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A Petrobrás anunciou a convocação de 2.170 trabalhadores aprovados nos dois últimos concursos, o que representa a convocação integral dos cadastros de reservas da companhia.

O anúncio foi comemorado pela categoria que enfrenta o déficit no número de trabalhadores, uma das consequências das privatizações e do programa de desinvestimento realizado pelo governo anterior. Dos 80 mil petroleiros que atuavam na companhia, restam cerca de 45 mil.

Centenas de empregados saíram da empresa desde o golpe dado na presidenta Dilma Rousseff. Segundo dados obtidos pelo Poder360, em 2013, ano anterior ao início da Lava Jato, a companhia teve o maior número de funcionários, um total de 86.108. De lá para cá, houve corte de 47,5% no quadro, mais de 41 mil empregados.

A defasagem de empregados se manifesta principalmente na região Nordeste, onde a empresa foi quase totalmente destruída com a venda dos ativos.

Segundo dados divulgados pelo Observatório Social do Petróleo (OSP), no período de 2014 até 2022, enquanto a queda de empregos em todo sistema Petrobrás foi de 48%, nas unidades da estatal no Nordeste a queda foi de 77%. Isso porque a região foi uma das mais atingida pelo desmonte, somente na Bahia foram 14 ativos vendidos, incluindo a Refinaria Landulpho Alves (RLAM).

Levantamento do Dieese aponta que dos 17,4 mil trabalhadores do Nordeste em 2013, atualmente, a companhia conta apenas com 4,1 nordestinos. Puro reflexo da saída da empresa da região.

A recomposição do quadro de trabalhadores foi um dos assuntos debatidos no Grupo de Trabalho (GT) sobre efetivos. Os representantes sindicais reportaram à Petrobrás a urgência da convocação dos aprovados e a publicação de novos concursos públicos com o aumento do número de vagas.

Além da convocação do cadastro de reserva, a Petrobrás deve abrir um novo processo seletivo até o fim do ano para o nível técnico, que representa grande parte do déficit por conta da defasagem.

Recompor o quadro técnico é fundamental para a Petrobrás crescer. A AEPET-BA, que representa o quadro técnico da Petrobrás, defende a retomada das contratações mediante concurso público para a primeirização das atividades permanentes, a ampliação da UP (Universidade Petrobrás) para treinamento de toda a força de trabalho de modo a manter a qualidade técnica da empresa, intensa em inovação e tecnologia, o que exige investimento em treinamento e qualificação.


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