O novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 11/08, no Rio de Janeiro. A Petrobrás deverá investir R$ 323 bilhões, equivalente a 17% do total de R$ 1,7 trilhão disponibilizado pelo Novo PAC Desenvolvimento e Sustentabilidade para os próximos quatro anos.
A maior investidora individual, a Petrobrás, deve receber investimento em 47 projetos, que vão desde a prospecção e exploração de petróleo à transição energética. Há ainda promessas para o Refino com foco no aumento do volume e qualidade dos produtos, para isso estão previstas a expansão de refinarias existentes e o término do trem 2 da refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco)
A conclusão das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), projetos de descarbonização e descomissionamento de plataformas, visando a sustentabilidade, também estão entre os projetos selecionados.
O Nordeste e seus nove estados receberão R$ 700,4 bilhões em investimentos nos próximos anos, cerca de 41% do total prometido pelo Governo Federal. Os recursos devem ser direcionados principalmente para obras ligadas à infraestrutura de modais de transportes e de segurança hídrica.
Sergipe será o estado do Nordeste que mais receberá investimento do Novo PAC, R$ 136,6 bilhões serão repassados nos próximos anos. A Bahia vem logo em seguida com R$ 119,4 bilhões, em geral, para projeto de ampliação no abastecimento de água, conclusão de duplicação em rodovias federais e para o programa de moradias, Minha Casa, Minha Vida. Não há registro de projetos ligados à Petrobrás a serem contemplados pelo aporte do estado.
O valor de R$ 1,7 trilhão do programa de aceleração do Governo federal será dividido em duas partes: R$ 1,3 trilhão até dezembro de 2026, quando chega ao fim o mandato do atual governo, e outros R$ 320,5 bilhões após 2026.
Chama a atenção, negativamente, é a falta de investimentos em prospecção na Bahia. É possível que nem todos os projetos estejam necessariamente inclusos ou descritos no PAC, mas seria um alento. A Bahia tem sido preterida em mais investimentos na indústria petrolífera há muito tempo e, enquanto isso, os blocos exploratórios promissores aguardam recursos.
Por isso, a AEPET-BA reivindica mais investimentos para a Bahia e na descentralização da Petrobrás, reconstruindo a empresa nacional que sempre foi desfazendo o modelo de concentração no sudoeste.
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