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Sem avanços para os petroleiros e petroleiras transferidos compulsoriamente pela empresa, reabertura do Torre Pituba terá dia de luta

Frustração, indignação e revolta. Esses foram os sentimentos expressados pelos petroleiros e petroleiras que participaram da reunião, na manhã de sexta-feira (16/06), com o Diretor Executivo de Processos Industriais e Produtos, William França e o gerente-executivo de Recursos Humanos, Felipe Freitas, no auditório do Coworking, no Edifício Suarez Trade, em Salvador (BA).

Representando a AEPET-BA, o presidente Marcos André e a diretora de Comunicação, Érika Rebello Grisi. Também presentes diretores da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindipetro-BA. O local ficou lotado e muitos petroleiros e petroleiras aderiram a campanha “Junho Cinza: quem está longe tem pressa”, vestindo a camisa. A campanha é uma iniciativa dos trabalhadores transferidos e apoiada pela AEPET-BA.

Infelizmente, mais uma vez, a nova gestão frustrou a expectativa dos trabalhadores (as), uma vez que não atendeu as demandas apresentadas na reunião do dia 11 de abril, apesar das cobranças da categoria. A situação para os empregados baianos transferidos involuntariamente continua a mesma, trazendo desanimo e mais sofrimento. Diante dessa situação, muitos empregados do administrativo querem sair da Petrobrás.

Petroleiros (as) querem retornar para casa

Durante a reunião, a diretora de Comunicação da AEPET-BA, Érika Grisi, defendeu de maneira firme os trabalhadores e trabalhadoras que estão submetidos às transferências compulsórias em todo o país e na Bahia. Essas transferências tiveram no início após as desmobilizações durante o governo Bolsonaro, mas continuam no atual governo Lula.

As consequências destrutivas do governo passado ainda são sentidas na empresa e, passados seis meses do atual mandato, faltam decisões para resolver os problemas e o sofrimento dos empregados (as) da Petrobrás.

Érika cobrou solução para esses trabalhadores (as) que continuam sofrendo com a absurda exigência dos gerentes da Petrobrás de obrigá-los a viajar duas vezes por semana de Salvador para o Rio de Janeiro, Espírito Santo ou São Paulo para cumprir trabalho presencial. Trabalho que poderia ser realizado no regime de teletrabalho, nas suas próprias residências.

Os trabalhadores baianos sentem-se discriminados, inclusive. No Rio Grande do Norte, com a venda do Polo Potiguar, a Petrobrás colocou os empregados (as), incluindo a operação, no teletrabalho em tempo integral. Enquanto na Bahia, os funcionários do administrativo continuam sendo obrigados a viajar para o Rio de Janeiro para se apresentarem ao trabalho presencial, num “bate volta” contínuo.

Perguntamos: será que o sofrimento dos trabalhadores deverá ser medido pelo número de mortos? A atual gestão Prates e o RH já têm conhecimento de que a demora em resolver a situação dos transferidos está causando aumento do número de suicídios na categoria. Conhecem essa realidade, mas nada foi feito até agora para resolver a situação desses empregados e está na hora de dar um basta.

Quando assumiu o presidente, Jean Paul Prates, se comprometeu a cuidar dos petroleiros e petroleiras, após terem sobrevivido a seis anos de perseguição, humilhação e assédio das gestões anteriores. Infelizmente, até agora pouco mudou e para os trabalhadores transferidos involuntariamente o sofrimento continua o mesmo.

A AEPET-BA e as demais entidades representativas dos petroleiros (as) já apresentaram alternativas para os casos dos transferidos: trabalhar integralmente em regime de teletrabalho, até que a empresa apresente um novo planejamento estratégico e defina onde eles serão alocados próximo às suas residências.

Esses empregados (as) estão à beira da loucura, com altos índices de adoecimento e suicídio e a Petrobras precisa assumir sua responsabilidade.

Reabertura do Torre Pituba

Foi uma grande luta desde a desmobilização, na Bahia, até o anúncio da reabertura da sede administrativa da Petrobrás, Torre Pituba, em Salvador. Entretanto, infelizmente, não vamos comemorar enquanto nossos companheiros e companheiras ainda estiverem no “bate e volta” e os transferidos continuem sem voltar suas cidades de origem.

Por isso, alertamos à nova gestão, que queremos respostas claras sobre a solução temporária para o “bate-volta”, mas se isso não acontecer, os petroleiros (as) terão o direito de protestar ao invés de comemorar durante a reabertura da Torre Pituba, no dia 03/07.

Na reunião, muitos companheiros estavam com camisa da campanha “Junho Cinza: quem está longe tem pressa”, que é um apelo em solidariedade aos empregados (as) que foram transferidos compulsoriamente para que retornem às suas cidades de origem. Esses companheiros (as) que estão longe das famílias têm muita pressa para voltarem para casa.

#JunhoCinza

#QueroVoltarPraCasa

#MeDeixeNaBahia


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