Levantamento realizado pelo Observatório Social do Petróleo (OSP) mostrou que a gasolina vendida pela Petrobrás às distribuidoras está 23% mais barata do que a média cobrada pelas refinarias privadas. A diferença entre o valor do combustível vendido pela estatal e pelo setor privado é a maior desde dezembro de 2021. O litro da gasolina da Petrobrás está custando R$ 2,52, enquanto as refinarias privadas cobram, em média, R$ 3,10.
No acompanhamento dos preços médios dos derivados nos postos de combustíveis, realizado pela AEPET-BA, os estados das refinarias privatizadas lideram com os preços mais altos. O estado do Amazonas está há três semanas com a gasolina mais cara entre os estados em que ficam localizadas as refinarias do país.
Enquanto os preços médios da gasolina dos estados das refinarias privatizadas variam de R$ 5,69 a R$ 6,30, nos estados com as refinarias da Petrobrás, os preços vão de R$ 5,29 a R$ 5,64, em média R$ 0,47 mais baratos.
De acordo com o Observatório, o fim do PPI contribuiu para a ampliação dessa diferença entre os preços, mas o fato que a Petrobrás é uma empresa que produz e refina o petróleo, e tem fatores próprios para estabelecimento dos preços, faz com que o preço cobrado seja mais barato em relação às refinarias privadas.
“Mesmo quando seu preço era definido pelo PPI, a política de paridade de importação, a companhia manteve por muito tempo preços abaixo dos internacionais, justamente por conta da pressão da opinião pública sobre o governo”, afirma o economista Eric Gil Dantas, do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais. “E com o fim do PPI, em maio deste ano, a Petrobras passou a ter maior margem para definir os preços, até porque seus custos não variaram.”
A Acelen, administradora da Refinaria Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, comercializa o combustível a R$ 3,03. Já pela Refinaria da Amazônia (Ream), o litro custa R$ 3,06. No Rio Grande do Norte, a Refinaria Potiguar Clara Camarão vende a gasolina a R$ 3,20, 27% mais caro do que a Petrobrás, onde o litro da gasolina está custando R$ 2,52.
Sim para a reestatização
Essas diferenças parecem poucas, mas isso diminui a competitividade da economia nos estados abastecidos pelas refinarias privadas, como a Bahia, e retira em especial dos mais pobres, causando desemprego, baixos salários e miséria nas regiões mais empobrecidas do país.
Resultados como esses mostram o quão importante é lutar pela volta dos ativos a Petrobrás. Não podemos aceitar a realidade de que os estados abastecidos pelas refinarias privatizadas não são contemplados pelos preços mais baratos. A AEPET-BA reforça o apoio à reestatização, em especial dos ativos baianos vendidos pela Petrobrás, que tanto afetam negativamente a economia.
Sim pela reestatização da RLAM.
#ReconstruiraPetrobráséReconstruiroBrasil
