{"id":48426,"date":"2026-08-05T15:47:19","date_gmt":"2026-08-05T18:47:19","guid":{"rendered":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/?p=48426"},"modified":"2026-08-05T15:47:19","modified_gmt":"2026-08-05T18:47:19","slug":"petrobras-recorde-na-producao-e-na-utilizacao-das-refinarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/petrobras-recorde-na-producao-e-na-utilizacao-das-refinarias\/","title":{"rendered":"Petrobras: recorde na produ\u00e7\u00e3o e na utiliza\u00e7\u00e3o das refinarias"},"content":{"rendered":"<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-48426-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Petrobras-recorde-na-producao-e-na-utilizacao-das-refinarias.mp3?_=1\" \/><source type=\"audio\/ogg\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Petrobras-recorde-na-producao-e-na-utilizacao-das-refinarias.ogg?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Petrobras-recorde-na-producao-e-na-utilizacao-das-refinarias.mp3\">https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Petrobras-recorde-na-producao-e-na-utilizacao-das-refinarias.mp3<\/a><\/audio>\n<p><em>Por Eric Gil Dantas*<\/em><\/p>\n<p>A Petrobras divulgou na semana passada o seu Relat\u00f3rio de Produ\u00e7\u00e3o e Vendas para o 2\u00ba trimestre de 2026. Nele tivemos dois recordes hist\u00f3ricos. A produ\u00e7\u00e3o total de \u00f3leo, LGN e g\u00e1s natural chegou a 3,34 milh\u00f5es de boed (barris de \u00f3leo equivalente por dia), alta de 14,1% sobre o mesmo trimestre de 2025. No refino, o Fator de Utiliza\u00e7\u00e3o das refinarias (FUT) atingiu 101,2%, superando o recorde anterior de 2014. Como consequ\u00eancia disto, tamb\u00e9m tivemos um crescimento da produ\u00e7\u00e3o de derivados \u2013 em resposta \u00e0s dificuldades do mercado internacional ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra travada por EUA e Israel contra o Ir\u00e3 \u2013, com aumento de 11% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<h2><strong>B\u00fazios e Mero puxam produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s<\/strong><\/h2>\n<p>O epicentro do crescimento \u00e9 o campo de B\u00fazios, na Bacia de Santos. A P-79, oitava plataforma do campo, entrou em produ\u00e7\u00e3o em 1\u00ba de maio, tr\u00eas meses antes do previsto, com capacidade para 180 mil barris por dia. Em ramp-up, a P-78 e a P-79 impulsionaram a produ\u00e7\u00e3o de B\u00fazios, que alcan\u00e7ou novo recorde no fim de junho e registrou seu primeiro m\u00eas com m\u00e9dia superior a 1 milh\u00e3o de bpd. O FPSO Almirante Tamandar\u00e9 tamb\u00e9m se destacou ao produzir 253 mil bpd em junho, tornando-se a plataforma de maior produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Em Mero, o ramp-up do FPSO Alexandre de Gusm\u00e3o contribuiu para elevar a produ\u00e7\u00e3o do campo para cerca de 740 mil bpd no trimestre. Os demais ativos da Bacia de Santos \u2013 Tupi, S\u00e9pia, Atapu, Itapu, Sapinho\u00e1 e Berbig\u00e3o \u2013 seguem respondendo por mais de 1,5 milh\u00e3o de bpd. Na Bacia de Campos, a tend\u00eancia de decl\u00ednio foi revertida com o ramp-up do FPSO Maria Quit\u00e9ria, em Jubarte, e a revitaliza\u00e7\u00e3o de ativos, elevando a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo para 559 mil bpd, a segunda maior desde o fim de 2023. No total, o pr\u00e9-sal produziu 2,3 milh\u00f5es de bpd de petr\u00f3leo, alta de 5% frente ao primeiro trimestre, impulsionada pela entrada em opera\u00e7\u00e3o e interliga\u00e7\u00e3o de novos po\u00e7os.<\/p>\n<p>Como podemos ver no gr\u00e1fico abaixo, isto gerou a maior produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s da hist\u00f3ria da companhia. Se compararmos com o 3\u00ba trimestre de 2008, quando se iniciou a extra\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9-sal, a produ\u00e7\u00e3o cresceu 37%.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-48427 aligncenter\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico1-artigo-eric-gil.jpg\" alt=\"\" width=\"601\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico1-artigo-eric-gil.jpg 601w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico1-artigo-eric-gil-300x213.jpg 300w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico1-artigo-eric-gil-370x262.jpg 370w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico1-artigo-eric-gil-360x255.jpg 360w\" sizes=\"(max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><\/p>\n<h2><strong>Refinarias operaram acima da carga de refer\u00eancia<\/strong><\/h2>\n<p>No refino, o FUT de 101,2% superou o recorde hist\u00f3rico de 2014 \u2013 e em abril e maio o parque operou a 102,5%. A produ\u00e7\u00e3o de derivados atingiu 1.918 mil bpd, alta de 5,6% sobre o 1T26 e de 10,9% sobre o 2T25, com recordes espalhados pelo pa\u00eds: a REPLAN produziu 128 mil bpd de diesel S10, a RNEST 80 mil e a REPAR 50 mil, enquanto a REFAP bateu seu recorde de gasolina, com 54 mil bpd. No semestre, a REDUC registrou marca hist\u00f3rica de diesel S10, e a REVAP avan\u00e7ou nos testes de SAF.<\/p>\n<p>Essa produ\u00e7\u00e3o serviu para substituir importa\u00e7\u00f5es em um mundo sob guerra. Tivemos o menor volume trimestral de importa\u00e7\u00e3o de derivados da s\u00e9rie (67 mil bpd), com queda de 85% na importa\u00e7\u00e3o de diesel em um ano. A importa\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo caiu a 89 mil bpd, o menor n\u00edvel desde a pandemia, e as exporta\u00e7\u00f5es de \u00f3leo se aproximaram de 1 milh\u00e3o de bpd. Em plena instabilidade internacional, a produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de diesel foi suficiente para sustentar os compromissos da companhia \u2013 demonstra\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do valor de uma empresa integrada e com investimentos no refino.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-48428 aligncenter\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico2-artigo-eric-gil.jpg\" alt=\"\" width=\"641\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico2-artigo-eric-gil.jpg 641w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico2-artigo-eric-gil-300x211.jpg 300w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico2-artigo-eric-gil-370x260.jpg 370w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico2-artigo-eric-gil-360x253.jpg 360w\" sizes=\"(max-width: 641px) 100vw, 641px\" \/><\/p>\n<p>Ainda assim, tivemos uma produ\u00e7\u00e3o menor do que a registrada no per\u00edodo entre 2011 e 2016, por conta da privatiza\u00e7\u00e3o de uma das maiores refinarias do pa\u00eds, a RLAM.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-48429 aligncenter\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico3-artigo-eric-gil.jpg\" alt=\"\" width=\"616\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico3-artigo-eric-gil.jpg 616w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico3-artigo-eric-gil-300x214.jpg 300w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico3-artigo-eric-gil-370x264.jpg 370w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico3-artigo-eric-gil-360x257.jpg 360w\" sizes=\"(max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/p>\n<h2><strong>Aspectos regionais do aumento de produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Como podemos ver no Mapa 1, o aumento de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s veio principalmente do Pr\u00e9-sal, beneficiando Rio de Janeiro, Esp\u00edrito Santo e S\u00e3o Paulo, estados confrontantes \u00e0s Bacias de Santos e de Campos.<\/p>\n<p>O crescimento se refletiu diretamente na arrecada\u00e7\u00e3o de royalties: no 2\u00ba trimestre de 2026, os estados receberam R$ 5,82 bilh\u00f5es, alta de 42,7% sobre o 2T25. O crescimento foi maior justamente onde a produ\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ou: o Esp\u00edrito Santo, beneficiado pela revers\u00e3o da queda em Jubarte, quase dobrou sua arrecada\u00e7\u00e3o (+98,6%); S\u00e3o Paulo cresceu 52,9%; e o Rio de Janeiro, maior benefici\u00e1rio em valor absoluto, avan\u00e7ou 41,9%. No acumulado do ano at\u00e9 julho, os estados j\u00e1 receberam R$ 11,86 bilh\u00f5es, 21,8% a mais que no mesmo per\u00edodo de 2025.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-48430 aligncenter\" src=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mapa1-artigo-eric-gil.jpg\" alt=\"\" width=\"592\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mapa1-artigo-eric-gil.jpg 592w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mapa1-artigo-eric-gil-300x290.jpg 300w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mapa1-artigo-eric-gil-370x358.jpg 370w, https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mapa1-artigo-eric-gil-360x348.jpg 360w\" sizes=\"(max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><\/p>\n<p>Mas nem todo esse salto vem do volume extra de \u00f3leo e g\u00e1s. Assim como no caso das refinarias, aqui tamb\u00e9m pesa a guerra: o Brent saltou de uma m\u00e9dia de US$ 68,07 o barril no 2T25 para US$ 102,63 no 2T26, alta de 51% \u2013 maior at\u00e9 que a alta dos royalties no per\u00edodo. Como o c\u00e1lculo dos royalties usa o pre\u00e7o de refer\u00eancia do petr\u00f3leo, atrelado ao Brent, parte relevante do aumento arrecadado \u00e9 efeito-pre\u00e7o, puxado pela guerra, e n\u00e3o puramente efeito-produ\u00e7\u00e3o: os 14,1% de alta na produ\u00e7\u00e3o total da Petrobras explicam uma fra\u00e7\u00e3o do salto, mas \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o com o petr\u00f3leo internacional em patamar elevado que faz a arrecada\u00e7\u00e3o crescer mais r\u00e1pido que a extra\u00e7\u00e3o em si.<\/p>\n<p><strong><em>* Eric Gil Dantas \u00e9 economista do Ibeps e da AEPET-BA<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Divulgado no site do Sindipetro SJC<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Eric Gil Dantas* A Petrobras divulgou na semana passada o seu Relat\u00f3rio de Produ\u00e7\u00e3o e Vendas para o 2\u00ba trimestre de 2026. Nele tivemos dois recordes hist\u00f3ricos. 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