O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora será marcado em Salvador, amanhã 1º de Maio, com atividades promovidas pelas centrais sindicais CTB Bahia, CUT, UGT, Nova Central e Força Sindical.
O evento será realizado no Farol da Barra, com início às 6h da manhã, com uma corrida simbólica. A concentração do ato político será a partir das 15h, em frente ao Farol. Durante todo o dia, o público contará com serviços públicos gratuitos, manifestações políticas e shows musicais com Juliana Ribeiro e Edson Gomes.
Com o lema “Por um Brasil mais justo: Solidário, Democrático, Soberano e Sustentável”, o 1º de Maio deste ano reafirma o compromisso com a valorização da classe trabalhadora e a defesa de um país mais igualitário. Entre as principais bandeiras do ato estão o fim da escala 6×1, igualdade salarial entre homens e mulheres, redução do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, valorização dos serviços públicos e servidores, fortalecimento da agricultura familiar e geração de empregos com menos juros.
Além das celebrações, o ato também será um momento de resistência contra a retirada de direitos sociais e trabalhistas e os constantes ataques à organização sindical no Brasil.
Apesar dessas atividades e das bandeiras de lutas, é preciso ressignificar o sentido prático do 1º de Maio.
O afastamento do movimento sindical das lutas concretas da classe trabalhadora e a baixa participação popular em atos públicos indicam a crise do atual modelo sindical brasileiro. Um modelo que, ao invés de representar efetivamente os interesses da classe trabalhadora, tem sido ocupado por disputas entre grupos políticos.
Esse formato, mantido desde os anos 1990 e mantido inclusive durante os governos petistas, não foi superado nem mesmo diante dos ataques à democracia e dos retrocessos promovidos pelos golpes institucionais.
A participação ativa dos trabalhadores e trabalhadoras nas lutas sindicais é fundamental.
A AEPET-BA saúda cada companheiro e companheira que, com sua luta cotidiana, fortalece a resistência. Mais do que nunca, é urgente despertar a consciência organizativa em cada local de trabalho, nos espaços de lazer e nos territórios onde moramos. A fragmentação da classe em espaços isolados e estanques contribui para o isolamento e a solidão diante de uma realidade cada vez mais adversa.
Uma data com história e luta
O 1º de Maio tem origem nas lutas dos trabalhadores nos Estados Unidos, em 1886, por melhores condições de trabalho. Naquele ano, cerca de 340 mil operários entraram em greve em diversas cidades, com destaque para Chicago, onde ocorreu o emblemático Massacre de Haymarket, durante manifestações pela redução da jornada de trabalho para oito horas. A repressão violenta e a condenação à morte de alguns líderes sindicais tornaram a data um símbolo mundial da luta operária.
No Brasil, o 1º de Maio passou a ser oficialmente comemorado em 1925 e, desde então, é uma data de mobilização, memória e resistência.
Participem!
