-2.png 378w, https:\/\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/eleu-2-300x221.png 300w, https:\/\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/eleu-2-150x110.png 150w\" alt=\"\" width=\"378\" height=\"278\" \/><\/p>\n<p>Ademais, como j\u00e1 se insinuou, as explica\u00e7\u00f5es de Acemoglu e Stiglitz acima apresentadas se d\u00e3o sob a suposi\u00e7\u00e3o de que o indiv\u00edduo social atua como homo oeconomicus tanto como trabalhador na esfera econ\u00f4mica quanto como eleitor na esfera pol\u00edtica. Ao tomarem, assim, esse \u201cpuppet\u201d do sistema como sujeito, ademais intemporal \u2013, eles n\u00e3o conseguem apreender o que passa a ocorrer com a subjetividade dos trabalhadores sob os constrangimentos da normatividade neoliberal. Ora, para esclarecer esse ponto \u2013 diferencial importante na explica\u00e7\u00e3o do resultado da recente elei\u00e7\u00e3o presidencial nos EUA \u2013 \u00e9 preciso agora recorrer \u00e0 psican\u00e1lise como cr\u00edtica social.<\/p>\n<h2>3.<\/h2>\n<p>A economia pol\u00edtica e, sobretudo, a economia vulgar, constroem a abstra\u00e7\u00e3o homo oeconomicus a partir da apar\u00eancia do sistema mercantil generalizado apenas para explicar o seu funcionamento. \u00c9 assim porque aqueles que atuam de fato como personifica\u00e7\u00f5es das mercadorias em geral e, em particular, da mercadoria \u201cfor\u00e7a de trabalho\u201d (ou seja, os trabalhadores), se comportam e t\u00eam de se comportar como indiv\u00edduos auto-interessados.<\/p>\n<p>\u201cO homem \u00e9\u201d \u2013 diz Stuart Mill pondo um fundamento primeiro \u2013 \u201cum ser determinado, pela necessidade de sua natureza, a preferir uma maior por\u00e7\u00e3o de riqueza ao inv\u00e9s de uma menor em todos os casos\u201d.[iii] Contudo, a personifica\u00e7\u00e3o, que assim aparece, \u00e9 tamb\u00e9m a base da identidade da classe trabalhadora[iv] \u2013 classe essa, no entanto, que s\u00f3 existe in fieri. \u00c9 apenas lutando que essa classe se constitui em ato, como tal. Ora, \u00e9 essa pot\u00eancia que o neoliberalismo combate individualizando o trabalhador.<\/p>\n<p>Se essa economia pol\u00edtica apreende os atores econ\u00f4mico como sujeitos, a cr\u00edtica da economia pol\u00edtica mostra que eles s\u00e3o sujeitos assujeitados \u00e0 l\u00f3gica compulsiva e infinita da acumula\u00e7\u00e3o de capital. A psican\u00e1lise desde Freud, por sua vez, mostra esse \u201csujeito\u201d, assim constru\u00eddo desde o ber\u00e7o e na fam\u00edlia, como um ser contradit\u00f3rio, em cuja psique lutam entre si e se combinam as puls\u00f5es amorosas\/solid\u00e1rias e as puls\u00f5es agressivas\/individualistas.<\/p>\n<p>Ora, essas \u00faltimas ganham proemin\u00eancia na vida econ\u00f4mica desses \u201csujeitos\u201d porque eles a\u00ed labutam num \u201csistema\u201d \u2013 como diz Tone Tom\u0161i\u010d \u2013 \u201cque pode ser descrito como uma socialidade anti-social organizada\u201d.[v]<\/p>\n<p>Ora, esse sistema, fundado que est\u00e1 na acumula\u00e7\u00e3o sem limite de capital, apesar de requerer coopera\u00e7\u00e3o na esfera da produ\u00e7\u00e3o, promove de maneira intensa e extensa a competi\u00e7\u00e3o, acentuadamente na esfera da circula\u00e7\u00e3o mercantil. Ora, como esse \u201csujeito\u201d se defronta com for\u00e7as que n\u00e3o controla e at\u00e9 mesmo desconhece, ele est\u00e1 permanentemente numa posi\u00e7\u00e3o de pouca pot\u00eancia ou at\u00e9 mesmo numa condi\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em consequ\u00eancia, a psique de muitos, aqueles assalariados ou por conta pr\u00f3pria que n\u00e3o ousam lutar contra o sistema, encontra-se muitas vezes embargada pelo ressentimento. [vi] Eis que \u201ccovardemente\u201d submetem o seu desejo \u00e0 l\u00f3gica do sistema, mas querem cobrar algo por essa submiss\u00e3o; mant\u00eam, por isso, sentimentos de rancor, hostilidade, vingan\u00e7a, ci\u00fame, inveja em rela\u00e7\u00e3o a outros escolhidos como culpados.<\/p>\n<p>Se Friedrich Nietzsche bem notou que esse afeto predomina na sociedade moderna, ele n\u00e3o o associou ao capitalismo. Ao contr\u00e1rio, considerou que se tratava de uma rea\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica doentia, patol\u00f3gica, \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sociais inexor\u00e1veis de uma sociedade que produz derrotas, desigualdade, insucesso etc., ou seja, que tende a produzir muitos perdedores. Como se sabe, ao indiv\u00edduo ressentido ele opunha o indiv\u00edduo heroico que enfrenta o seu destino com galhardia.<\/p>\n<p>Tone Tom\u0161i\u010d mostra bem que essa cr\u00edtica erra porque n\u00e3o desafia o individualismo e a l\u00f3gica da competi\u00e7\u00e3o: \u201cAo contr\u00e1rio da perspectiva de Nietzsche, o afeto em quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma rea\u00e7\u00e3o \u201cpatol\u00f3gica\u201d (\u2026) \u00e0 desigualdade, \u00e0 inj\u00faria e \u00e0 injusti\u00e7a. De um ponto de vista mais estrutural, o ressentimento \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o (\u2026) das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas de competi\u00e7\u00e3o; eis que expressam o funcionamento compulsivo dessas rela\u00e7\u00f5es em indiv\u00edduos e grupos sociais. Como o ressentimento imp\u00f5e um envenenamento da diferen\u00e7a, ele marca o ser social com hostilidade m\u00fatua.<\/p>\n<p>Se o ser social carrega a significa\u00e7\u00e3o de \u201cser-com\u201d e eventualmente de \u201cser em comum\u201d, ent\u00e3o o ressentimento sinaliza a subvers\u00e3o antissocial do ser social em \u201cser-contra\u201d, um modo de ser que corresponde ao esfor\u00e7o capitalista pela \u201cprivatiza\u00e7\u00e3o\u201d total do social e do comum, ou mais genericamente, um esfor\u00e7o para expropriar os sujeitos pol\u00edticos de seus corpos, suas vidas e, finalmente, de toda estrutura que lhes forneceria condi\u00e7\u00f5es (materiais e imateriais) para a reprodu\u00e7\u00e3o da vida\u201d.[vii]<\/p>\n<h2>4.<\/h2>\n<p>Ora, toda essa volta de argumentos, foi necess\u00e1ria para encontrar a origem da segunda lacuna antes apontada nas explica\u00e7\u00f5es de Joseph Stiglitz e Daron Acemoglu para o advento e a vit\u00f3ria do extremismo de direita na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o nos EUA \u2013 assim como, em parte, para a falta de votos na direita tradicional. Dizer que Donald Trump ganhou porque Joe Biden e os pr\u00f3ceres do partido democrata norte-americano abandonaram as causas que interessam aos trabalhadores \u00e9 insuficiente e, na verdade, superficial.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o verdadeira dessa deriva \u00e9 que o neoliberalismo, ao extremar o individualismo, ao impor competi\u00e7\u00e3o sem tr\u00e9guas aos \u201csujeitos\u201d trabalhadores, exacerba e multiplica o ressentimento. N\u00e3o tanto porque n\u00e3o tem cumprido o que antes prometera em termos de expans\u00e3o econ\u00f4mica e bem-estar. N\u00e3o tanto tamb\u00e9m porque subtraiu as vozes dos trabalhadores na competi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Mas principalmente porque o empreendedorismo neoliberal e o ressentimento individualista est\u00e3o, assim, bem conjugados entre si. E esse \u00faltimo requer uma cobertura da falta que \u201csujeito\u201d sente por meio de \u201cboas\u201d mentiras e de viol\u00eancia irracional. \u00c9 da\u00ed que surge a possibilidade de ascens\u00e3o da extrema direita.<\/p>\n<p>Os eleitores populares de Donald Trump s\u00e3o pessoas recriminadoras que \u201cesqueceram\u201d que submeteram os seus desejos ao sistema da rela\u00e7\u00e3o de capital e que passaram a compensar a insatisfa\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio desempenho med\u00edocre nesse sistema, dirigindo um \u00f3dio seletivo a outros tomados como culpados (imigrantes, pessoas que lutam por direitos, gente de esquerda, certos povos estrangeiros etc.). Ao votarem num pol\u00edtico vingador, eles obt\u00eam gozo, ou seja, satisfa\u00e7\u00e3o perversa.<\/p>\n<p>Donald Trump \u00e9 um pequeno grande homem, \u201cpequeno\u201d porque se apresenta como um homem comum tal como os seus seguidores e \u201cgrande\u201d porque, para al\u00e9m deles, parece poderoso e \u00e9 capaz de esmagar de fato aqueles que foram escolhidos para serem falsamente responsabilizados e, assim, odiados. Nessa toada, ao inv\u00e9s de progresso, o capitalismo espalha agora destruvidade brutal tal como ocorreu na Alemanha nazista e est\u00e1 j\u00e1 acontecendo de modo proeminente no Oriente M\u00e9dio, sob a ag\u00eancia de Israel\/EUA. Foi para aprofundar essa tend\u00eancia que Donald Trump venceu.<\/p>\n<p>*Eleut\u00e9rio F. S. Prado \u00e9 professor titular e s\u00eanior do Departamento de Economia da USP. Autor, entre outros livros, de Da l\u00f3gica da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica (Lutas Anticapital).<\/p>\n<h2><strong>Notas<\/strong><\/h2>\n<p>[i] Ver Acemoglu, Daron \u2013 The fall and rise of American democracy. In: Project Syndicate, 3\/12\/2024.<\/p>\n<p>[ii] Ver Stiglitz, Joseph \u2013 How Trump victory exposes the failures of neoliberalism. In: Social Europe, 2\/12\/2024.<\/p>\n<p>[iii] Ver Stuart Mill, John \u2013 Da defini\u00e7\u00e3o de economia pol\u00edtica e o m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria a ela. In: Stuart Mill, S\u00e3o Paulo: Abril, 1974.<\/p>\n<p>[iv] Aqui se optou, por simplicidade, em n\u00e3o segmentar a classe trabalhadora em pequena burguesia, proletariado e lumpemproletariado.<\/p>\n<p>[v] Ver Tom\u0161i\u010d, Samo \u2013 The antisociality of capitalism. In: Libidinal Economies of Crises Times. Ed. Ben Gook. Bielefeld: Verlag, 2024.<\/p>\n<p>[vi] Sobre isso ver Kehl, Maria Rita \u2013 Ressentimento. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2020.<\/p>\n<p>[vii] Op. cit.<\/p>\n<p>Fonte: <span style=\"text-decoration: underline;\"><em><a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/porque-donald-trump-venceu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Terra \u00e9 redonda<\/a><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Eleut\u00e9rio F. S. Prado* Para espalhar sua destrutividade brutal o capitalismo precisa de uma figura como a de Trump 1. Os partid\u00e1rios norte-americanos da democracia liberal, com boa dose de ang\u00fastia, t\u00eam se defrontado com essa pergunta. 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