Compartilhe

 

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, o ex-ministro de Minas e Energia do governo Jair Bolsonaro (PL), Adolfo Sachsida afirmou que caso o ex-presidente ganhasse as eleições, em 2022, a Petrobrás seria privatizada. “Embora muita gente não acreditasse que isso fosse possível, a desestatização estava sendo preparada pelo governo”, disse Sachsida.

A venda da companhia começou a ser estudada em meio à discussão da alta dos preços dos combustíveis, onde uma das poucas saídas para baixar o valor seria gerar competição de mercado através da privatização da estatal. Ainda segundo o ex-ministro, a privatização seria em um formato para gerar competição nos setores de petróleo e gás brasileiro.

Segundo Sachsida, “havia várias propostas de como privatizar a Petrobrás na mesa, mas nós estávamos estudando uma maneira de fazer a privatização gerando competição nos setores de petróleo e gás. A gente não iria trocar um monopólio estatal por um monopólio privado. Isso iria facilitar e melhorar muito a vida dos brasileiros. No caso da PPSA (Pré-Sal Petróleo S/A), o processo já estava mais adiantado. Nós chegamos a enviar ao Congresso um projeto de lei para vender os recebíveis de trinta anos da PPSA, que era uma maneira de privatizar a empresa”.

O ex-ministro contou que tinha sinal verde para tocar a privatização. O primeiro passo foi pedir ao então ministro da Economia, Paulo Guedes, para começar os estudos sobre a privatização da Petrobrás e da PPSA e incluir no Programa de Parceria de Investimentos (PPI).

“Eu acredito que teria o apoio do presidente para dar continuidade ao processo, caso ele ganhasse a eleição. Só que, agora, tudo mudou. O presidente Lula determinou a exclusão da Petrobrás, da PPSA e de mais seis empresas, como os Correios, a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) e o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), do PPI”, destacou Sachsida.

Todos sabem que vários gerentes colaboraram com esse desmonte traindo seu dever de lealdade com a empresa e se associando uma ideologia ultraliberal que quase destruiu a Petrobrás, causaram danos ao patrimônio da Petrobras e do povo brasileiros, prejudicaram as operações, perseguiram trabalhadores e serviram de instrumento de uma direita privatista, reacionária e golpista, muitos ainda estão como gerentes e isso precisa acabar

A AEPET-BA lutou e continua lutando contra a privatização da Petrobrás, patrimônio do povo brasileiro. É mais defende o monopólio estatal do petróleo e a reestatização dos ativos vendidos, principalmente, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. Defendemos a verticalidade da empresa do poço ao posto e geradora de emprego e renda.

 

#ReconstruiraPetrobráséReconstruiroBrasil

#ReestatizaçãoDaRLAM


Compartilhe