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Refinaria de Mataripe anuncia segundo aumento em um mês, o nono no ano

A Bahia enfrenta novo aumento no preço do gás de cozinha, o segundo em um mês, anunciado pela Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, antiga Landulpho Alves (RLAM). O aumento do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) foi de 9,47%. Este já é o segundo aumento em um mês, e o nono este ano.

Com esse novo aumento, que está em vigor desde o dia 01 de dezembro, o preço médio do gás de cozinha passa de R$150 para R$ 154 reais em Salvador, afirma o Sindicato das Distribuidoras, Sindigás. O último reajuste feito pela Acelen foi no dia 01 de novembro, quando a empresa reajustou em 10,5% o combustível.

De junho a dezembro deste ano, o gás de cozinha encareceu em R$ 19 reais com os reajustes, de acordo com o Sindigás, que informa também que apenas nos meses de abril e junho houve redução no preço do GLP.

Em nota, a Acelen justificou o reajuste dizendo que ” os preços seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais, dólar e frete, podendo variar para cima ou para baixo.”

Desde a privatização da Refinaria Landulpho Alves em 2021, durante o governo Bolsonaro, a unidade passou a operar sob critérios de mercado internacional, resultando em preços mais elevados para os consumidores baianos. Subprodutos do petróleo, como o gás de cozinha e a gasolina estão mais caros que os preços praticados pela Petrobrás, por exemplo.

Baianas e baianos pagam caro pelo produto, que com o novo aumento passa a ser o mais alto do país, passando, inclusive, os amazonenses que, até então, ocupavam o primeiro lugar, onde também há outra refinaria privatizada, a antiga Reman, rebatizada como Ream.

O preço do gás de cozinha nos estados em que a Petrobrás tem base de vendas para distribuidores, o preço médio do botijão de 13 kg é de R$ 107,07, de acordo com o índice de preços da estatal, com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O aumento constante no preço do gás de cozinha na Bahia reforça a necessidade de uma discussão mais ampla sobre políticas de preços e o impacto da privatização da RLAM. Enquanto os preços permanecem atrelados ao mercado externo, a população baiana continua a pagar a conta mais alta do país, afetando diretamente o custo de vida e o bem-estar das famílias.

A AEPET-BA, que se manifestou contrária à venda da RLAM, defende sua reestatização.


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