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Perante estudos da possibilidade de privatização, a Bahiagás firmou um contrato com a GNLink e a Petrobahia para expandir o fornecimento de gás natural do estado. O acordo prevê a construção de uma unidade de liquefação, compressão e distribuição de Gás Natural Liquefeito (GNL) e Gás Natural Comprimido (GNC) em Itabuna, no Sul da Bahia. Com vigência de 10 anos, o investimento total será de R$ 155 milhões.

Atendendo aos mercados industrial e automotivo, com foco nas regiões sul, extremo sul e sudoeste do estado, a parceria público-privada se estabelece da seguinte forma: a distribuidora de gás natural GNLink comprará o gás da Bahiagás e cuidará da operação, enquanto a Petrobahia fica responsável pela logística e utiliza o gás natural para ampliar a sua rede de postos.

As empresas afirmam que o contrato prioriza a ‘interiorização do fornecimento de gás natural’ para cidades onde ele ainda não chega. O governador Jerônimo Rodrigues destacou que a iniciativa é mais uma possibilidade de interiorizar, gerar emprego e renda.

“O que estamos fazendo é a interiorização da política pública e da infraestrutura. É possível que pareça que a quantidade de empregos seja pequena com o investimento de R$ 155 milhões. Porém, são empregos diretos em uma parceria que vai fornecer energia limpa para diversos setores do estado”, disse o governador durante a cerimônia de assinatura do contrato.

Para o diretor-presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, o contrato é importância para a expansão da oferta de gás natural em diferentes regiões: “a iniciativa representa um marco importante, antecipando o fornecimento de gás natural em regiões fora da malha dutoviária e abrindo caminho para a oferta deste produto em todo o interior da Bahia. Além disso, este projeto será o primeiro de liquefação de gás natural proveniente de gasoduto no Nordeste”.

 

A possível privatização da Bahiagás

 

Enquanto a empresa firma contratos milionários, os trabalhadores seguem em luta contra a privatização. O último ato da categoria aconteceu no dia 23 de outubro, na Câmara Municipal de Salvador (CMS).

Representantes de uma comissão de trabalhadores da Companhia de Gás da Bahia realizaram um pronunciamento, na Tribuna Popular, no plenário da Câmara Municipal de Salvador (CMS), defendend a interrupção de um suposto processo de venda das ações do Governo do Estado da Bahia.

A comissão afirma que o governo contratou uma empresa no valor de R$ 4 milhões para fazer um estudo sobre a privatização da Bahiagás e defende que não há motivos para vender a Bahiagás, fundada pelo Governo do Estado da Bahia na década de 90. De lá até os dias atuais, a empresa já recebeu inúmeros investimentos e possui infraestrutura e capacitação interna desenvolvida.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química, Petroquímica, Plástica e Farmacêutica do Estado da Bahia (Sindiquímica), Alfredo Santos Júnior, afirmou que “a Bahiagás é uma empresa extremamente lucrativa”. “Trata-se da segunda empresa de gás que mais gera lucros no Brasil. E a Bahia conta com o segundo gás mais barato do país”, completou.

A luta dos trabalhadores iniciou em setembro de 2022, quando o governo do Estado publicou um edital de ‘Desestatização da Bahiagás’ cancelado no dia seguinte, alegando erro na terminologia, pois a venda seria apenas das ações adquirida da Gaspetro e que não pretendia zerar a participação do Estado na empresa. Até então, os rumores de estudos para privatização seguem em alta e preocupa os funcionários.


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