{"id":47078,"date":"2025-10-13T17:02:38","date_gmt":"2025-10-13T20:02:38","guid":{"rendered":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/?p=47078"},"modified":"2025-10-13T17:02:38","modified_gmt":"2025-10-13T20:02:38","slug":"entrevista-como-as-big-techs-usam-voce-para-lucrar-com-discurso-de-sustentabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/entrevista-como-as-big-techs-usam-voce-para-lucrar-com-discurso-de-sustentabilidade\/","title":{"rendered":"ENTREVISTA: Como as big techs usam voc\u00ea para lucrar com discurso de sustentabilidade"},"content":{"rendered":"<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-47078-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/ENTREVISTA-Como-as-big-techs-usam-voce-para-lucrar-com-discurso-de-sustentabilidade.mp3?_=1\" \/><source type=\"audio\/ogg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/ENTREVISTA-Como-as-big-techs-usam-voce-para-lucrar-com-discurso-de-sustentabilidade.ogg?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/ENTREVISTA-Como-as-big-techs-usam-voce-para-lucrar-com-discurso-de-sustentabilidade.mp3\">https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/ENTREVISTA-Como-as-big-techs-usam-voce-para-lucrar-com-discurso-de-sustentabilidade.mp3<\/a><\/audio>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-15d0fda texto elementor-widget elementor-widget-jet-listing-dynamic-field\" data-id=\"15d0fda\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"jet-listing-dynamic-field.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<blockquote>\n<p class=\"jet-listing-dynamic-field__content\"><em>Relat\u00f3rios de sustentabilidade do Google e da Amazon s\u00e3o usados para aumentar o poder dessas gigantes<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-53c8813 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"53c8813\" data-element_type=\"container\" data-settings=\"{&quot;jet_parallax_layout_list&quot;:[]}\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-52064b8 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"52064b8\" data-element_type=\"container\" data-settings=\"{&quot;animation&quot;:&quot;none&quot;,&quot;jet_parallax_layout_list&quot;:[]}\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-b5ac196 elementor-widget elementor-widget-jet-listing-dynamic-field\" data-id=\"b5ac196\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"jet-listing-dynamic-field.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">Usar o filtro de emiss\u00f5es de gases do efeito estufa para escolher um voo no Google Flights, ativar a op\u00e7\u00e3o de rotas eficientes no Maps ou apenas perguntar \u00e0 Alexa, a assistente virtual da Amazon, como reciclar o lixo. Ao usar esses servi\u00e7os criados pelas big techs, voc\u00ea pensa que est\u00e1 ajudando o planeta, mas est\u00e1 caindo numa armadilha das gigantes digitais.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Promover a ideia de que consumidores individuais s\u00e3o respons\u00e1veis \u200b\u200bpor danos ecol\u00f3gicos e devem fazer escolhas diferentes \u00e9 uma das muitas estrat\u00e9gias que est\u00e3o sendo usadas pelas big techs para orientar e controlar a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a conclus\u00e3o da pesquisadora argentina radicada no Reino Unido Cecilia Rikap ao analisar os relat\u00f3rios de sustentabilidade feitos por Google e Amazon. Professora e chefe de pesquisa do Instituto para Inova\u00e7\u00e3o e Interesse P\u00fablico, o IIPP, da University College London, no Reino Unido, Rikap \u00e9 tamb\u00e9m autora do livro premiado \u201cCapitalismo, poder e inova\u00e7\u00e3o: O capitalismo do monop\u00f3lio intelectual revelado (em ingl\u00eas, Capitalism, Power and Innovation: Intellectual Monopoly Capitalism Uncovered) e co-autora de \u201cA Corrida da Inova\u00e7\u00e3o Digital\u201d (em ingl\u00eas, The Digital Innovation Race).<\/p>\n<p>Prestes a lan\u00e7ar outras duas obras \u2013 \u201cIntelig\u00eancia Artificial e Depend\u00eancia\u201d (Caixa Negra) e \u201cThe Rulers: Corporate Power in the Age of AI and the Cloud\u201d (Verso Books) \u2013, Rikap pesquisa a intersec\u00e7\u00e3o entre economia pol\u00edtica internacional e a economia da inova\u00e7\u00e3o, e mostra como as big techs atuam concentrando bem imateriais, como direitos e marcas, para se criarem monop\u00f3lios intelectuais.<\/p>\n<p>Agora, em artigo publicado junto com Silvia Weko, pesquisadora da Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, Rikap afirma que as big techs usam narrativas disfar\u00e7adas de produtos com foco na transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica n\u00e3o apenas para gerar mais lucro, mas tamb\u00e9m para criar um monop\u00f3lio intelectual sobre as solu\u00e7\u00f5es existentes para lidar com a crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Uma das estrat\u00e9gias usadas pelo Google, por exemplo, \u00e9 oferecer solu\u00e7\u00f5es gratuitas desenhadas em coopera\u00e7\u00e3o com universidades ou startups. Uma vez prontas, essas ferramentas s\u00e3o ofertadas de forma gratuita e aberta, e os usu\u00e1rios viram alvo de testes, valida\u00e7\u00e3o de ideias e coleta de dados. Depois, o servi\u00e7o \u00e9 descontinuado, e a empresa encontra uma forma de monetizar em cima do conhecimento obtido. \u00c9 o que aconteceu com o extinto servi\u00e7o de caronas do Waze, aplicativo de navega\u00e7\u00e3o comprado pelo Google.<\/p>\n<p>A Amazon age de maneira semelhante, e come\u00e7a a monetiza\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo em que oferece as ferramentas. \u00c9 o caso da ASDI, uma iniciativa de dados meteorol\u00f3gicos e de sustentabilidade de c\u00f3digo aberto com a participa\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Por meio dela, conjuntos de dados p\u00fablicos s\u00e3o hospedados e implantados na nuvem da AWS, que oferece informa\u00e7\u00f5es sobre observa\u00e7\u00f5es e previs\u00f5es meteorol\u00f3gicas, proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, imagens de sat\u00e9lite, dados hidrol\u00f3gicos, e qualidade do ar e previs\u00e3o oce\u00e2nica.<\/p>\n<p>A Amazon vende como servi\u00e7o p\u00fablico, mas usa as informa\u00e7\u00f5es adicionadas na sua base para tomar decis\u00f5es sobre o design de datacenters e prever o desempenho do pr\u00f3prio site. E, para os governos, oferece ferramentas pagas que analisam os dados imputados por eles na nuvem.<\/p>\n<p>Para Rikap, as big techs est\u00e3o invadindo prerrogativas do poder p\u00fablico, subjugando os governantes e pesquisadores do clima \u00e0s suas solu\u00e7\u00f5es e fazendo os indiv\u00edduos acreditarem que a \u00fanica sa\u00edda para o futuro do planeta passa pelo desenvolvimento tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Em suma, est\u00e3o atuando como governantes autorit\u00e1rios que ningu\u00e9m elegeu, projetando uma transi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica que consolidar\u00e1 ainda mais o seu poder corporativo.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Intercept Brasil, a pesquisadora detalha o que descobriu ao ler os relat\u00f3rios de sustentabilidade produzidos por Amazon e Google, analisa os caminhos poss\u00edveis para escapar do que chamou de \u201cbeco sem sa\u00edda\u201d e garante que as estrat\u00e9gias para controlar o debate sobre transi\u00e7\u00e3o ser\u00e3o levadas para dentro da COP30 \u2013 como j\u00e1 foram levadas para outras confer\u00eancias no passado.<\/p>\n<h2>Confira a entrevista completa:<\/h2>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as estrat\u00e9gias que as big techs est\u00e3o utilizando para direcionar e controlar a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica? Apenas Google e Amazon usam elas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cec\u00edlia Rikap <\/strong>\u2013 O que come\u00e7amos a observar ao longo dos anos \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o cada vez mais agressiva, e mais abertamente estrat\u00e9gica e comercial. N\u00e3o s\u00e3o mais empresas que dizem: \u2018estou respondendo, estou me posicionando diante do que a regulamenta\u00e7\u00e3o me exige, planto \u00e1rvores, ou tento consumir menos \u00e1gua, ou reciclo a \u00e1gua\u2019. Mudam completamente a estrat\u00e9gia e se posicionam como atores na fronteira, n\u00e3o apenas de uma a\u00e7\u00e3o que se apresenta ou se vende como mais verde, mas elas mesmas projetando como ser\u00e1 o caminho para a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>\u00c9 uma estrat\u00e9gia em que se diluem completamente as responsabilidades corporativas, a geopol\u00edtica, a dimens\u00e3o pol\u00edtica da crise clim\u00e1tica e ecol\u00f3gica, e se reduz o problema a um problema tecnol\u00f3gico. [Como se] a \u00fanica coisa que falta \u00e9 ter a tecnologia que nos permita fazer a transi\u00e7\u00e3o. E essa tecnologia ser\u00e1 fornecida pela Amazon, pelo Google, pela Microsoft.<\/p>\n<p>Eles usam o discurso que em ingl\u00eas \u00e9 chamado de Twin Transition, a transi\u00e7\u00e3o g\u00eamea, que basicamente \u00e9 um discurso tecnossolucionista, onde o que aparece \u00e9 que as tecnologias digitais ser\u00e3o as que permitir\u00e3o resolver a crise ecol\u00f3gica. E as empresas se vendem como as que trar\u00e3o as solu\u00e7\u00f5es para resolver essa crise.<\/p>\n<p><strong>E como isso serve a essas empresas?<\/strong><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, porque n\u00e3o \u00e9 apenas um neg\u00f3cio em si vender tecnologia verde, mas tamb\u00e9m lhes permite, de alguma forma, ganhar reputa\u00e7\u00e3o e desviar a aten\u00e7\u00e3o do enorme consumo de energia, \u00e1gua, minerais cr\u00edticos, etc., que elas mesmas realizam em seus data centers.<\/p>\n<p>\u00c9 ao mesmo tempo uma estrat\u00e9gia de controle do discurso, de cria\u00e7\u00e3o de uma narrativa que ignora a responsabilidade direta que elas t\u00eam no agravamento da crise ecol\u00f3gica e, ao mesmo tempo, oferece a elas um neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>E essa venda de tecnologia verde n\u00e3o \u00e9 apenas para outras empresas, elas s\u00e3o oferecidas aos estados, aos governos, substituindo o que deveriam ser decis\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p>O Google tem o Google Earth. Sabemos que o Google Earth tem dados e imagens de sat\u00e9lite que foram desenvolvidos em conjunto com universidades e organismos p\u00fablicos de pesquisa.<\/p>\n<p>Portanto, foram desenvolvidos com investimento p\u00fablico. Mas agora o Google oferece, a partir de sua plataforma Google Cloud, um servi\u00e7o pago a governos e setor privado para fazer uso desses bancos de dados.<\/p>\n<p>E h\u00e1 outros servi\u00e7os mais sutis, por exemplo, como dizer que o Google Maps realmente serve para que voc\u00ea fa\u00e7a viagens mais eficientes e, assim, gaste menos energia.<\/p>\n<p>O caso do Google Maps \u00e9 particularmente interessante porque ilustra que isso n\u00e3o \u00e9 apenas elas se esquivando de sua responsabilidade, criando um neg\u00f3cio e substituindo os estados na responsabilidade de planejar e desenvolver uma solu\u00e7\u00e3o para a crise ecol\u00f3gica. H\u00e1 um elemento adicional: essas empresas s\u00e3o as \u00fanicas que t\u00eam um mapa do mundo, porque centralizam esses dados. Portanto, elas s\u00e3o as \u00fanicas que t\u00eam uma vis\u00e3o sist\u00eamica.<\/p>\n<p>E a crise ecol\u00f3gica \u00e9 uma crise planet\u00e1ria. Portanto, ela requer essa vis\u00e3o sist\u00eamica, estrat\u00e9gica e pol\u00edtica, mas para o bem de todos os cidad\u00e3os, n\u00e3o para os neg\u00f3cios de algumas poucas empresas. E o que elas oferecem a cada um de n\u00f3s, indiv\u00edduos, \u00e9 a ideia de que a maneira de resolver essa crise \u00e9 com a\u00e7\u00f5es individuais.<\/p>\n<p>O Google gera em cada indiv\u00edduo a sensa\u00e7\u00e3o de \u2018estou fazendo minha parte porque estou usando o Google Maps\u2019.<\/p>\n<p>\u2018O setor p\u00fablico n\u00e3o pode depender de tecnologia privada para quest\u00f5es que s\u00e3o essenciais ao funcionamento do estado\u2019.<\/p>\n<p>E a\u00ed entra a outra vertente, que \u00e9 o solucionismo associado \u00e0 intelig\u00eancia artificial. [Mas], o que ela faz, especialmente desde o surgimento da intelig\u00eancia artificial generativa, \u00e9 pressionar cada vez mais para um consumo cada vez maior de servi\u00e7os em nuvem, o que significa basicamente cada vez mais data centers, mais energia el\u00e9trica, mais \u00e1gua. No final, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma certeza de que, seguindo esse consumo desenfreado de solu\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia artificial, teremos uma transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Se houver, ser\u00e1 decididamente muito mais injusta.<\/p>\n<p><strong>No estudo que voc\u00eas fizeram, voc\u00eas falam de monop\u00f3lio intelectual. \u00c9 poss\u00edvel dizer que h\u00e1 mais objetivos al\u00e9m do lucro por tr\u00e1s dessas estrat\u00e9gias adotadas pelas big tech? <\/strong><\/p>\n<p>Claramente sim, e volto \u00e0 sua primeira pergunta para algo que n\u00e3o disse, que \u00e9 essa transi\u00e7\u00e3o para o controle, ou qual \u00e9 a ideia de controle? A ideia de controle est\u00e1 associada a um governo antidemocr\u00e1tico, a uma forma de governo ditatorial, em \u00faltima inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Essas empresas t\u00eam a capacidade de controlar organiza\u00e7\u00f5es, sejam outras empresas, universidades, e at\u00e9 governos, que n\u00e3o s\u00e3o de sua propriedade. Elas controlam al\u00e9m da propriedade privada. Isso acontece com todas as grandes ind\u00fastrias e, no caso das tecnologias digitais, ocorre em um n\u00edvel que n\u00e3o existia antes.<\/p>\n<p>Por qu\u00ea? Porque nas tecnologias digitais o processo de produ\u00e7\u00e3o pode ser dividido em partes quase infinitas. Pense que, dentro do mercado que \u00e9 a nuvem controlada por uma empresa como a Amazon, s\u00e3o oferecidos mais de 50 mil servi\u00e7os. A nuvem n\u00e3o \u00e9 apenas infraestrutura, \u00e9 servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Existem milhares de empresas que vendem dentro da nuvem que n\u00e3o sabem o que cada uma faz. As \u00fanicas que t\u00eam a capacidade de ver quem est\u00e1 vendendo o qu\u00ea, o que vende mais ou menos, como s\u00e3o os servi\u00e7os, e as que estabelecem as regras sobre como s\u00e3o os servi\u00e7os s\u00e3o a Amazon, a Microsoft e o Google, que controlam as tr\u00eas principais nuvens a n\u00edvel global.<\/p>\n<p>Virtualmente, elas acabam dominando o que acontece com o capitalismo global. Essa capacidade de controle, al\u00e9m da propriedade, de definir, neste caso, quais s\u00e3o as regras com as quais as tecnologias digitais s\u00e3o produzidas e consumidas, vem do que eu chamo de processo de monopoliza\u00e7\u00e3o intelectual: um processo sistem\u00e1tico de apropria\u00e7\u00e3o de dados, conhecimento e cria\u00e7\u00e3o de discursos que se transformam em ativos intang\u00edveis.<\/p>\n<p>Em outras ind\u00fastrias, como a farmac\u00eautica, a forma de transformar o conhecimento em intang\u00edvel \u00e9 com a patente. Neste caso, muitas vezes \u00e9 com o segredo. Uma parte disso \u00e9 a Green Tech. Uma parte disso s\u00e3o artigos que dizem: usamos intelig\u00eancia artificial para fazer previs\u00f5es clim\u00e1ticas e fazemos previs\u00f5es melhores do que as formas tradicionais de fazer previs\u00f5es.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o que acontece \u00e9 que esse conhecimento produzido em conjunto com outros \u00e9 utilizado por essas empresas, que o transformam em um servi\u00e7o que vendem a governos, a outras empresas, por meio de sua nuvem ou diretamente em um contrato espec\u00edfico.<\/p>\n<p>E eles fazem isso privando outros de poder fazer uso aberto desse conhecimento em temas t\u00e3o sens\u00edveis como a crise ecol\u00f3gica. E o risco associado \u00e0 monopoliza\u00e7\u00e3o intelectual \u00e9 que, na medida em que se instala ainda mais a ideia de que a \u00fanica maneira de resolver a crise ecol\u00f3gica \u00e9 com tecnologia digital, o monop\u00f3lio intelectual dessas empresas se perpetua. Porque se, para resolver a crise ecol\u00f3gica, precisamos de tecnologias digitais, temos que bancar essas empresas, basicamente. \u00c9 preciso continuar comprando mais tecnologia delas.<\/p>\n<p><strong>No Brasil, o governo avan\u00e7a com pol\u00edticas p\u00fablicas que geram incentivos fiscais para essas grandes empresas. Qual \u00e9 o grau de sucesso dessas estrat\u00e9gias com os governos? Os governos seriam ing\u00eanuos, co-atores ou v\u00edtimas dessas estrat\u00e9gias? <\/strong><\/p>\n<p>Cada governo \u00e9 um mundo. N\u00e3o \u00e9 a mesma coisa a Dataprev e a outras empresas estatais de telecomunica\u00e7\u00f5es no Brasil, que s\u00e3o 100% c\u00famplices da Amazon, Microsoft, Google. Elas est\u00e3o completamente vendidas ao sistema de nuvem, pressionaram internamente o governo do Brasil.<\/p>\n<p>Dentro deste governo de Lula, eu vi de tudo. Vi c\u00famplices, vi pessoas que realmente, de dentro, entendem a complexidade do problema.<\/p>\n<p>\u00c9 um problema global, sist\u00eamico, ou seja, voc\u00ea n\u00e3o pode ter uma boa pol\u00edtica aqui, localizada. Se voc\u00ea fizer apenas isso, estar\u00e1 dando um tiro no pr\u00f3prio p\u00e9. Uma pol\u00edtica que \u00e9 progressista, investimento p\u00fablico em conhecimento, pode acabar refor\u00e7ando o status quo.<\/p>\n<p>O problema aqui n\u00e3o \u00e9 que essas empresas sejam dos Estados Unidos. Isso torna tudo ainda pior, especialmente com um governo como o de Trump. Mas se essas empresas fossem brasileiras, o problema n\u00e3o seria diferente. Porque continua significando que alguns poucos atores corporativos decidem sobre a vida e o futuro de todos os cidad\u00e3os. De uma maneira completamente antidemocr\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, a gente concorda mais ou menos com quem governa os pa\u00edses. Mas, exceto nas ditaduras, isso se resolve com o voto. A gente vai, vota e h\u00e1 um resultado. Com essas grandes empresas, n\u00e3o h\u00e1 nada disso. E, no entanto, s\u00e3o elas que acabam governando. O setor p\u00fablico n\u00e3o pode depender de tecnologia privada para quest\u00f5es que s\u00e3o essenciais ao funcionamento do estado.<\/p>\n<p>A tecnologia n\u00e3o se desenvolve de forma aleat\u00f3ria. Todos os processos tecnol\u00f3gicos, e IA \u00e9 um exemplo paradigm\u00e1tico, s\u00e3o consequ\u00eancia de processos de planejamento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico. O que acontece \u00e9 que, se antes era o Departamento de Defesa dos Estados Unidos que fazia o planejamento, agora s\u00e3o essas empresas.<\/p>\n<p>Os governos da Am\u00e9rica Latina, mesmo os progressistas, est\u00e3o cegos pelo imperativo do crescimento. Eles acreditam que, com o crescimento, com as pol\u00edticas adequadas, redistributivas, vamos finalmente nos desenvolver.<\/p>\n<p>E esbarram repetidamente nessa mesma barreira, porque quando h\u00e1 crescimento, n\u00e3o h\u00e1 desenvolvimento. N\u00e3o h\u00e1 mudan\u00e7a na estrutura produtiva. Pode haver uma melhora circunstancial na renda das pessoas, mas n\u00e3o h\u00e1 uma mudan\u00e7a substancial.<\/p>\n<p>E o que acontece \u00e9 que hoje, no mundo, existe um trilema. E esse trilema \u00e9 atravessado pelas tecnologias digitais.<\/p>\n<p>Os governos querem crescimento, querem soberania, o que, no caso das tecnologias digitais, s\u00e3o contradit\u00f3rias, porque as tecnologias mais avan\u00e7adas s\u00e3o dessas empresas. Se voc\u00ea quer ter um crescimento mais r\u00e1pido, voc\u00ea tem que aceitar que elas venham e fa\u00e7am os investimentos, e que toda a sua estrutura produtiva use suas tecnologias.<\/p>\n<p>Mas a\u00ed voc\u00ea perde toda a soberania. E, ao mesmo tempo, voc\u00ea adere ao tecnossolucionismo, acreditando que isso vai trazer crescimento, mas voc\u00ea se esquece, e por isso \u00e9 um trilema, que h\u00e1 uma crise ecol\u00f3gica. E que talvez o desenvolvimento nunca chegue porque o planeta explodiu antes.<\/p>\n<p>Esses data centers s\u00e3o bases militares. Ter uma base militar dos Estados Unidos em um de nossos pa\u00edses n\u00e3o \u00e9 mais soberania, \u00e9 menos.<\/p>\n<p><strong>Ou seja, pelo que voc\u00ea diz, me parece que estamos sob o risco de outra forma de ditadura, uma ditadura que usa os dados da Terra, que poderiam estar nos ajudando a encontrar, de fato, solu\u00e7\u00f5es para os problemas que estamos enfrentando\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Absolutamente, e o que \u00e9 ainda mais desesperador \u00e9 que essas empresas t\u00eam, nessa capacidade de controle, al\u00e9m da propriedade, o controle dos cidad\u00e3os. A maioria dos cidad\u00e3os gosta de pesquisar no Google, ter um Chat GPT, usar o Microsoft Office ou poder ter uma plataforma de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p>Em nossos pa\u00edses, \u00e9 o Mercado Livre, mas o Mercado Livre depende, hospeda seus dados e usa os servi\u00e7os de nuvem da Amazon e do Google, e funciona exatamente como essas empresas, s\u00f3 que em uma escala menor. \u00c9 por isso que eu estava falando sobre as empresas locais, porque o fato de serem locais n\u00e3o muda essa opera\u00e7\u00e3o como monop\u00f3lios intelectuais. E mencionei o Mercado Livre justamente porque tenho outro trabalho escrito sobre o Mercado Livre em particular, mas, digo, poderia ter mencionado qualquer outra das chamadas unic\u00f3rnios, ou qualquer outra dentro de nossos pa\u00edses.<\/p>\n<p>E a\u00ed me parece que o que n\u00e3o estamos vendo \u00e9 a centralidade da tecnologia, a centralidade do conhecimento, especificamente a centralidade que a intelig\u00eancia artificial est\u00e1 assumindo. \u00c9 muito preocupante que esteja sendo desenvolvida uma tecnologia que potencialmente n\u00e3o s\u00f3 pode ser aplicada a qualquer ind\u00fastria, mas tamb\u00e9m substitui a forma como pensamos, como elaboramos uma pergunta, substitui as fun\u00e7\u00f5es mais fundamentais para pensar em produzir coletivamente um mundo melhor.<\/p>\n<p>Estamos tendo essa tecnologia que se aplica \u00e0 guerra, ao genoc\u00eddio que Israel est\u00e1 fazendo em Gaza, porque essas s\u00e3o as mesmas empresas que depois vendem essas tecnologias digitais a Israel para mapear todos os palestinos. Estamos, em \u00faltima inst\u00e2ncia, governados por uma ditadura, governados por governantes que nunca elegemos, mas que, ao mesmo tempo, s\u00e3o muito inteligentes, porque para a maioria das pessoas o que eles oferecem s\u00e3o servi\u00e7os gratuitos, facilidades na vida, e eles desenvolveram at\u00e9 mesmo estrat\u00e9gias para identificar qual deve ser o papel do estado em tudo isso.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma a\u00e7\u00e3o de mercado ou que busca lucro, mas sim um exerc\u00edcio de planejamento. H\u00e1 uma estrat\u00e9gia definida, um horizonte e um desenvolvimento e controle de todos os dados e todas as tecnologias para poder alcan\u00e7ar esse objetivo que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, \u00e9 continuar dominando uma parte cada vez maior do capitalismo global, n\u00e3o a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>\u00c0 medida que nos tornamos mais dependentes dessas tecnologias propostas por empresas, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, tamb\u00e9m estamos reduzindo nossa capacidade de responsabiliz\u00e1-las pelos danos que j\u00e1 causam ao meio ambiente? <\/strong><\/p>\n<p>Absolutamente, porque, cada vez mais, al\u00e9m disso, eles desviam completamente a aten\u00e7\u00e3o. Por isso, n\u00e3o se trata apenas de um exerc\u00edcio de venda de servi\u00e7os ou apenas de um exerc\u00edcio de gest\u00e3o do discurso. S\u00e3o as duas coisas integradas. E \u00e9 por isso que tamb\u00e9m \u00e9 um exerc\u00edcio de planejamento.<\/p>\n<p>Porque cada parte est\u00e1 orquestrada entre si, para que se encaixe. Temos, de um lado, o discurso montado para que pensemos que a solu\u00e7\u00e3o para a crise ecol\u00f3gica vem do que cada um contribui. Tudo \u00e9 individualizado o tempo todo. \u00c9 o consumidor individual, o indiv\u00edduo, que vai desenvolver a\u00e7\u00f5es para contribuir com a mudan\u00e7a e a solu\u00e7\u00e3o da crise ecol\u00f3gica. E n\u00e3o se v\u00ea que as responsabilidades pela crise ecol\u00f3gica n\u00e3o est\u00e3o distribu\u00eddas equitativamente entre toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que pensamos que estamos resolvendo a crise ecol\u00f3gica por meio das tecnologias digitais, que os governos acreditam estar fazendo adotando a IA e as solu\u00e7\u00f5es de processamento de dados, deixamos de ver que essas empresas s\u00e3o enormemente respons\u00e1veis pela crise ecol\u00f3gica que temos.<\/p>\n<p>E est\u00e3o agravando ela com esta corrida para instalar cada vez mais data centers em todos os cantos do planeta.<\/p>\n<p><strong>As big techs parecem estar em tudo. H\u00e1 alguma sa\u00edda para escapar desse planejamento, dessa teia tecida por elas? <\/strong><\/p>\n<p>Definitivamente sim, e o que precisamos fazer \u00e9 assumir o controle, e n\u00e3o negar que as tecnologias digitais s\u00e3o tecnologias de controle.<\/p>\n<p>Precisamos de dados do planeta, precisamos saber como estamos esgotando a \u00e1gua, precisamos ter um invent\u00e1rio de como a biodiversidade est\u00e1 sendo destru\u00edda. Precisamos poder antecipar os desastres clim\u00e1ticos, mas n\u00e3o precisamos fazer isso com essas empresas.<\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, mais do que uma transi\u00e7\u00e3o, tem que ser uma transforma\u00e7\u00e3o de como vivemos. E para poder fazer isso, essas empresas nos d\u00e3o uma pista. N\u00e3o vem apenas do mercado. O que precisamos fazer \u00e9 planejar.<\/p>\n<p>Mas que n\u00e3o sejam elas que planejem. Acredito que h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o para a crise ecol\u00f3gica, mas ela vem de m\u00e3os dadas com o planejamento democr\u00e1tico e internacional. Ent\u00e3o, as solu\u00e7\u00f5es individuais, as lutas e vit\u00f3rias de diferentes grupos dispersos, \u00e9 claro que nos d\u00e3o um f\u00f4lego e nos permitem dizer que nem tudo est\u00e1 perdido, mas n\u00e3o s\u00e3o suficientes.<\/p>\n<p>O que falta, novamente, \u00e9 entender que este \u00e9 um problema global. \u00c9 preciso resolv\u00ea-lo globalmente. Portanto, \u00e9 preciso criar institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, com responsabilidade p\u00fablica, sem v\u00ednculos privados, porque os privados querem lucro privado e o lucro privado n\u00e3o deve estar no banco de tr\u00e1s: deve estar diretamente fora do carro quando falamos da crise ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Fonte: Intercept\/ Alice de Souza<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rios de sustentabilidade do Google e da Amazon s\u00e3o usados para aumentar o poder dessas gigantes Usar o filtro de emiss\u00f5es de gases do efeito estufa para escolher um voo no Google Flights, ativar a op\u00e7\u00e3o de rotas eficientes no&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":47079,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5,87,211,10],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.3 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>ENTREVISTA: Como as big techs usam voc\u00ea para lucrar com discurso de sustentabilidade<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Promover a ideia de que consumidores individuais s\u00e3o respons\u00e1veis por danos ecol\u00f3gicos e devem fazer escolhas diferentes \u00e9 uma das muitas estrat\u00e9gias que est\u00e3o sendo usadas pelas big techs para orientar e controlar a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. 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