{"id":47621,"date":"2026-02-04T12:56:13","date_gmt":"2026-02-04T15:56:13","guid":{"rendered":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/?p=47621"},"modified":"2026-02-04T12:56:13","modified_gmt":"2026-02-04T15:56:13","slug":"o-futuro-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/o-futuro-do-brasil\/","title":{"rendered":"O futuro do Brasil"},"content":{"rendered":"<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-47621-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/O-futuro-do-Brasil.mp3?_=1\" \/><source type=\"audio\/ogg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/O-futuro-do-Brasil.ogg?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/O-futuro-do-Brasil.mp3\">https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/O-futuro-do-Brasil.mp3<\/a><\/audio>\n<p><em>Por Emir Sader*<\/em><\/p>\n<p>Entre os avan\u00e7os democr\u00e1ticos e as heran\u00e7as do colonialismo, o Brasil enfrenta o desafio de superar o ciclo neoliberal para definir sua soberania no s\u00e9culo XXI<\/p>\n<p>Neste primeiro quarto do s\u00e9culo XXI o Brasil se reafirmou como uma democracia, que derrotou uma tentativa de golpe militar, que restabeleceria uma ditadura no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, retomou um ciclo de expans\u00e3o econ\u00f4mica, chegando a gerar uma situa\u00e7\u00e3o de pleno emprego. As pol\u00edticas sociais, tanto as de educa\u00e7\u00e3o como especialmente as de sa\u00fade p\u00fablica, se estenderam, com o fortalecimento e a eleva\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do SUS, como o maior programa de prote\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p>O Brasil passou a ser um protagonista internacional importante, como pa\u00eds e como membro dos Brics, em que o pa\u00eds passou a ser um pa\u00eds importante nas articula\u00e7\u00f5es da pol\u00edtica internacional.<\/p>\n<p>Mas, ao mesmo tempo, o pa\u00eds ainda se encontra na situa\u00e7\u00e3o em que o governo n\u00e3o conta com maioria no Congresso, n\u00e3o apenas tem que negociar suas iniciativas, tem que ver algumas delas derrotadas, teve que incluir no governo membros do centro pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Tem, ao mesmo tempo, de enfrentar uma situa\u00e7\u00e3o em que a viol\u00eancia \u00e9 ainda um fen\u00f4meno do cotidiano das cidades do pa\u00eds, com a quest\u00e3o da seguran\u00e7a s\u00e3o as de maior preocupa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. Com raz\u00e3o, porque h\u00e1 regi\u00f5es das maiores cidades do pa\u00eds em que o chamado crime organizado controla tudo o que ocorre, impondo o medo e mesmo o terror na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, que proje\u00e7\u00f5es se podem fazer sobre o futuro do Brasil?<\/p>\n<p>Tudo depende das elei\u00e7\u00f5es que ter\u00e1 o pa\u00eds neste ano. Uma primeira possibilidade \u00e9 que ela n\u00e3o altere significativamente o quadro pol\u00edtico atual, com a reelei\u00e7\u00e3o do Lula, mas com a manuten\u00e7\u00e3o da hegemonia da direita, em alian\u00e7a com o centro, na C\u00e2mara e no Senado.<\/p>\n<p>Nesse caso, o cen\u00e1rio pol\u00edtico atual se prolongar\u00e1.<\/p>\n<h2><strong>Colonialismo e escravid\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Caio Prado Jr., nosso maior historiador, dizia que o Brasil n\u00e3o \u00e9 compreens\u00edvel sem o colonialismo e a escravid\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel compreender o pa\u00eds. Essa vis\u00e3o n\u00e3o se restringe apenas ao Brasil, j\u00e1 que tanto o colonialismo, como a escravid\u00e3o foram e s\u00e3o ainda fen\u00f4menos globais, de abrang\u00eancia internacional.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o do colonialismo europeu \u00e9 significativa. A Europa tomou a milh\u00f5es de africanos, os trouxe nos por\u00f5es dos navios para trabalharem como escravos, produzindo riqueza para os europeus.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe quantos morreram nas brutais condi\u00e7\u00f5es de viagem, mas Darcy Ribeiro afirmou que a vida \u00fatil de cada escravo era, em m\u00e9dia, de 9 anos. Era mais f\u00e1cil deix\u00e1-los morrerem e substitui-los por outros escravos, do que cuidar deles.<\/p>\n<p>Essa combina\u00e7\u00e3o brutal entre colonialismo e escravid\u00e3o esteve nas ra\u00edzes da sociedade brasileira e de tantos outros pa\u00edses. Espantosa a atitude da Europa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c1frica, que est\u00e1 do outro lado do Mediterr\u00e2neo. D\u00e1 a impress\u00e3o de que naturalizam a pobreza e a mis\u00e9ria da \u00c1frica, sem vincul\u00e1-la \u00e0 explora\u00e7\u00e3o das suas riquezas pelos pa\u00edses europeus e \u00e0 escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o entre a Europa e a \u00c1frica se expressa hoje nas tentativas di\u00e1rias, desesperadas de africanos buscarem chegar, de qualquer maneira, \u00e0 Europa. Diariamente v\u00e1rios deles terminam morrendo nessas tentativas, em acidentes que est\u00e3o naturalizados nos pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>Esses fen\u00f4menos se vinculam ao colonialismo e \u00e0 escravid\u00e3o. Os colonizadores europeus sempre se julgaram n\u00e3o apenas superiores, como o centro da hist\u00f3ria mundial. Esse eurocentrismo se une \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o racial para produzir esses fen\u00f4menos brutais.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 apenas um fen\u00f4meno econ\u00f4mico e pol\u00edtico, mas tamb\u00e9m cultural. As grandes interpreta\u00e7\u00f5es, difundidas a partir das maiores editoras do mundo, situadas nos pa\u00edses do norte do mundo, buscam refor\u00e7ar e atualizar sempre o eurocentrismo. \u00c0 hist\u00f3ria da \u00c1frica \u00e9 um tema particular, desvinculada da hist\u00f3ria da Europa, sem uma vis\u00e3o global, que as articule como um fen\u00f4meno intrinsecamente vinculados.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, aquele que considero o primeiro grande historiador do s\u00e9culo XXI, o brit\u00e2nico Peter Frankopan, autor, entre outros livros, <em>As novas rotas da seda<\/em>, centra sua cr\u00edtica no eurocentrismo, para, em seguida, reconstruir a hist\u00f3ria global \u2013 em um livro, significativamente intitulado de O cora\u00e7\u00e3o do mundo \u2013 que reivindica o papel da \u00c1sia e, em particular, o da China.<\/p>\n<p>Sem essa cr\u00edtica, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender a hist\u00f3ria mundial contempor\u00e2nea, no s\u00e9culo XXI. Fomos educados, em grande medida, no eurocentrismo, pela not\u00e1vel obra de outro historiador brit\u00e2nico, Eric Hobsbawn. Mas hoje \u00e9 indispens\u00e1vel superarmos essa vis\u00e3o estreita e, de alguma forma v\u00edtima ainda da sobreviv\u00eancia do colonialismo europeu, para podermos compreender a hist\u00f3ria mundial realmente existente.<\/p>\n<p>A domina\u00e7\u00e3o externa, por meio da coloniza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses da chamada periferia do capitalismo, valendo-se do trabalho escravo, \u00e9 respons\u00e1vel por grande parte das mis\u00e9rias que o mundo ainda vive. Grande parte da riqueza mundial se concentra ainda na Europa, enquanto grande parte da mis\u00e9ria se concentra na \u00c1frica, assim como os negros, em todas as regi\u00f5es do mundo, seguem pertencendo \u00e0s popula\u00e7\u00f5es mais pobres em todos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>Uma combina\u00e7\u00e3o cruel entre colonialismo e escravid\u00e3o, sem a qual grande parte dos problemas que ainda s\u00e3o contempor\u00e2neos n\u00e3o existiriam e nem seriam compreens\u00edveis.<\/p>\n<h2><strong>A atualidade de O capital<\/strong><\/h2>\n<p>Com o fim da primeira Guerra Fria, Karl Marx foi uma vez mais assassinado, dessa vez por conta de uma enorme quantidade de raz\u00f5es que, bem ou mal, estavam historicamente identificadas com aquele tipo de socialismo que havia naufragado.<\/p>\n<p>A nova economia dos anos 1990 passou a teorizar que o capitalismo j\u00e1 n\u00e3o sofreria crises, pois passaria a ser identificado dinamismo, efic\u00e1cia, bem-estar, etc. Foi necess\u00e1rio chegar a 2008 para que outra palavra fundamental identificada com Marx, voltasse \u00e0 baila e passasse a ser a que melhor descrever o capitalismo: a palavra crise.<\/p>\n<p>Desde o Manifesto Comunista Marx havia reconhecido a formid\u00e1vel capacidade desse sistema para desenvolver as for\u00e7as produtivas e, em contrapartida, sua incapacidade para distribuir renda de modo que se absorvesse esse desenvolvimento.<\/p>\n<p>Dessa forma, podemos dizer, de forma simplificada, que toda crise \u00e9 estrutural, \u00e9 um desequil\u00edbrio entre produ\u00e7\u00e3o e consumo, e foi isso que voltou a acontecer.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico neoliberal era o de que a economia tinha deixado de crescer por conta da excessiva quantidade de regulamenta\u00e7\u00f5es. Todo o ide\u00e1rio neoliberal pode ser unificado na no\u00e7\u00e3o de \u201cdesregulamenta\u00e7\u00e3o\u201d, com a esperan\u00e7a de que o capital voltasse a investir e a economia a crescer.<\/p>\n<p>Mas essa vis\u00e3o se esquece de uma afirma\u00e7\u00e3o de Marx de que o capital n\u00e3o foi feito para produzir, mas foi feito para acumular. Desregulamentado o sistema, houve uma transfer\u00eancia gigantesca de capitais do setor produtivo para o setor financeiro, em sua modalidade especulativa, com o qual se ganha mais em todos os lugares do mundo, com taxas de juros alt\u00edssimas, impostos baix\u00edssimos, liquidez total.<\/p>\n<p>\u00c9 essa autonomiza\u00e7\u00e3o do capital financeiro que acontece com a financeiriza\u00e7\u00e3o da economia. Da\u00ed o paradoxo: como o capital financeiro, intermediador por defini\u00e7\u00e3o, pode acumular? O que efetivamente acontece no neoliberalismo \u00e9 que h\u00e1 um capital que gira em falso, como que suspenso no ar, mas que \u00e9 o eixo do capitalismo na sua atual fase hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Karl Marx, por sua vez, explica que a crise econ\u00f4mica atual do capital n\u00e3o \u00e9 uma crise de car\u00eancia, mas uma crise que se d\u00e1 na riqueza, na administra\u00e7\u00e3o neoliberal da riqueza, no centro mesmo do capitalismo. E \u00e9 a\u00ed que ele aparece com sua for\u00e7a extraordin\u00e1ria, com os mecanismos cl\u00e1ssicos de acumula\u00e7\u00e3o adaptados \u00e0s circunst\u00e2ncias atuais.<\/p>\n<p>Dizia George Luk\u00e1cs que o \u00fanico elemento ortodoxo do marxismo \u00e9 o m\u00e9todo, a dial\u00e9tica, com sua adequa\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas diferenciadas. E \u00e9 claro que no per\u00edodo em que Marx parecia relativamente esquecido, uma s\u00e9rie de caracteriza\u00e7\u00f5es nos incitava a n\u00e3o enfrentar a ideia de que a sociedade atual \u00e9 uma sociedade capitalista, por seus mecanismos de acumula\u00e7\u00e3o, de explora\u00e7\u00e3o, pois se trataria de uma sociedade p\u00f3s-industrial, de servi\u00e7os, de inform\u00e1tica.<\/p>\n<p>Dessa forma se esgueirava dos elementos essenciais que devem ser readequados, a come\u00e7ar pela categoria trabalho, que precisaria ser redefinida de maneira muito mais flex\u00edvel por conta das distintas formas, sofisticadas por um lado e muito prec\u00e1rias por outro, que assumem a for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>No entanto, a ideia substancial de que vivemos em uma sociedade capitalista est\u00e1 diretamente colocada pela crise contempor\u00e2nea da economia, em que os elementos prim\u00e1rios do capitalismo est\u00e3o presentes. Duas categorias fundamentais sem as quais n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel entender o mundo contempor\u00e2neo, s\u00e3o capitalismo e imperialismo.<\/p>\n<p>Sobre o futuro do capitalismo neoliberal, para Giovanni Arrighi todo ciclo hist\u00f3rico termina com a hegemonia do capital financeiro. Immanuel Wallerstein se arriscou a prever que em cinquenta anos o capitalismo iria se extinguir.<\/p>\n<p>Mas todo catastrofismo se equivoca, pois n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o as contra tend\u00eancias. J\u00e1 vivemos o catastrofismo do malthusianismo. A popula\u00e7\u00e3o cresceria e n\u00e3o haveria comida suficiente, com tanta gente morrendo de fome. Mas hoje se produzem alimentos para o dobro da popula\u00e7\u00e3o mundial, que n\u00e3o s\u00e3o repartidos de forma equitativa.<\/p>\n<p>Quando se deu o centen\u00e1rio da publica\u00e7\u00e3o de O capital, um jornalista ingl\u00eas forjou o que seria uma entrevista com Karl Marx. Depois de ser bombardeado por uma s\u00e9rie de quest\u00f5es relacionadas \u00e0 hist\u00f3ria contempor\u00e2nea, Marx teria respondido: \u201cVeja bem, meu caro. Toda a minha obra foi rigorosamente verdadeira durante cinquenta anos. A partir de ent\u00e3o, cabe a voc\u00ea interpret\u00e1-la\u201d.<\/p>\n<p><em>*Emir Sader \u00e9 professor aposentado do departamento de sociologia da USP. Autor, entre outros livros, de A nova toupeira: os caminhos da esquerda latino-americana (Boitempo).<\/em><\/p>\n<p>Fonte: A Terra \u00e9 Redonda<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Emir Sader* Entre os avan\u00e7os democr\u00e1ticos e as heran\u00e7as do colonialismo, o Brasil enfrenta o desafio de superar o ciclo neoliberal para definir sua soberania no s\u00e9culo XXI Neste primeiro quarto do s\u00e9culo XXI o Brasil se reafirmou como&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":47625,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[325,5,87,211,10],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.3 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O futuro do Brasil<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"O soci\u00f3logo Emir Sader analisa o futuro do Brasil, a partir dos resultados da elei\u00e7\u00e3o presidencial deste ano. 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