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Entraram em vigor no dia 1º de março as novas regras de custeio da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), agora Saúde Petrobrás, conforme previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025-2027. As alterações, divulgadas pelo órgão, têm como objetivo, segundo a gestão do plano, reforçar o equilíbrio financeiro e a sustentabilidade do benefício.

Na prática, porém, as mudanças podem significar aumento nas contribuições mensais, inclusive para aposentados e pensionistas, que já enfrentam impacto financeiro com os equacionamentos da Petros.

O que muda na prática

Duas principais alterações passaram a valer:

  1. Inclusão de custos administrativos no custeio
    A partir de março, além das despesas assistenciais, passam a ser incluídos também os custos administrativos no cálculo da AMS. Esses valores entram na divisão de custeio 70% para as patrocinadoras e 30% para os beneficiários.

Segundo a Saúde Petrobras, essa mudança gerou uma recalibragem média de 8,6% nas mensalidades, com aumento médio de R$ 22,54, podendo variar conforme faixa etária e renda. Beneficiários com 59 anos ou mais não tiveram alteração nessa etapa específica.

  1. Reajuste anual pelo IPCA Saúde
    As tabelas de grande risco também foram reajustadas com base no índice de 5,7%, referente à variação do IPCA Saúde e Cuidados Pessoais, divulgado pelo IBGE.

Esse reajuste é aplicado anualmente e, somado à recalibragem, pode elevar ainda mais os valores pagos pelos beneficiários.

No site da Saúde Petrobrás, os petroleiros e petroleiras encontram detalhes sobre os reajustes.

Impacto para aposentados

Essas mudanças no benefício saúde, negociadas pelas federações na campanha reivindicatória, mostram que, mesmo quando os aumentos aparentam ser modestos, há impacto direto no orçamento. Um casal de aposentados, por exemplo, pode ter aumento mensal nas contribuições, dependendo da faixa etária e da renda.

A preocupação é maior porque muitos aposentados já estão comprometendo parte significativa da renda com os descontos extraordinários da Petros, referentes aos equacionamentos de déficits dos planos de previdência.

Cobrança retroativa

Outro ponto de atenção é que os novos valores não foram cobrados em março, mas serão aplicados retroativamente no contracheque do mês de abril, tanto para beneficiários vinculados à ativa quanto para aposentados e pensionistas.

Atenção e acompanhamento

Embora as mudanças tenham sido negociadas no ACT 2025-2027, entidades representativas alertam para a necessidade de acompanhamento permanente dos impactos sobre os beneficiários, especialmente os aposentados, que podem sofrer maior pressão financeira.

A AEPET-BA reforça a importância de que os associados e associadas acompanhem atentamente seus contracheques e busquem esclarecimentos sempre que necessário.

Com informações da Saúde Petrobras


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