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A hora é de mobilização. Com essa disposição, centenas de trabalhadores e trabalhadoras do setor administrativo da Petrobrás participaram de uma paralisação na manhã desta terça-feira (04/02), na Torre Pituba, no bairro do Itaigara, em Salvador.

O protesto durou quase quatro horas e foi uma resposta ao autoritarismo da empresa, que decidiu unilateralmente alterar o regime de teletrabalho, aumentando em mais um dia a exigência de comparecimento presencial.

A mobilização foi proposta pelo presidente da AEPET-BA, Marcos André, no dia 30 de janeiro, quando a categoria também aprovou o estado de greve. O próximo ato está marcado para o dia 7 de fevereiro, quando acontece uma reunião entre a Petrobrás e as federações dos petroleiros (FNP e FUP), um momento crucial para o debate sobre o regramento do teletrabalho.

Além de Marcos André, também participaram da mobilização o diretor de Patrimônio da AEPET-BA, Renato do Nascimento, e diversos associados e associadas que atenderam ao chamado da entidade para fortalecer o ato.

Impactos das mudanças no teletrabalho

A decisão unilateral da Petrobrás afeta milhares de trabalhadores, desestruturando famílias e comprometendo a saúde mental de muitos petroleiros e petroleiras. O impacto é ainda maior para aqueles que foram transferidos compulsoriamente para outros estados durante o programa de desinvestimentos no governo de Jair Bolsonaro.

Muitos desses profissionais enfrentaram longos períodos longe de suas famílias e muitos continuam lutando pelo direito de retornar para a Bahia.

Durante a manifestação, trabalhadores relataram o sofrimento causado pelas transferências forçadas, a separação de suas famílias e a resistência necessária para manter as atividades da Petrobrás no estado.

União e mobilização para ampliar direitos

O debate vai além da simples discussão sobre mais um dia de teletrabalho. O presidente da AEPET-BA, Marcos André, enfatiza: “É necessário lutar para ampliar os direitos que nós temos. Se não fizermos isso hoje, outros direitos também estarão em risco”.

Além da manutenção do teletrabalho, a categoria também discute a proposta de redução da jornada de trabalho. Com os avanços tecnológicos, é essencial reavaliar os regimes laborais para garantir melhores condições para os trabalhadores. “Mais do que nunca, as tecnologias permitem a redução da jornada, o que também pode contribuir para a geração de empregos e para que os trabalhadores tenham mais tempo para sua qualificação profissional e bem-estar”, destacou Marcos André.

A redução da jornada de trabalho surge como uma alternativa viável para compatibilizar a vida profissional com a pessoal, garantindo mais tempo para o cuidado com a saúde, a família e a educação continuada.

Recuou da Petrobrás

Desde o dia 9 de janeiro, quando anunciou de maneira impositiva as mudanças no regime de teletrabalho, a Petrobrás tem se recusado a dialogar com a categoria. Mesmo diante de diversas manifestações dos petroleiros, incluindo um ato de grande adesão em frente ao Edisen, no Rio de Janeiro, a empresa cancelou abruptamente a reunião que havia sido marcada para o dia 30 de janeiro, demonstrando total desrespeito com os trabalhadores, federações, sindicatos e associações.

Após intensa pressão da categoria, a Petrobrás remarcou a reunião para o dia 7 de fevereiro, às 10h, na sede da empresa no Rio de Janeiro.

A AEPET-BA parabeniza aos trabalhadores e trabalhadoras que participaram da mobilização! Seguimos firmes na mobilização interna para que, no próximo ato, tenhamos ainda mais adesão e fortalecimento da nossa luta.

O momento exige mobilização e resistência para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam preservados e ampliados. A luta continua!


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