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Mesmo após o 1º de Maio, a AEPET-BA segue homenageando os petroleiros e petroleiras da Bahia. Esta data histórica é um símbolo das lutas por melhores condições de trabalho, direitos sociais e dignidade para a classe trabalhadora em todo o mundo.

Na Bahia, o Dia do Trabalhador tem um peso ainda mais profundo. A categoria petroleira enfrenta, desde o desmonte da Petrobrás promovido pelos governos Temer e Bolsonaro, uma realidade marcada por perdas, incertezas e resistência.

As cicatrizes deixadas por esse processo são visíveis. Além dos graves prejuízos econômicos para o estado, a categoria convive com transferências compulsórias, insegurança nos postos de trabalho e incertezas sobre o futuro da empresa na região.

Apesar das expectativas geradas com a mudança de governo, a gestão atual da Petrobrás ainda não se posicionou claramente sobre o retorno da antiga Refinaria Landulpho Alves (hoje Mataripe), dos campos terrestres e da FAFEN-BA. A situação do edifício Torre Pituba é igualmente preocupante: subutilizado e sem os serviços que antes atendiam a Bahia, ele simboliza o abandono da presença administrativa da empresa no estado.

A omissão da gestão reforça o sentimento de descaso e contribui para a precarização das condições de trabalho. Muitos trabalhadores que retornaram à Bahia continuam subordinados a gerências sediadas no Rio de Janeiro, sob constante risco de novas transferências. Além disso, os anunciados aportes de R$ 16 bilhões em exploração e produção em terra não sinalizam, até o momento, uma priorização real da Bahia.

Neste cenário, a mobilização da categoria é mais urgente do que nunca. As reivindicações são claras e justas:

  • Redução da jornada para 4×3 no administrativo e 30h semanais na operação;
  • Respeito ao teletrabalho e fim das alterações unilaterais;
  • Pagamento integral da PLR de 2024;
  • Retorno da AMS e fim da Saúde Petrobrás;
  • Retomada da regionalização das atividades administrativas;
  • Reposição imediata do efetivo;
  • Revisão das políticas de SMS;
  • Fim dos PEDs na Petros;
  • Novo plano de cargos e salários;
  • Inaplicabilidade das mudanças da nova CLT aos contratos vigentes.

Essa luta é por reconhecimento, dignidade e por um futuro justo. A resistência dos últimos anos foi um ato de coragem coletiva que inspira e fortalece a jornada pela reconstrução da Petrobrás na Bahia.

A AEPET-BA reafirma sua homenagem a todos os petroleiros e petroleiras baianos. Parabéns por uma trajetória marcada pelo esforço, pelo compromisso com o Brasil e pela defesa da soberania energética nacional.

Seguimos com esperança. Mas uma esperança que caminha junto da mobilização e da organização. O retorno da Petrobrás à Bahia, com investimentos regionais e valorização do quadro técnico, é fundamental para garantir empregos, dignidade e futuro.

Se a gestão da empresa insistir no silêncio diante das legítimas demandas da categoria, a mobilização será intensificada. A Bahia resiste e segue pronta para lutar e reconstruir uma Petrobrás pública, integrada e a serviço do povo brasileiro.


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