{"id":863,"date":"2012-05-21T16:58:57","date_gmt":"2012-05-21T19:58:57","guid":{"rendered":"http:\/\/aepetba.org.br\/web\/?p=863"},"modified":"2012-05-21T16:58:57","modified_gmt":"2012-05-21T19:58:57","slug":"seguranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aepetba.org.br\/v1\/seguranca\/","title":{"rendered":"SEGURAN\u00c7A"},"content":{"rendered":"<p><strong>O\u00a0 QUE FAZER DEPOIS DE FRADE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vazamento no campo exp\u00f5e fragilidades de todos os lados, com exageros e omiss\u00f5es, mas j\u00e1 mexe com a\u00e7\u00f5es e procedimentos da ind\u00fastria<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Cl\u00e1udia Siqueira<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Compartilhar as li\u00e7\u00f5es aprendidas com os vazamentos de \u00f3leo ocorridos no campo de Frade, na Bacia de Campos, em novembro do ano passado e em mar\u00e7o, \u00e9 hoje uma das mais importantes tarefas da ind\u00fastria brasileira de \u00f3leo e g\u00e1s. Assustadas com a repercuss\u00e3o do do epis\u00f3dio, recheada de exageros, omiss\u00f5es, demagogia e populismo, fora o desconhecimento t\u00e9cnico, as companhias v\u00eam desenvolvendo a\u00e7\u00f5es e aprimorando processos para evitar que tal situa\u00e7\u00e3o se repita no futuro. Ou que os efeitos de um problema semelhante n\u00e3o sejam t\u00e3o devastadores como os que t\u00eam acometido a Chevron, operadora do campo. A Petrobras, por seu tamanho no segmento de E&amp;P no pa\u00eds, tem demonstrado interesse crescente no que diz respeito \u00e0 seguran\u00e7a das opera\u00e7\u00f5es ap\u00f3s o epis\u00f3dio Frade.<\/p>\n<p>Por isso a companhia vem intensificando o ritmo das reuni\u00f5es com as empresas de perfura\u00e7\u00e3o e repassando seus indicadores de derrames e as principais fragilidades na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Dez dias \u00e1pos assumir a presid\u00eancia da petroleira, em fevereiro, Gra\u00e7a Foster determinou a forma\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho para levantar todos os vazamentos e propor as melhores pr\u00e1ticas para evit\u00e1-los. O trabalho prev\u00ea um plano de a\u00e7\u00e3o em busca do que a companhia batizou de\u00a0\u00a8 Vazamento zero.\u00a8 \u00a8Esse passa a ser o \u00edndice de SMES (Seguran\u00e7a, Ambiente, Efici\u00eancia Energ\u00e9tica e Sa\u00fade) que nos interessa ,\u00a8\u00a0disse a executiva em carta enviada aos funcion\u00e1rios da Petrobras no in\u00edcio de abril.<\/p>\n<p>O levantamento indicou 53 ocorr\u00eancias de vazamento em 2011 oriundas da atividade de perfura\u00e7\u00e3o. As ocorr\u00eancias\u00a0envolveram derramamentos de\u00a0fluidos \u00e0 base de \u00e1gua, \u00f3leos lubrificantes, \u00f3leo diesel, \u00f3leo hidr\u00e1ulico e fluido sint\u00e9tico, respons\u00e1vel por 31 das ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>Em termos de volume, vazaram 3.250 litros de hidrocarbonetos (\u00f3leo lubrificante, hidr\u00e1ulico e diesel) e outros 876,5 mil litros de fluidos de perfura\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0um total de cerca de 5,5 mil barris. O grande vil\u00e3o desses derrames foi a\u00a0opera\u00e7\u00e3o de desconex\u00e3o de emerg\u00eancia, respons\u00e1vel por 632 mil litros- 72% do total vazado.<\/p>\n<p>Se trabalhar para zerar derramamentos foi o primeiro passo da Petrobras, as petroleiras estrangeiras come\u00e7aram por outra frente. A a\u00e7\u00e3o imediata dessas companhias foi procurar executivos de alto escal\u00e3o nascidos no Brasil ou com flu\u00eancia na l\u00edngua portuguesa\u00a0&#8211; ao contr\u00e1rio do que fez a Chevron.\u00a0A nova percep\u00e7\u00e3o ap\u00f3s Frade \u00e9 de que ter porta-vozes\u00a0com dom\u00ednio do idioma faz toda a diferen\u00e7a na comunica\u00e7\u00e3o com as autoridades brasileiras e tem de ser analisado como item fundamental da boa rela\u00e7\u00e3o com as autoridades locais.<\/p>\n<p><strong>Vigiar e nem sempre punir<\/strong><\/p>\n<p>O fato \u00e9 que petroleiras e prestadoras de servi\u00e7o ficaram muito preocupadas com o circo criado na responsabiliza\u00e7\u00e3o inicial dos fatos. O exagero das autoridades, algumas delas sem rela\u00e7\u00e3o direta com o setor de \u00f3leo e g\u00e1s, pode pode ser um peso extra em momentos de decis\u00e3o\u00a0 no dia da perfura\u00e7\u00e3o e em atividades do setor. Algumas tripula\u00e7\u00f5es est\u00e3o apreensivas com a rea\u00e7\u00e3o de autoridades ao epis\u00f3dio, que envolveu, inclusive, a esfera criminal.<\/p>\n<p>Mesmo depois de a ANP comprovar a correta atua\u00e7\u00e3o da Transocean em Frade, as puni\u00e7\u00f5es ao pessoal da sonda Sedco 706, que perfurava na \u00e1rea, foram mantidas. Aos embarcados, sobretudo aos sondadores, fica a impress\u00e3o de que, mesmo que se fa\u00e7a certo, o castigo vir\u00e1, cedo ou tarde. No caso dos expatriados, haver\u00e1 sempre o risco de apreens\u00e3o dos passaportes, como foi feito agora com executivos e funcion\u00e1rios da Chevron a da perfuradora.<\/p>\n<p>Novos acidentes podem ocorrer &#8211;\u00a0e provavelmente ocorrer\u00e3o. E as chances de que isso aconte\u00e7a com a Petrobras s\u00e3o razo\u00e1veis, tendo em vista que a petroleira brasileira det\u00e9m a maior frota de unidades mar\u00edtimas do pa\u00eds. Historicamente, contudo, a rea\u00e7\u00e3o das autoridades costuma ser bem mais branda com a\u00a0Petrobras em epis\u00f3dios envolvendo vazamentos\u00a0de \u00f3leo t\u00e3o ou mais graves do que Frade.<\/p>\n<p>Assim como vem buscando fazer seu\u00a0dever de casa e aprender com Frade, a ind\u00fastria espera o mesmo do governo. Como ir\u00e3o agir as autoridades\u00a0se fato semelhante ocorrer com a Petrobras? Ser\u00e1 mantido o mesmo tom de puni\u00e7\u00e3o pr\u00e9via? A produ\u00e7\u00e3o e as atividades da petroleira brasileira ser\u00e3o interropidas? S\u00e3o perguntas que precisam de respostas.<\/p>\n<p><strong>Equ\u00edvocos\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do presidente do IBP, Jo\u00e3o Carlos de Luca, independente\u00a0da situa\u00e7\u00e3o, a vis\u00e3o de que a ind\u00fastria \u00e9 negligente \u00e9 equivocada. \u00a8 \u00c9 errada a percep\u00e7\u00e3o de que a ind\u00fastria do petr\u00f3leo \u00e9 negligente e irrespons\u00e1vel. investimos pesadamente em seguran\u00e7a, preven\u00e7\u00e3o e respostas a emerg\u00eancias . Presisamos tirar o melhor aprendizado de cada acidente para evitar a repeti\u00e7\u00e3o de erros de qualquer tipo e de qualquer lado,\u00a8\u00a0afirma o executivo.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que, passados cerca de seis meses do primeiro vazamento em Frade, o tom dos discursos vem abaixando, embora muito estrago j\u00e1 tenha sido feito sem que houvesse conclus\u00f5es disponiveis das causas do acidente. A ANP, por exemplo, nas \u00faltimas apresenta\u00e7\u00f5es e explana\u00e7\u00f5es feitas em Bras\u00edlia tem sido mais cautelosa e ponderada em suas observa\u00e7\u00f5es, j\u00e1 inserindo o risco natural da atividade em seus discursos.<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 que as informa\u00e7\u00f5es sobre as causas do acidente ainda s\u00e3o desconhecidas. A ag\u00eancia est\u00e1 finalizando seu relat\u00f3rio, mais j\u00e1 adiantou que a Transocean agiu como deveria. Enquanto isso a Chevron,junto com seus s\u00f3cios Petrobras e SK, mat\u00e9m um grupo de trabalho pesquisando a quest\u00e3o ( veja a mat\u00e9ria a seguir).<\/p>\n<p>A Chevron e\u00a0a Petrobras t\u00eam trabalhando juntas sobretudo ap\u00f3s a verifica\u00e7\u00e3o das exsuda\u00e7\u00f5es, ocorridas a 3 km de dist\u00e2ncia do ponto do primeiro acidente. Nesse caso, a Petrobras tem toda uma bagagem de informa\u00e7\u00f5es \u00fateis. Afinal, a petroleira brasileira vivenciou situa\u00e7\u00e3o muito parecida em 2004 no campo de Marlim Sul, onde afloramentos naturais foram detectados do dia para a noite <em>(ver mat\u00e9ria a seguir).<\/em> Al\u00e9m disso a empresa tem bastante conhecimento sobre Frade, descoberto por ela em 1986 e ofertado a parceria na Rodada Zero, ainda nos tempos da Texaco, depois comprada pela Chevron.<\/p>\n<p>Segundo fontes, a petroleira brasileira participou ativamente da decis\u00e3o de suspender a produ\u00e7\u00e3o\u00a0em Frade. Em 15 de mar\u00e7o, data em que o cons\u00f3rcio determinou o fechamento do campo, e um dia antes, praticamente toda a \u00e1rea de E&amp;P da Petrobras estava empenhada nessa discuss\u00e3o, inclusive o pr\u00f3prio diretor, Jos\u00e9 Formigli.<\/p>\n<p>\u00a8Fechar um campo \u00e9 uma decis\u00e3o dif\u00edcil\u00a0para uma petroleira . No caso de Frade, isso representa uma perda de receita de US$ 8 milh\u00f5es por dia\u00a8, analisa uma fonte da ind\u00fastria.<\/p>\n<p><strong>Os Planos da Chevron para recuperar o campo<\/strong><\/p>\n<p>Com\u00a0 a produ\u00e7\u00e3o de Frade paralisada desde meados de mar\u00e7o, a Chevron iniciou os trabalhos para avaliar os problemas que enfrenta no campo . Al\u00e9m de buscar respostas sobre o que afinal se passou em novembro de 2011 e em mar\u00e7o passado, os estudos v\u00e3o definir os pr\u00f3ximos passos e o destino da \u00e1rea.<\/p>\n<p>A petroleira n\u00e3o tem raz\u00e3o parar desenvolver os trabalhos, mas corre contra o tempo, \u00a0j\u00e1 que suspendeu uma produ\u00e7\u00e3o de cerca de 60 mil barris\/dia. Desse total, 31 mil\u00a0b\/d (51,74%) pertecem\u00a0\u00e0 Chevron e s\u00e3o todo o \u00f3leo que a companhia produz no Brasil.<\/p>\n<p>J\u00e1 foi realizada uma s\u00edsmica rasa na \u00e1rea para mapear as estruturas geol\u00f3gicas na altura do primeiro vazamento. Especialistas ouvidos pela <em>Brasil Energia<\/em> concordam que esse trabalho \u00e9 fundamental para tentar entender se existe alguma conex\u00e3o entre falhas preexistentes no intervalo raso\u00a0do campo e o incidente . \u00c9 isso que deve se concentrar a primeira aposta da empresa, dizem os analistas.<\/p>\n<p>O processamento e a interpreta\u00e7\u00e3o dos dados estavam previstos para serem iniciados em meado de abril, de acordo com a ANP. Geralmente essas avalia\u00e7\u00f5es podem levar de dois a tr\u00eas meses. Nesse caso, por\u00e9m ningu\u00e9m arrisca um prazo.<\/p>\n<p>Os trabalhos tamb\u00e9m podem ajudar a indentificar se o acidente de novembro tem rela\u00e7\u00e3o com as exsuda\u00e7\u00f5es que hoje atingem 48 pontos a cerca de 3 km do primeiro vazamento.\u00a8 A partir desses dados teremos um cen\u00e1rio pelo qual ser\u00e1 poss\u00edvel obter a exata causa do primeiro vazamento e a rela\u00e7\u00e3o desse primeiro evento com o segundo ,\u00a8\u00a0disse o chefe do Departamento de Seguran\u00e7a Operacional da ANP, Raphael\u00a0Neves Moura, durante audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p><strong>Mec\u00e2nica da rocha<\/strong><\/p>\n<p>Nessa primeira etapa de trabalho, a Chevron tamb\u00e9m j\u00e1 coletou material sedimentar para estudos de mec\u00e2nica da rocha. A pesquisa, que ser\u00e1 feita em laborat\u00f3rio contratado pela petroleira, vai medir a resist\u00eancia da rocha ao esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>Apesar de ser uma escolha da\u00a0Chevron, o caminho natural \u00e9 que esse estudo\u00a0seja feito no Cenpes, da Petrobras. Afinal, a petroleira\u00a0\u00e9 s\u00f3cia de Frade e foi ela que descobriu o campo em 1986.<\/p>\n<p>Desde 1990 a Petrobras possui um laborat\u00f3rio para esse tipo de\u00a0an\u00e1lise. O laborat\u00f3rio de Mec\u00e2nica das Rochas (LMR) presta apoio \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de fraturamento hidr\u00e1ulico e \u00e9 hoje o mais bem preparado para esse tipo de estudo em todo Brasil.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda o Laborat\u00f3rio de F\u00edsica das Rochas (LFR). Juntos, os dois laborat\u00f3rios trabalham na caracteriza\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica das forma\u00e7\u00f5es sedimentares.<\/p>\n<p>A Chevron ainda est\u00e1 mantendo sensores de press\u00e3o no n\u00edvel do reservat\u00f3rio de todos os po\u00e7os produtores e injetores. Dados hist\u00f3ricos desses po\u00e7os est\u00e3o sendo revisados, e a press\u00e3o atual dos reservat\u00f3rios tamb\u00e9m est\u00e1 sendo monitorada.<\/p>\n<p><strong>Especialistas defendem mais pesquisas\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O Coordenador do Laborat\u00f3rio de Estratigrafia Quimica e Geoquimica da UERJ e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geologia, Egberto Pereira, defende a necessidade\u00a0\u00a0de uma an\u00e1lise da composi\u00e7\u00e3o isot\u00f3pica dos \u00f3leos\u00a0e dos biomarcadores de Frade. Realizar um amplo estudo de geol\u00f3gia marinha tamb\u00e9m \u00e9 indicado, diz o professor. Al\u00e9m disso, uma revisita aos dados t\u00e9cnicos do campo seria importante\u00a0nesse momento.\u00a8\u00c9 Preciso ver se as fraturas existentes j\u00e1 estavam ali\u00a0 ou n\u00e3o. Se existe uma conex\u00e3o entre essas estruturas\u00a8, comenta ele.<\/p>\n<p>Uma das precau\u00e7\u00f5es que a Chevron deve tomar \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de estudos para analizar se a rocha selante dos reservat\u00f3rios n\u00e3o foi rompida com o evento ocorrido em novembro. Ou mesmo pelas t\u00e9cnicas de recupera\u00e7\u00e3o artificial, como a inje\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e\/ou g\u00e1s.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante realizar uma s\u00edsmica 4D para analisar a movimenta\u00e7\u00e3o do \u00f3leo dentro dos reservat\u00f3rios &#8211; o que j\u00e1 est\u00e1 sendo planejado pela Chevron neste momento. Essa campanha pode ajudar a explicar o afundamento do solo na regi\u00e3o. Uma das hip\u00f3teses para isso \u00e9 que o \u00f3leo tenha sido acomodado de forma diferente da prevista com a explota\u00e7\u00e3o continua ou at\u00e9 mesmo com a ruptura da rocha selante.<\/p>\n<p>\u00a8\u00c9 preciso saber se essa fratura \u00e9 natural ou n\u00e3o. Temos de separar o que \u00e9 acidente geol\u00f3gico do que \u00e9 provocado\u00a8, refor\u00e7a\u00a0o doutor e professor de Geol\u00f3gia da UnB, Carlos Jorge de Abreu. Antes de ir para a academia, Abreu foi funcion\u00e1rio da Petrobras por 23 anos, justamente na \u00e1rea de reservat\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong>\u00d3leos diferentes\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros estudos feitos pela petroleira americana indicaram que o \u00f3leo vazado em novembro de 2011 tem caracter\u00edsticas qu\u00edmicas diferentes do \u00f3leo coletado em mar\u00e7o. An\u00e1lises indicaram \u00f3leo entre 14\u00ba e 15\u00ba API na \u00e1rea do \u00faltimo afloramento. Em novembro, o \u00f3leo que vazou tinha API varando entre 15,5\u00ba e 22,5\u00ba.<\/p>\n<p>\u00a8<em>O segundo evento \u00e9 diferente. At\u00edpico. N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias t\u00e9cnicas e cient\u00edficas que possam relacionar os dois eventos\u00a8, afirma o diretor Corporativo da Chevron no Brasil, Rafael Jaen Williamson.<\/em><\/p>\n<p>Frade tem tr\u00eas reservat\u00f3rios empilhados verticalmente, isolados e com idades do oligoceno e mioceno, depositados em sistemas de talude mar adentro. Esses reservat\u00f3rios s\u00e3o o N570 (mioceno), N560 (mioceno) e o N540\/N545 (oligo-mioceno). Essa pode ser a causa da diferen\u00e7a entre o API dos \u00f3leos.<\/p>\n<p><strong>Caso nada trivial\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Incertezas \u00e0 parte, o que \u00e9 ponto pac\u00edfico entre ind\u00fastria e especialistas \u00e9 que apenas ap\u00f3s a conclus\u00e3o desses e de outros estudos ser\u00e1 possivel tra\u00e7ar um planejamento para a retomada da produ\u00e7\u00e3o em Frade. A pr\u00f3pria presidente da Petrobras, Gra\u00e7a Foster, t\u00e9cnica que trabalhou durante anos na \u00e1rea de perfura\u00e7\u00e3o, admitiu recentemente que o acidente\u00a0de Frade n\u00e3o \u00e9 trivial. Ou seja, n\u00e3o foi\u00a0\u00e0 toa que a Chevron um grupo de trabalho, no qual tamb\u00e9m participam representantes da \u00a0Petrobras e da pr\u00f3pria ANP, para analisar e estudar as melhores sa\u00eddas para o caso.<\/p>\n<p>A petroleira, por\u00e9m, vem encontrando dificuldades para trazer profissionais do exterior para contribuir nos estudos. Tudo por conta das a\u00e7\u00f5es movidas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro, que conseguiram, inclusive, reter passaportes de funcion\u00e1rios da petroleira e da\u00a0Trancocean, dona da sonda Sedco 706, que teve o kick em novembro do ano passado na perfura\u00e7\u00e3o do po\u00e7o que pode ter originado o vazamento.<\/p>\n<p>S\u00f3 o tempo dir\u00e1 quando &#8211; e se &#8211; Frade\u00a0voltar\u00e1 a produzir. O que \u00e9 crucial \u00e9 que o conhecimento adquirido seja disseminado, para que incidentes semelhantes sejam evitados ou rapidamente debelados, quando evit\u00e1-los for imposs\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>As li\u00e7\u00f5es de Macondo\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>No vazamento de 4,9 ,milh\u00f5es de barris de de \u00f3leo em Macondo, no Golfo do M\u00e9xico, a BP, depois de patinar em um primeiro momento, adotou total transpar\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis. Desde a conclus\u00e3o do relat\u00f3rio sobre as causas do acidente a petroleira vem ativamente compartilhando o aprendizado acumulado com o epis\u00f3dio.<\/p>\n<p>Imediatamente ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio nos EUA, executivos da BP do Brasil e do exterior apresentaram as conclus\u00f5es do acidente de Macondo \u00e0s autoridades brasileiras. A iniciativa envolveu apresenta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas a representantes dos minist\u00e9rios de Minas e Energia e Meio Ambiente, da ANP, do Ibama, da Marinha e at\u00e9 mesmo da Petrobras. Os encontros foram agendados pela pr\u00f3pria BP e realizados em setembro do ano passado.<\/p>\n<p>Os relat\u00f3rios da petroleira inglesa sobre Macondo apontaram cinco principais \u00e1reas de aprendizado. Os focos foram direcionados aos temas: preven\u00e7\u00e3o, po\u00e7os de al\u00edvio, capeamentoe conten\u00e7\u00e3o, reporte ao vazamento e gest\u00e3o de crise.<\/p>\n<p>Entre as recomenda\u00e7\u00f5es sugeridas pelo governo americano e pela International Association of Oil &amp;\u00a0Gas Producers (OGP) est\u00e1\u00a0 a sugest\u00e3o de que todo projeto de po\u00e7o seja certificado e avaliado por mais de uma certificadora e empresa independente (C.S).<\/p>\n<p><strong>Marlim Sul teve exsuda\u00e7\u00e3o em 2004\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>As exsuda\u00e7\u00f5es enfrentadas pela Chevron em Frade, na Bacia de Campos, n\u00e3o s\u00e3o as primeiras a tirar o sono de executivos do setor no petr\u00f3leo no Brasil. Em 2004, a Petrobras passou por problema semelhante no campo de Marlim sul, tamb\u00e9m em Campos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s realizar an\u00e1lises semelhantes \u00e0s que est\u00e3o hoje sendo feitas pela Chevron em Frade, os t\u00e9cnicos de E&amp;P da Petrobras conclu\u00edram que, para recuperar\u00a0a drenagem de \u00f3leo do reservat\u00f3rio que apresentou vazamento, seria necess\u00e1ria a perfura\u00e7\u00e3o de seis novos po\u00e7os horizontais- tr\u00eas produtores e tr\u00eas injetores &#8211; nos reservat\u00f3rios vizinhos dos blocos 3 e 6, entre 10km e 15 km de dist\u00e2ncia da unidade de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O controle da exsecuda\u00e7\u00e3o e a retomada da\u00a0produ\u00e7\u00e3o de Marlim Sul exigiram\u00a0\u00a0investimentos adicionais de R$ 260 milh\u00f5es da Petrobras. Os resultados foram positivos.<\/p>\n<p>Todo esse trabalho valeu\u00a0 a pena . Afinal, atualmente, Marlim Sul \u00e9 o maior produtor de \u00f3leo e g\u00e1s do Brasil. Segundo o Boletim da Produ\u00e7\u00e3o de Petr\u00f3leo e G\u00e1s Natural da ANP relativo a fevereiro &#8211; o \u00faltimo divulgado pela ag\u00eancia at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o -, o campo produziu 352,8 mil barris de \u00f3leo equivalente (BOE) por dia, sendo 313 mil b\/d de \u00f3leo e 6,4 milh\u00f5es de m\u00b3\/d de g\u00e1s natural. (F.M.)<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Os Erros&#8230;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Da Chevron<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A empresa falhou &#8211; e feio &#8211; na tarefa de reportar o primeiro vazamento em Frade e torn\u00e1-lo p\u00fablico e transparente \u00e0 sociedade e ao governo do Brasil. Num primeiro momento, a petroleira deu informa\u00e7\u00f5es desencontradas sobre a quantidade de \u00f3leo vazada, bem como no desenrolar\u00a0 do caso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O escrit\u00f3rio da petroleira no Brasil n\u00e3o tinha autonomia para divulgar os detalhes do acidente. Quando recebeu isso de sua matriz, o cen\u00e1rio ficou ainda pior: demonstrou despreparo e falta de percep\u00e7\u00e3o quanto\u00a0aos desdobramentos da quest\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Das autoridades\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Algumas autoridasdes governamentais, sem o devido conhecimento t\u00e9cnico, usaram o acidente como palco para se projetarem na m\u00eddia e entre seus pares. Levar o vazamento para a esfera criminal, quando existe \u00f3rg\u00e3os de regula\u00e7\u00e3o e legisla\u00e7\u00e3o apropriada para lidar com a quest\u00e3o, foi uma demonstra\u00e7\u00e3o de desgoverno. Apreender passaportes de profissionais da ind\u00fastria como se criminosos fossem \u00e9 incompreens\u00edvel. Imposssivel\u00a0\u00a0ainda enxergar qualquer coer\u00eancia no pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal de US$\u00a02o bilh\u00f5es contra a Chevron, em um acidente do qual n\u00e3o se tem not\u00edcias de impacto na fauna ou na atividade de pesca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O secret\u00e1rio do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, defendeu abertamente a suspens\u00e3o das atividades da Transocean\u00a0 no Brasil &#8211;\u00a0o que significaria a interrup\u00e7\u00e3o dos trabalhos de dez sondas, das quais, oito sob opera\u00e7\u00e3o da\u00a0Petrobras. Minc, recordando que a prestadora de servi\u00e7o \u00e9 tamb\u00e9m propriet\u00e1ria da sonda que afundou em Macondo, chegou a mencionar que a Transcean seria \u00a8azarada\u00a8ou \u00a8incompetente\u00a8.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Na longa lista de suposi\u00e7\u00f5es e acusa\u00e7\u00f5es \u00e0 Chevron, surgiram teorias\u00a0 de press\u00e3o elevada na perfura\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m chegou-se a falar que a petroleira \u00a0teria alterado, \u00e0 revelia, o tra\u00e7ado do po\u00e7o com foco no pr\u00e9-sal. Houve desconhecimento ainda das atribua\u00e7\u00f5es e responsabilidades dos concession\u00e1rios e do prestador de servi\u00e7o,\u00a0reguladas no contrato de concess\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Mesmo sem nenhum dano comprovado \u00e0 fauna ou \u00e0 flora marinha, a Pol\u00edcia Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico arrolaram ao processo n\u00e3o apenas a\u00a0Chevron e a\u00a0Transocean como tamb\u00e9m seus funcion\u00e1rios. Recentemente, at\u00e9 a Federa\u00e7\u00e3o \u00danica dos Petroleiros (FUP) saiu a campo e entrou com a\u00e7\u00e3o civil, solicitando o\u00a0cancelamento da concess\u00e3o, da Chevron no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o com um pa\u00eds onde \u00e9 intensa a atividade offshore, nos\u00a0EUA a guarda costeira funciona como o primeiro poder em caso de derrames. No Brasil o concession\u00e1rio tem de dar ci\u00eancia do fato a tr\u00eas\u00a0\u00f3rg\u00e3os distintos: ANP, Marinha (Capitania dos Portos) e Ibama..(C.S.)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte: Revista\u00a0Brasil Energia, ano 31 &#8211; maio 2012 &#8211; n\u00b0378 &#8211; <a href=\"http:\/\/www.brasilenergia.com.br\">www.brasilenergia.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0 QUE FAZER DEPOIS DE FRADE Vazamento no campo exp\u00f5e fragilidades de todos os lados, com exageros e omiss\u00f5es, mas j\u00e1 mexe com a\u00e7\u00f5es e procedimentos da ind\u00fastria Cl\u00e1udia Siqueira Compartilhar as li\u00e7\u00f5es aprendidas com os vazamentos de \u00f3leo ocorridos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[10],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.3 - 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