{"id":47292,"date":"2025-11-24T15:48:32","date_gmt":"2025-11-24T18:48:32","guid":{"rendered":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/?p=47292"},"modified":"2025-11-24T15:48:32","modified_gmt":"2025-11-24T18:48:32","slug":"financeirizacao-e-redistribuicao-da-riqueza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/financeirizacao-e-redistribuicao-da-riqueza\/","title":{"rendered":"Financeiriza\u00e7\u00e3o e redistribui\u00e7\u00e3o da riqueza"},"content":{"rendered":"<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-47292-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Financeirizacao-e-redistribuicao-da-riqueza.mp3?_=1\" \/><source type=\"audio\/ogg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Financeirizacao-e-redistribuicao-da-riqueza.ogg?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Financeirizacao-e-redistribuicao-da-riqueza.mp3\">https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Financeirizacao-e-redistribuicao-da-riqueza.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Por Marcio Pochmann*<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"jet-listing-dynamic-field__content\"><em>A financeiriza\u00e7\u00e3o, ao esvaziar a estrutura produtiva, n\u00e3o gera apenas desigualdade, mas um terreno f\u00e9rtil para o retorno tr\u00e1gico do fanatismo religioso e do banditismo social como respostas patol\u00f3gicas a uma massa sobrante sem destino<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Pela segunda vez na hist\u00f3ria republicana, o processo de financeiriza\u00e7\u00e3o contamina a economia e a sociedade brasileira. Decorrente da ades\u00e3o do pa\u00eds ao Consenso de Washington a partir de 1990, a economia dominada pelas finan\u00e7as se instalou e ganhou forma, passando a reconfigurar profundamente a infraestrutura econ\u00f4mica, a estrutura social e a superestrutura nacional.<\/p>\n<p>Do ponto de vista da composi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, os impactos nos estados da federa\u00e7\u00e3o t\u00eam sido diversos. Nas economias regionais que se encontravam mais vinculadas \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o, especialmente nas regi\u00f5es litor\u00e2neas, os preju\u00edzos t\u00eam sido os mais percept\u00edveis.<\/p>\n<p>No estado de S\u00e3o Paulo, por exemplo, o mais industrializado do pa\u00eds, a sua participa\u00e7\u00e3o relativa no Produto Interno Bruto (PIB) tem sido de queda desde a d\u00e9cada de 1980. No ano de 2023, por exemplo, o peso relativo do estado de S\u00e3o Paulo foi quase 22% inferior ao alcan\u00e7ado no auge da industrializa\u00e7\u00e3o ocorrido na d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p>Em contrapartida, os estados mais identificados com o modelo prim\u00e1rio-exportador que aparecem com mais for\u00e7a no interior do pa\u00eds registram significativa eleva\u00e7\u00e3o na participa\u00e7\u00e3o do PIB nacional. O conjunto dos estados pertencentes \u00e0 Regi\u00e3o Norte e ao Centro-Oeste tiveram aumentado o seu peso relativo no PIB nacional em 2,9 vezes e 2,7 vezes, respectivamente, entre as d\u00e9cadas de 1970 e 2020.<\/p>\n<p>O movimento republicano que colocou fim ao regime mon\u00e1rquico (1822-1889) n\u00e3o conseguiu se desvencilhar do processo de financeiriza\u00e7\u00e3o herdado originalmente da Guerra do Paraguai (1865-1870). O rentismo na Rep\u00fablica Velha se caracterizou pela domin\u00e2ncia de uma parcela da elite econ\u00f4mica, majoritariamente agr\u00e1ria, que utilizou o seu poder pol\u00edtico para manipular o aparato estatal e as pol\u00edticas econ\u00f4micas a fim de assegurar rendas e lucros com base em privil\u00e9gios e interven\u00e7\u00f5es de mercado, e n\u00e3o na produtividade ou no desenvolvimento de novas atividades produtivas.<\/p>\n<p>Em grande medida atendeu inicialmente \u00e0 decad\u00eancia dos cafeicultores fluminenses que direcionavam suas fortunas para as atividades financeiras, sustentando o endividamento estatal, sobretudo dependente de recursos externos. Em fun\u00e7\u00e3o disso, o centro econ\u00f4mico e financeiro daquela \u00e9poca representado pelo Rio de Janeiro perdeu posi\u00e7\u00e3o relativa no PIB nacional. Entre as d\u00e9cadas de 1890 e 1930, por exemplo, o Rio de Janeiro diminuiu em cerca de 25% no valor da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Em mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de hegemonia neoliberal rentista, o Brasil assiste ao fortalecimento de uma frente ampla de for\u00e7as pol\u00edtica que parece operar de forma interligada na corros\u00e3o democr\u00e1tica da Nova Rep\u00fablica. Algo equivalente tamb\u00e9m aconteceu durante o dom\u00ednio liberal rentista na Rep\u00fablica Velha diante do capitalismo nascente.<\/p>\n<p>De certa forma, o rentismo, o fanatismo religioso e o banditismo social, identificados como fen\u00f4menos pr\u00f3prios da doutrina tanto liberal no passado com a neoliberal no presente, sustentam-se na minimiza\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o do Estado. Com a desregula\u00e7\u00e3o p\u00fablica, os mercados passam a conviver com a press\u00e3o que decorre de atividades que at\u00e9 ent\u00e3o estavam impossibilitadas de funcionar, com a presen\u00e7a de formas ilegais, inclusive provenientes do crime organizado e outras iniciativas.<\/p>\n<p>Em geral, o rentismo na financeiriza\u00e7\u00e3o permite a obten\u00e7\u00e3o de renda a partir da mera propriedade de ativos como im\u00f3veis, a\u00e7\u00f5es ou t\u00edtulos financeiros que pagam juros, sem que exista a necessidade de trabalho ou da produ\u00e7\u00e3o de valor adicional. No per\u00edodo de alta do custo de vida como nas d\u00e9cadas de 1980 e in\u00edcio de 1990, o controle inflacion\u00e1rio pelo Plano Real, imp\u00f4s juros elevad\u00edssimos para atrair capital e valorizar os ativos financeiros, sendo acompanhado at\u00e9 os dias de hoje pela enorme valoriza\u00e7\u00e3o cambial.<\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de juros elevados com o real valorizado contribui para o desmoronamento da estrutura produtiva complexa, integrada e diversificada at\u00e9 ent\u00e3o existente. Com isso, a maior depend\u00eancia de importa\u00e7\u00f5es de mercadorias de maior valor agregado tornou mais central, tendo a desindustrializa\u00e7\u00e3o fortalecido a conviv\u00eancia com a financeiriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem perspectivas de um futuro melhor, massas sociais sobrantes buscam se adaptar \u00e0s alternativas possibilitadas pelo enfraquecimento estatal. Emergem, a partir de ent\u00e3o, os fen\u00f4menos do fanatismo religioso e banditismo social. Na Rep\u00fablica Velha, o fanatismo religioso, ou mais precisamente o messianismo, foi uma resposta popular \u00e0 mis\u00e9ria e ao descaso do Estado nas regi\u00f5es rurais, assim como o banditismo social se tornou outra manifesta\u00e7\u00e3o da exclus\u00e3o e da luta pela sobreviv\u00eancia em um ambiente de profunda desigualdade.<\/p>\n<p>Neste primeiro quarto do s\u00e9culo XXI, o fanatismo religioso e o banditismo social retornaram patrocinados pela ru\u00edna da sociedade urbana e industrial imposta pelo receitu\u00e1rio neoliberal. Esse terreno f\u00e9rtil para uma esp\u00e9cie de \u201ccoronelismo religioso\u201d, especialmente nos grandes centros urbanos aponta em quem votar com base em cren\u00e7as, corrompendo o processo pol\u00edtico democr\u00e1tico assentado na intoler\u00e2ncia, no discurso de \u00f3dio e na persegui\u00e7\u00e3o de minorias.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no caso do banditismo social, a criminalidade encontra no contexto social da reprodu\u00e7\u00e3o da pobreza, desigualdade e inoper\u00e2ncia do Estado a fertilidade para a sua expans\u00e3o. O crime organizado, por exemplo, pode at\u00e9 ser visto por parte da popula\u00e7\u00e3o como her\u00f3is ou justiceiros, atuando \u00e0 margem da lei quando parte do Estado \u00e9 associado \u00e0 aus\u00eancia, corrup\u00e7\u00e3o ou a opress\u00e3o que se generaliza diante da falta de perspectivas para ascens\u00e3o das massas sociais exclu\u00eddas.<\/p>\n<p>Esses fen\u00f4menos, em vez de serem meros subprodutos, retroalimentam-se e desafiam a consolida\u00e7\u00e3o da democracia na Nova Rep\u00fablica. Nos anos de 1930, a implanta\u00e7\u00e3o do projeto nacional desenvolvimentista projetou a constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade urbana e industrial frente ao pauperismo econ\u00f4mico e \u00e0 imobilidade social da antiga Era Agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para o segundo quarto do s\u00e9culo XXI, o avan\u00e7o da Era Digital est\u00e1 a demandar um novo projeto nacional de desenvolvimento. Do contr\u00e1rio, a presen\u00e7a de uma massa social sobrante e sem destino tende a potencializar ainda mais assentadas na frente pol\u00edtica dos interesses do rentismo, fanatismo religioso e banditismo social.<\/p>\n<p><em>*Marcio Pochmann, professor titular de economia na Unicamp, \u00e9 o atual presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcio Pochmann* A financeiriza\u00e7\u00e3o, ao esvaziar a estrutura produtiva, n\u00e3o gera apenas desigualdade, mas um terreno f\u00e9rtil para o retorno tr\u00e1gico do fanatismo religioso e do banditismo social como respostas patol\u00f3gicas a uma massa sobrante sem destino Pela segunda&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":47293,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[325,5,87,211,10],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.3 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Financeiriza\u00e7\u00e3o e redistribui\u00e7\u00e3o da riqueza<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"A financeiriza\u00e7\u00e3o, ao esvaziar a estrutura produtiva, n\u00e3o gera apenas desigualdade, mas um terreno f\u00e9rtil para o retorno tr\u00e1gico do fanatismo religioso e do banditismo social como respostas patol\u00f3gicas a uma massa sobrante sem destino; 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