Compartilhe

Os trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás em Salvador aderiram ao chamado nacional de mobilização e realizaram na manhã desta terça-feira, 14, no Torre Pituba, em Salvador, um ato contra os ataques ao teletrabalho nas mudanças anunciadas pela empresa na semana passada. A manifestação foi uma iniciativa do Sindipetro RJ, convocado pela FNP e FUP e, na Bahia, contou com adesão do Sindipetro Bahia e AEPET-BA.

Presente no ato, o presidente da AEPET Bahia, Marcos André, destacou a importância da ação dos trabalhadores da Petrobrás na Bahia.

“Foi um ato representativo, construído no consenso, no diálogo e na certeza de que só a unidade entre todos os trabalhadores e trabalhadoras representados pelas federações pode nos levar a um sucesso. O objeto desse debate é lutar por melhores condições de vida e de trabalho”, pontuou Marcos André.

“A Petrobrás, de forma arbitrária, sem nenhum diálogo com a categoria e nem mesmo com as entidades representativas, quer alterar o teletrabalho. Isso altera fundamentalmente a nossa organização pessoal, familiar e de trabalho e não pode ser arbitrariamente alterado sem qualquer diálogo com os trabalhadores que são impactados”, reforçou o presidente.

Revogação imediata ou mobilização semanal e greve

Também estavam presentes os diretores da AEPET-BA, Renato Nascimento e Érica Rebello Grisi, as conselheiras Mariana Fernandes de Carvalho e Manoela Cavalcante de Almeida, além de vários associados.

A AEPET-BA defende a revogação imediata da decisão de reduzir o teletrabalho, a abertura de negociação com as duas federações e seus sindicatos. Enquanto isso não acontecer, haverá mobilização semanal. Se até dia 09 de março a Petrobrás não revogar a decisão, será iniciada uma greve na área administrativa com fechamento das unidades, a partir do dia 10 de março.

“É urgente a revogação dessa alteração arbitrária. Defendemos a negociação de um aditivo ao ACT para redução da jornada de trabalho, sem redução de salários e direitos, para 30 horas semanais com quatro dias de trabalho e três de repouso remunerado”, completa Marcos André.

A diretora da AEPET-BA, Érica Rebello Grisi, falou sobre a pressão que os trabalhadores estão sofrendo neste momento e lembrou do sacrifício que todos fizeram para aderir ao teletrabalho quando era conveniente para a empresa.

Ela destacou a importância da participação dos trabalhadores no ato nacional e a expectativa de aumento da mobilização, com cada vez mais trabalhadores presentes, em defesa do teletrabalho.

“Quem é que faz a companhia? Somos nós, a força de trabalho. A gente fica, a diretoria passa. Quem faz a empresa verdadeiramente somos nós, seja do operacional ou do administrativo. Estamos aqui, no começo de janeiro com esse presente e espero que essa mobilização aumente, que a gente tenha um número maior de pessoas afetadas”, enfatizou.

Mudança unilateral e sem diálogo

Lembrando que a diretoria da Petrobrás decidiu na última quinta-feira, 9, de forma unilateral, promover mudanças no regime de teletrabalho, sem diálogo ou negociação com a FUP (Federação Única dos Petroleiros) e demais sindicatos.

A empresa quer que a partir do dia 10/03, todos os trabalhadores e trabalhadoras que possuem função gratificada aumentem para três os dias de trabalho presencial e todos os demais funcionários a partir de 07/04.

Érica Rebello no ato também falou de denúncias feitas por trabalhadores que estariam sendo ameaçados a assinarem as mudanças no teletrabalho ou voltariam ao trabalho presencial de forma integral.

“A gente não pode ser ameaçado dessa forma. A gente tem, sim, que se expressar, tem que mostrar isso aqui, essa participação, e a companhia não pode agir assim”, exigiu a diretora da AEPET-BA.

 


Compartilhe