Para as potências mundiais, o Brasil não pode ser soberano no campo energético (petróleo, gás, energia elétrica, nuclear, eólica, solar), nem pode ser soberano no campo dos minerais metálicos (Nióbio, Grafeno, ouro, prata, níquel etc.). Pior ainda quando se relaciona aos semicondutores que comandam a era digital, a indústria 4.0 e a nova disputa global, tão significativa quanto foi e continua sendo a disputa geopolítica pelo petróleo desde o Século XIX.
Se fôssemos soberanos na execução da nossa política mineral e energética, o Brasil seria o país mais rico do mundo e o povo não estaria passando fome, teria educação de qualidade e bons serviços de saúde.
A riqueza da Amazônia é palco de uma disputa do poder hegemônico mundial. A Petrobrás não pode explorar e desenvolver a produção de petróleo no Pré-Sal Equatorial. Mas as empresas petrolíferas estrangeiras podem.
Durante entrevista do ex-presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, ao Roda Viva, em 28 de março de 2022, defendeu claramente a privatização da Petrobrás sob a falsa justificativa de que a taxa de retorno do capital investido pela empresa é inferior ao Custo do Capital.
“Isso é uma falácia”, afirma o economista e vice-presidente de Comunicação da AEPET-BA, Marival Matos.
Castello Branco é presidente da 3R Petroleum, proprietária dos campos de petróleo potiguares e da refinaria Clara Camarão no Rio Grande do Norte, do Polo Recôncavo na Bahia que inclui o poço Candeias 1 o primeiro do Brasil, ainda em fase de produção.
Para Marival é mais uma falácia entre os colonialistas internos que acusam que os sindicalistas e boa parte dos políticos de plantões se acham donos da Petrobrás, enquanto, para Roberto Castelo Branco, os verdadeiros donos da empresa são os acionistas e o povo brasileiro. O povo é apenas o contribuinte que mais paga impostos e o que mais sofre com os preços elevados dos combustíveis, enquanto a burguesia brasileira e internacional se apropria de empresas públicas como a Petrobrás e Eletrobrás para defesa dos seus próprios interesses.
O economista defende a aprovação de uma lei que estabeleça que a venda do patrimônio público/estatal somente seja privatizada após um plebiscito nacional. “Só assim podemos impedir que o patrimônio do povo seja entregue aos colonialistas brasileiros e estrangeiros a serviço das elites orgânicas internacionais”, conclui Marival.
