Na madrugada desta sexta-feira 25 de abril, o ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello, foi preso em Maceió por corrupção e lavagem de dinheiro, crimes ligados a um esquema envolvendo a antiga BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás.
A decisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou os recursos apresentados pela defesa e confirmou a condenação a oito anos e dez meses de reclusão.
A vantagem foi dada entre 2010 e 2014 a Collor, dirigente do PTB à época, em troca de apoio político para indicação e manutenção de diretores da estatal. Segundo a denúncia, o ex-presidente recebeu cerca de R$ 20 milhões em propina para facilitar, por meio de indicações políticas, contratos da BR Distribuidora — empresa que, à época, ainda era estatal.
O ex-presidente teria sido ajudado pelos empresários Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos e Luis Pereira Duarte de Amorim, condenados, respectivamente, a 4 anos e 1 mês de reclusão, em regime inicial semiaberto, e a penas restritivas de direitos.
A entrega da BR Distribuidora ao mercado, concluída em 2021, foi apenas o último capítulo de uma longa história de aparelhamento, desmonte e favorecimento de interesses privados. Com a venda da empresa, rebatizada como Vibra, a população passou a sentir no bolso e na bomba os efeitos desse modelo de gestão voltado ao lucro, e não ao interesse público.
A distribuição é parte fundamental para que o governo, por meio da Petrobrás, distribua combustível a preços justos para a população.
Desde a privatização, a margem de revenda da gasolina disparou 74%, enquanto o preço do combustível em si subiu apenas 9%. A Vibra aproveitou o cenário de instabilidade econômica para inflar seus lucros, sem oferecer em troca melhorias reais na qualidade ou na transparência do serviço. Pior: continuam utilizando a marca BR, historicamente associada à Petrobrás, para induzir consumidores ao erro.
Esse uso indevido da marca é apontado pela AEPET-BA como prática de propaganda enganosa, ferindo diretamente o Código de Defesa do Consumidor. Muitos brasileiros ainda acreditam que estão abastecendo com combustível da Petrobrás, quando na verdade estão nas mãos de empresas privadas que não prestam contas à população.
A marca BR, construída com o esforço de gerações de trabalhadores da Petrobrás, tornou-se um patrimônio simbólico da soberania energética nacional. Hoje, é usada para garantir lucros privados, sem qualquer compromisso com a transparência, a segurança e a qualidade que sempre foram marcas registradas da estatal.
A AEPET-BA defende que a Petrobrás reavalie a concessão do uso da marca BR, não renovando o contrato com a Vibra, que vence em 2029, e busque alternativas jurídicas para retomar o controle da distribuição de combustíveis no país. Só assim será possível reconstruir um sistema energético que sirva à população, e não a grupos políticos ou econômicos que se beneficiam do desmonte da maior empresa brasileira.
A prisão de Collor é um símbolo. Mostra que a corrupção política e a entrega do patrimônio público caminham lado a lado. E reforça a urgência da luta pela reconstrução da Petrobrás como empresa pública, integrada e a serviço do povo brasileiro.
É necessário que empresas como a BR e a Liquigás voltem para a Petrobrás para que ela cumpra a missão de prover o país com derivados de gás e petróleo e gás de cozinha.
Na madrugada desta sexta-feira 25 de abril, o ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello, foi preso em Maceió por corrupção e lavagem de dinheiro, crimes ligados a um esquema envolvendo a antiga BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás.
A decisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou os recursos apresentados pela defesa e confirmou a condenação a oito anos e dez meses de reclusão.
A vantagem foi dada entre 2010 e 2014 a Collor, dirigente do PTB à época, em troca de apoio político para indicação e manutenção de diretores da estatal. Segundo a denúncia, o ex-presidente recebeu cerca de R$ 20 milhões em propina para facilitar, por meio de indicações políticas, contratos da BR Distribuidora — empresa que, à época, ainda era estatal.
O ex-presidente teria sido ajudado pelos empresários Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos e Luis Pereira Duarte de Amorim, condenados, respectivamente, a 4 anos e 1 mês de reclusão, em regime inicial semiaberto, e a penas restritivas de direitos.
A entrega da BR Distribuidora ao mercado, concluída em 2021, foi apenas o último capítulo de uma longa história de aparelhamento, desmonte e favorecimento de interesses privados. Com a venda da empresa, rebatizada como Vibra, a população passou a sentir no bolso e na bomba os efeitos desse modelo de gestão voltado ao lucro, e não ao interesse público.
A distribuição é parte fundamental para que o governo, por meio da Petrobrás, distribua combustível a preços justos para a população.
Desde a privatização, a margem de revenda da gasolina disparou 74%, enquanto o preço do combustível em si subiu apenas 9%. A Vibra aproveitou o cenário de instabilidade econômica para inflar seus lucros, sem oferecer em troca melhorias reais na qualidade ou na transparência do serviço. Pior: continuam utilizando a marca BR, historicamente associada à Petrobrás, para induzir consumidores ao erro.
Esse uso indevido da marca é apontado pela AEPET-BA como prática de propaganda enganosa, ferindo diretamente o Código de Defesa do Consumidor. Muitos brasileiros ainda acreditam que estão abastecendo com combustível da Petrobrás, quando na verdade estão nas mãos de empresas privadas que não prestam contas à população.
A marca BR, construída com o esforço de gerações de trabalhadores da Petrobrás, tornou-se um patrimônio simbólico da soberania energética nacional. Hoje, é usada para garantir lucros privados, sem qualquer compromisso com a transparência, a segurança e a qualidade que sempre foram marcas registradas da estatal.
A AEPET-BA defende que a Petrobrás reavalie a concessão do uso da marca BR, não renovando o contrato com a Vibra, que vence em 2029, e busque alternativas jurídicas para retomar o controle da distribuição de combustíveis no país. Só assim será possível reconstruir um sistema energético que sirva à população, e não a grupos políticos ou econômicos que se beneficiam do desmonte da maior empresa brasileira.
A prisão de Collor é um símbolo. Mostra que a corrupção política e a entrega do patrimônio público caminham lado a lado. E reforça a urgência da luta pela reconstrução da Petrobrás como empresa pública, integrada e a serviço do povo brasileiro.
É necessário que empresas como a BR e a Liquigás voltem para a Petrobrás para que ela cumpra a missão de prover o país com derivados de gás e petróleo e gás de cozinha.
