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A Petrobrás concluiu, na última sexta-feira, 26 de janeiro, a perfuração do poço exploratório de Pitu Oeste, localizado na Bacia Potiguar, na Margem Equatorial do Oceano Atlântico. O poço marca o retorno da empresa à exploração na região, que se estende da terra potiguar até o Amapá, após cerca de um mês de trabalhos.

Durante a perfuração, iniciada em dezembro, a Petrobrás identificou a presença de hidrocarboneto, contudo, a viabilidade econômica ainda é considerada inconclusiva. A companhia comunicou o fato à Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O poço Pitu Oeste está situado em águas profundas, a 52 km da costa do Rio Grande do Norte, e representa o terceiro poço da concessão BM-POT-17. O último poço perfurado nessa concessão ocorreu em 2015, quando a empresa anunciou a descoberta de petróleo na bacia.

A Petrobrás assegurou que a perfuração foi concluída com segurança, seguindo os protocolos mais rigorosos de operação em águas profundas. A empresa planeja continuar a pesquisa exploratória na região, programando para fevereiro a segunda perfuração na Bacia Potiguar, no poço Anhangá, que está localizado próximo ao poço Pitu Oeste, a 79 km da costa.

“A partir de estudos complementares, a companhia pretende obter mais informações geológicas da área para avaliar o potencial dos reservatórios e direcionar as próximas atividades exploratórias na área”, afirmou a estatal em comunicado.

A Margem Equatorial se estende pelo litoral brasileiro, do Rio Grande do Norte ao Amapá, abrangendo as bacias hidrográficas da Foz do Rio Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.

Em 2023, a Petrobrás encerrou a operação de poços em terra no Rio Grande do Norte, concluindo a venda de todos os ativos no estado, incluindo a refinaria Clara Camarão. No entanto, o presidente da estatal anunciou a reativação da sede no estado, assim como a criação de um centro especializado em energia renovável em Natal.


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