O Dia do Aposentado, celebrado em 24 de janeiro, é mais do que uma data comemorativa. É um momento de reconhecimento, respeito e valorização de mulheres e homens que dedicaram décadas de suas vidas ao trabalho, ajudaram a construir a Petrobrás e, com ela, contribuíram de forma decisiva para o desenvolvimento do Brasil.
São histórias de vida marcadas por dedicação, coragem, conhecimento técnico e compromisso com uma empresa que sempre foi símbolo de soberania nacional.
A Petrobrás existe porque foi construída por pessoas. Pessoas que trabalharam, sonharam, amaram e lutaram. Hoje, esses trabalhadores e trabalhadoras vivem uma nova etapa da vida e merecem ser celebrados não apenas pelo que fizeram no passado, mas também pelo que ainda representam e continuarão representando para a sociedade brasileira.
Valorizar os aposentados é valorizar a própria história do país.
A data de 24 de janeiro remete à promulgação da primeira lei brasileira de Previdência Social, em 1923, marco fundamental na consolidação de direitos trabalhistas. Desde então, a aposentadoria simboliza não o fim de uma trajetória, mas o reconhecimento de uma vida inteira dedicada ao trabalho.
É um dia para comemorar, para respeitar a história de cada trabalhador e trabalhadora, para lembrar aos ativos que o futuro também chega e para celebrar quem ajudou a levar a Petrobrás até aqui.
No entanto, apesar de festiva, a data também carrega indignação e resistência. Os aposentados petroleiros seguem sendo financeiramente constrangidos pelos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que comprometem renda, segurança financeira e dignidade. Após décadas de dedicação à companhia, muitos aposentados veem sua aposentadoria ser drasticamente reduzida, colocando em risco a sobrevivência de famílias inteiras e quebrando a expectativa de uma aposentadoria digna.
A luta pelo fim dos PEDs é, hoje, uma das principais bandeiras dos aposentados. Além da suspensão imediata dos equacionamentos, a categoria reivindica mais democracia e transparência na gestão da Petros, incluindo o direito de eleger diretores — prática já existente em outros fundos de previdência complementar. Para os aposentados, a saída para a crise passa, necessariamente, pela responsabilização da patrocinadora.
A Petrobrás precisa pagar o que deve. Essa conta não é dos trabalhadores e trabalhadoras que construíram a empresa.
Neste 24 de janeiro, a AEPET-BA reafirma seu compromisso com a defesa dos aposentados e pensionistas. Que este seja um dia de homenagem, de memória, de celebração e, sobretudo, de reafirmação da luta por justiça. Porque quem construiu a Petrobrás, ajudou a construir o Brasil e merece respeito, dignidade e reconhecimento.
