De acordo com o levantamento do Observatório Social do Petróleo (OSP), a Acelen, administradora da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), detém o maior aumento acumulado no preço da gasolina nas últimas seis semanas, em comparação com as outras refinarias privatizadas. Os aumentos aconteceram entre 13 de julho e 19 de agosto, de 25,6%, o equivalente a R$ 0,66.
O litro da gasolina vendido nas refinarias privatizadas está custando, em média, 11,7% mais caro do que o comercializado pela Petrobrás, uma diferença de R$ 0,34. Com o Diesel S-10 não é diferente, o litro custa, em média, 9,8% mais caro do que o preço praticado pela estatal, cerca de R$ 0,37 a mais.
Nos outros estados que alocam as refinarias privadas, os aumentos na gasolina foram um pouco menores, em relação aos da Bahia. No Amazonas, a Ream reajustou o preço em 24,9%, elevando o litro em R$ 0,67. Já no Rio Grande do Norte, o aumento da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC) foi de 23,2%, subindo o litro do combustível em R$ 0,61.
Para o Diesel S-10, o aumento na Ream foi recorde entre as privatizadas, 32,9%, equivalente a R$ 1,06 a mais por litro. A Acelen reajustou o preço em 32,3%, o equivalente a R$ 0,99 por litro. A RPCC, sob administração da 3R Petroleum, não produz o combustível.
Os combustíveis nas refinarias da Petrobrás também sofreram aumento na última semana, mas ainda têm preços inferiores aos das privatizadas. A gasolina comercializada pela estatal subiu para R$ 2,93, enquanto a Ream, a RPCC e a RLAM vendem o litro a R$ 3,37, R$ 3,22 e R$ 3,24, respectivamente. Já o Diesel, passou a custar R$ 3,80, em média, 9,8% mais barato do que o litro vendido pela Ream por R$ 4,29 e pela RLAM por R$ 4,6.
De acordo com o economista Eric Gil Dantas, do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), a Petrobrás consegue vender combustíveis mais baratos do que as concorrentes privadas por ser uma empresa integrada e estatal.
“Quando temos uma estatal que pode cobrar menos do que a concorrência privada, isso se reflete em índices de preços menores, resguardando o poder de compra da população e até mesmo impedindo a subida dos gastos públicos, que crescem quando o Banco Central aumenta a Selic para combater a inflação”, afirmou Gil em entrevista ao Estado de São Paulo.
Em nota enviada ao Portal A TARDE, a Acelen informou que os preços dos produtos produzidos na Refinaria de Mataripe seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais, dólar e frete, podendo variar para cima ou para baixo.
Sim para a reestatização
Esses poucos centavos de diferença tem um impacto enorme na economia do estado e nas despesas de cada família, principalmente naquelas que já vivem em regiões empobrecidas financeiramente e carentes de investimentos. As consequências negativas das privatizações mostram o quão importante é lutar pela volta dos ativos a Petrobrás, principalmente, pela reestatização da RLAM.
Não podemos aceitar a realidade de que os estados abastecidos pelas refinarias privatizadas não são contemplados pelos preços mais baratos. A AEPET-BA reforça o apoio à reestatização, em especial dos ativos baianos vendidos pela Petrobrás, que tanto afetam negativamente a economia.
#SimParaaReestatizaçãoDaRLAM
#ReconstruiraPetrobráséReconstruiroBrasil
