Por Fernando Alcoforado*
Este artigo tem por objetivo apresentar as semelhanças e as diferenças entre os governos do ditador nazista Adolf Hitler, que governou a Alemanha de 1933 a 1945, e o do atual presidente dos Estados Unidos, com pretensões de ditador, o neofascista Donald Trump. Para tanto, analisou-se o que foi o nazismo e o fascismo, o que é o neofascismo nos Estados Unidos e as semelhanças e diferenças entre o governo de Hitler e o governo de Trump.
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O nazismo e o fascismo
O fascismo foi um movimento político que surgiu na Itália após a Primeira Guerra Mundial, na década de 1920, sob a liderança de Benito Mussolini [1]. Além do regime de Mussolini na Itália, são considerados fascistas o regime nazista da Alemanha de Adolf Hitler e a ditadura de Francisco Franco na Espanha, entre outros, que se estabeleceram entre a 1ª e a 2ª Guerra Mundial, na década de 1930. O fascismo e o nazismo representaram uma reação das forças conservadoras, respectivamente da Itália e da Alemanha, contra a ascensão dos trabalhadores ao poder após a vitória do socialismo na União Soviética em 1917 e se baseava em concepções fortemente nacionalistas e no exercício totalitário do poder, portanto, contra o sistema democrático e liberal, e repressivo ante as ideias socialdemocratas, socialistas e comunistas.
O fascismo implantado durante a década de 1920 e o nazismo implantado durante a década de 1930 se baseavam em um Estado forte, totalitário, que se afirmava encarnar o espírito do povo, no exercício do poder por um partido único cuja autoridade se impunha através da violência, da repressão e da propaganda política [1]. O líder fascista é uma figura que está acima dos homens comuns. Mussolini era denominado como Il Duce, que deriva do latim Dux (General) e Hitler era chamado de Fuehrer (Condutor, Guia, Líder, Chefe). Ambos eram lideranças messiânicas e autoritárias, com um poder que era exercido de maneira unilateral sem consulta a ninguém. Na Alemanha, o fascismo recebeu a denominação de nazismo. Este movimento teve também um forte componente racial, que defendia a superioridade da raça ariana e procurava exterminar os judeus, os ciganos, os homossexuais e os negros.
O fascismo e o nazismo se caracterizaram também pelo nacionalismo agressivo, militarismo e imperialismo a serviço das classes dominantes dos respectivos países, pelo culto do chefe, pelo anticomunismo e pela ditadura [1]. Para por em prática os seus princípios, o fascismo e o nazismo ignoraram os direitos individuais dos cidadãos, o Parlamento foi transformado em um simples órgão consultivo e foi criada a polícia política que esmagava toda a oposição ao regime. O fascismo e o nazismo serviram de modelo a diversas outras ditaduras que se implantaram na Europa no período entre as duas Guerras Mundiais, entre as quais as ditaduras de Franco na Espanha e de Salazar em Portugal, razão pela qual o fascismo passou a se enquadrar também como regime ditatorial totalitário de extrema direita.
Tanto o fascismo como o nazismo foram considerados pelo marxismo dos anos vinte e trinta do século passado, essencialmente como contrarrevoluções para fazerem frente ao perigo da revolução socialista na Europa onde ocorreram situações revolucionárias que desestabilizaram os regimes democrático-liberais após a revolução socialista na União Soviética em 1917 que inspirava os trabalhadores na luta pela conquista do poder. Naquela época, todos os partidos de caráter fascista defendiam a necessidade de um regime ditatorial totalitário. A eliminação das liberdades democráticas era fundamental para destruir as organizações dos trabalhadores adeptas do socialismo.
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O neofascismo nos Estados Unidos
Na era contemporânea, nos Estados Unidos, o neofascismo cresceu no solo de uma democracia madura em crise. O nascimento do neofascismo sob o comando de Donald Trump nos Estados Unidos resultou, fundamentalmente, de seu declínio econômico e da perda da hegemonia do país na cena mundial em um prazo temporal muito curto. Todas as relações mundiais dos Estados Unidos se modificaram profundamente nos últimos tempos sendo obrigado a compartilhar com outros países o poder em escala mundial. A era em que os Estados Unidos procuravam impor sua vontade no cenário internacional nos planos econômico e militar acabou. Foi o que ocorreu a partir da grande recessão de 2008 nos Estados Unidos que fez com que se acelerasse a crise geral do sistema capitalista mundial e a mudança geopolítica de longo prazo anunciando o declínio do poder norte americano e da influência europeia e a ascensão da China como potência economicamente dominante. Donald Trump representa uma reação dos Estados Unidos visando reverter esta tendência. Donald Trump faz parte de uma Internacional de extrema direita neofascista que está sendo construída no mundo, com financiamento robusto de alguns grandes grupos econômicos, visando oferecer resistência à ascensão da China como potência hegemônica.
O neofascismo nos Estados Unidos surgiu como resposta pela preservação da supremacia norte-americana no mercado mundial e no sistema internacional, envenenando a consciência de dezenas de milhões de norte-americanos com um nacionalismo exaltado [4]. O neofascismo nos Estados Unidos responde ao ressentimento de setores das camadas médias da população diante de seu empobrecimento e do fim do sonho americano de prosperidade. O neofascismo nos Estados Unidos é uma manifestação de caráter racista contra os imigrantes, de rancor machista contra uma nova onda feminista, de histeria homofóbica contra os LGBTs e de negacionismo ao aquecimento global. Trump é um caudilho neofascista sendo a expressão de um movimento de massas reacionário, apoiado por frações da burguesia norte-americana, diante da ininterrupta decadência dos Estados Unidos no mundo. O slogan MAGA – Make América Great Again (torne a América grande de novo) do neofascismo trumpista é uma expressão tipicamente neonazista.
O governo neofascista de Trump é responsável pela atroz deportação em massa de “imigrantes ilegais” dos Estados Unidos [4]. O MAGA é um dístico trumpista de um nacionalismo radicalizado e perigoso. É uma mensagem implícita de expurgo e uma óbvia proposta de higiênica limpeza étnica do país. O MAGA é uma clara exaltação do egocentrismo etnocêntrico de Trump. Trump responde, portanto, à demanda por uma liderança forte para lidar com a decadência dos Estados Unidos no mundo, de resistência às pressões imigratórias que vêm da fronteira do México, ao ressentimento diante do desemprego, baixos salários e precários empregos dos trabalhadores de renda média, a ruína de pequenos empresários e o peso dos impostos diante da regressão econômica, a pauperização da população diante da inflação dos custos da habitação, educação e saúde, a necessidade de combate ao crime organizado, a imposição de autoridade na disputa política entre as instituições existentes, a perda do orgulho nacional diante da regressão econômica dos Estados Unidos e a ascensão da China.
O projeto político de Trump para os Estados Unidos é a implantação de um regime bonapartista [4]. Isto significa a subversão do regime presidencialista democrático-liberal estabelecido nos Estados Unidos nos últimos duzentos anos. Bonapartismo, derivado de Bonaparte, significa um regime autoritário em que a Presidência se eleva acima das outras instituições, Congresso e Judiciário, e concentra poderes excepcionais, em nome da defesa da unidade da nação. O projeto de Trump, apoiado na mobilização de um movimento de massas de ressentidos e desesperados existente nos Estados Unidos, movido pelo slogan “Make America Great Again”, sugere o plano de um regime autoritário que, dependendo das condições da luta político-social, pode anular os freios e contrapesos históricos do regime democrático dos Estados Unidos.
Trump vem improvisando um plano econômico e social híbrido, ao mesmo tempo protecionista e ultraliberal, com ênfase na aplicação de tarifas alfandegárias extremamente elevadas contra todos os países que comercializam com Estados Unidos e a expulsão de pelo menos onze milhões de imigrantes ilegais [4]. Sua estratégia é reposicionar os Estados Unidos no mercado mundial contra a China. Trump não se apoia em um partido fascista. Usou como instrumento eleitoral o partido republicano que está se fascistizando. Mas esta debilidade orgânica foi compensada, amplamente, pela mobilização de um movimento de massas, o MAGA que tem uma característica neofascista. Trump poderá construir um partido a partir do controle do Estado norte americano, ao contrário do que fez Hitler na Alemanha nazista que constituiu o partido antes de conquistar o poder do Estado alemão.
Uma mostra da truculência do neofascismo nos Estados Unidos foi apresentada no dia 06/01/2021 quando, uma horda neofascista instigada por Trump, durante seu primeiro mandato presidencial, invadiu o Congresso americano, o Capitólio, e provocou a paralisação da sessão realizada para contar os votos do Colégio Eleitoral e certificar a vitória de Joe Biden na eleição presidencial de novembro de 2020, a última etapa formal do processo eleitoral antes da posse do democrata, em 20 de janeiro de 2021. Donald Trump fez discurso incitando uma multidão para que invadisse Capitólio e impedisse a homologação da vitória de seu adversário. A insurreição de 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos guarda muitas semelhanças com o Putsch de Munique de Hitler em 8 e 9 de novembro de 1923 e a tentativa de golpe de estado no Brasil por neofascistas comandados por Jair Bolsonaro em 8 de janeiro de 2023.
Os invasores do Capitólio, alguns fantasiados e outros portando armas, ocuparam o plenário das duas Casas do parlamento, destruíram equipamentos e móveis e obrigaram os congressistas e o vice-presidente, Mike Pence, que presidia a sessão como presidente do Senado, a se esconderem em suas salas sob a proteção dos agentes de segurança. Uma mulher foi baleada e morreu. Outras três pessoas também morreram por conta de “emergências médicas”. Donald Trump cruzou uma linha que jamais um presidente norte-americano havia ultrapassado. Foi uma tentativa de um golpe de Estado com Trump tentando impedir o fluxo normal da democracia dos Estados Unidos.
No atual governo Trump, muitos dos direitos constitucionais estão sendo corroídos, senão diretamente atacados nos Estados Unidos [2]. Trump compromete os interesses dos trabalhadores, dos pobres, das pessoas negras e indígenas, dos imigrantes indocumentados e das pessoas transgênero, enquanto ao mesmo tempo concede aos bilionários e ao 1% mais rico ainda mais poder e controle. A administração Trump não apenas está consolidando a posição dos ultra ricos nos Estados Unidos, mas está fazendo isso de forma semelhante, em certos aspectos, àquelas usadas pelos fascistas e nazistas na década de 1930.
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Semelhanças e diferenças entre Hitler e Trump
A análise da evolução do neofascismo nos Estados Unidos permite constatar que Donald Trump não é a reencarnação de Adolf Hitler, mas há muitas semelhanças entre algumas das ações do governo Trump em 2025 e do governo nazista em 1933. Os períodos em que Hitler e Trump chegaram ao poder exibem muitas semelhanças sinistras, mas também diferenças claras durante seus respectivos primeiros dias de governo repressivo. Hitler conseguiu implementar uma série de políticas e decretos que desmontaram as instituições democráticas da República de Weimar na Alemanha em um período relativamente curto. Trump está tentando fazer a mesma coisa nos Estados Unidos durante o atual mandato presidencial.
Para identificar as semelhanças e diferenças entre Hitler e Trump, é importante observar que, a respeito de Hitler, em 27 de fevereiro de 1933, um incêndio destruiu e danificou seriamente o edifício do parlamento (o Reichstag) em Berlim. Em resposta, Hitler, que na época era chanceler, emitiu uma série de decretos, sendo o principal deles o “Decreto do Incêndio do Reichstag para a Proteção do Povo e do Estado” que aboliu muitas liberdades civis e foi usado para prender aqueles considerados inimigos do nazismo. Ele proibiu publicações que fossem declaradas inimigas do Estado nazista e, além disso, suspendeu o habeas corpus, a privacidade do correio e do telefone, a liberdade de expressão e de imprensa, o direito à reunião pública e as proteções contra buscas e apreensões em residências e propriedades [2].
Seis dias após um boicote nacional às empresas judaicas, Hitler promulgou uma lei que removeu judeus e qualquer outra pessoa considerada desleal ao regime do serviço público e de cargos docentes [2]. Em 2 de maio de 1933, um dia após o feriado internacional dos trabalhadores, Hitler dissolveu todos os sindicatos livres. Os nazistas criaram a Frente Alemã do Trabalho, à qual todos os trabalhadores eram obrigados a se filiar. Greves, negociações coletivas e quaisquer outras ações iniciadas pelos trabalhadores foram proibidas. Os nazistas aprovaram leis contra os homossexuais, impuseram restrições sobre quem podia ser admitido em instituições de ensino superior, reescreveram livros didáticos para refletir a visão racista nazista da história e da cultura, e iniciaram o rearmamento da Alemanha. Em 1935, os nazistas promulgaram as “Leis de Nuremberg”, que negavam sistematicamente ao povo judeu uma posição igualitária na sociedade.
Quanto a Trump, seus primeiros dias de governo se caracterizaram, como os de Hitler, por uma enxurrada de decretos executivos autoritários que ele emitiu desde sua posse em 20 de janeiro de 2025 muitos dos quais os tribunais consideram ilegais. Trump rasgou os acordos comerciais que os Estados Unidos tinham com vários países aplicando tarifaços contra produtos importados pelos norte-americanos na vã esperança de que suas políticas tarifárias melhorarão a economia americana, forçarão empresas a se mudarem para os Estados Unidos, compensarão o déficit orçamentário do governo e aumentarão a receita do governo federal, já que prometeu a seus apoiadores bilionários que fará um corte de impostos para os super ricos até o fim deste ano. Para cumprir sua promessa eleitoral sobre imigração, Trump fez todo o possível para aumentar o número de deportações de trabalhadores indocumentados, supostamente expulsando primeiro imigrantes condenados por crimes, promoveu a deportação de estudantes internacionais pró palestinos e evocou a Lei dos Inimigos Estrangeiros de 1796, sob a alegação de que a gangue venezuelana Trem de Aragua invadiu o país e está em guerra com os Estados Unidos em flagrante desrespeito ao devido processo legal. Trump tentou interferir na educação superior como a Universidade Harvard, Columbia, entre outras, e sobre grandes escritórios de advocacia que defendem clientes que ele considera inimigos.
Não há dúvidas de que há uma semelhança evidente entre o governo Hitler e o governo Trump e entre o movimento nazista e o culto trumpista MAGA (Make America Great Again). É importante destacar o que disse ao jornal The New York Times e à revista The Atlantic um general da Marinha reformado e chefe de Gabinete que trabalhou por mais tempo com Trump, John Kelly, que, durante seu primeiro mandato como presidente, Trump deixou claro que admirava Hitler e desejava ter seu poder autoritário [3]. Kelly relatou que Trump teria dito repetidas vezes, em particular, que Hitler “fez algumas coisas boas”, e que Trump queria ter o tipo de “generais alemães” que serviram a Hitler e cometeram crimes de guerra indescritíveis durante a Segunda Guerra Mundial. Kelly declarou estar convencido de que Trump é um fascista. Em sua entrevista ao New York Times, o general da Marinha John Kelly conceituou o que é ser fascista, e disse que Trump se encaixa nela.
John Kelly disse que o fascismo é uma ideologia e um movimento de extrema direita autoritária e ultranacionalista, caracterizado por uma liderança ditatorial, autocracia centralizada, militarismo, supressão da oposição com uso da força, crença em uma hierarquia social natural e que Trump certamente se encaixa na definição geral de fascista, sem dúvida. Kelly disse à The Atlantic que Trump gostaria que os generais americanos agissem como os generais nazistas de Hitler. O general John Kelly disse que decidiu revelar o que sabe sobre Trump porque teve medo de suas declarações de que quer usar as Forças Armadas dos Estados Unidos contra seus adversários políticos e dissidentes. A ação recente de Donald Trump de enviar a Guarda Nacional para cidades governadas pelo Partido Democrata confirma a afirmação de John Kelly como já fez na Califórnia e em Washington, D.C. e pretende realizar em Maryland, Chicago e Nova York sob o pretexto de combater o crime, bem como enviar os fuzileiros navais para as águas do Caribe e dez caças F-35 para uma base aérea em Porto Rico, elevando a tensão militar na região sob o pretexto de combater o tráfico de drogas e intervir na Venezuela. Kelly confirmou que Trump quer ser um ditador e que representa uma ameaça existencial à democracia dos Estados Unidos.
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Conclusões
Pelo exposto, pode-se afirmar que o fascismo italiano não era igual ao nazismo alemão e sua obsessão antissemita, ou ao franquismo espanhol e a preservação formal da monarquia, ou ao salazarismo português e seu fanatismo católico. Cada um tinha suas peculiaridades. Movimentos fascistas em muitas outras nações, inclusive no Brasil, com o integralismo, existiram no mesmo período histórico. Mas, apesar de suas diferenças, todos eram expressões de uma mesma corrente, e merecem a qualificação de fascistas. Quanto às diferenças entre o fascismo e o neofascismo, as mais importantes são, em primeiro lugar, que o neofascismo não conta com forças paramilitares como as SS e SA nazistas que caracterizavam a versão antiga de fascismo, não no sentido de que seja desprovido delas, mas as mantém em um papel de reserva nos bastidores e, em segundo lugar, que o neofascismo não afirma ser “socialista” para atrair os trabalhadores como fizeram o fascismo e o nazismo.
Pode-se afirmar que o neofascismo não é uma cópia do fascismo. O programa do neofascismo não leva à expansão do aparato estatal e de seu papel econômico, mas se inspira no pensamento neoliberal em seu apelo para reduzir o papel econômico do Estado em favor do capital privado. No entanto, a necessidade de reprimir movimentos de resistência poderá fazer com que ele siga na direção oposta. Enquanto o fascismo do século XX cresceu no contexto da grave crise econômica que se seguiu à Primeira Guerra Mundial e atingiu seu auge com a “Grande Depressão Econômica” em 1929, o neofascismo cresceu com o agravamento da crise do neoliberalismo, especialmente após a “Grande Recessão” resultante da crise financeira de 2007-2008. Enquanto o fascismo do século XX surgiu para combater o avanço do socialismo no continente europeu, o neofascismo surgiu em consequência do fracasso do capitalismo neoliberal e do ressentimento racista e xenófobo contra as ondas crescentes de imigração que acompanharam a globalização neoliberal e resultaram das guerras que essa última alimentou, paralelamente ao colapso das regras do sistema internacional.
Pelo exposto, pode-se afirmar, também, que Donald Trump é um neofascista, ou um fascista da etapa histórica em que vivemos. Trump representa um perigo, não apenas para a democracia nos Estados Unidos, mas também, para a estabilidade do sistema internacional. O tarifaço aplicado contra todos os países que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos e a ingerência do governo Trump nos assuntos internos do Brasil e de outros países são apenas uma faceta deste perigo para o sistema internacional e para a paz mundial. A mudança recente do nome de Departamento de Defesa para Departamento de Guerra mostra o caráter belicista do neofascista governo Trump. Em síntese, Trump representa um perigo muito grande para os Estados Unidos, para o sistema internacional e para a própria humanidade. A ascensão de Trump ao poder nos Estados Unidos representa uma fortíssima inflexão reacionária em todo o mundo. Vai ser preciso uma luta como nunca houve ao longo da história para derrotar o neofascismo nos Estados Unidos e no mundo. Trump é o Hitler contemporâneo que precisa ser derrotado dentro e fora dos Estados Unidos.
REFERÊNCIAS
- ALCOFORADO, Fernando. O fascismo e sua evolução ao longo da história. Disponível no website <https://www.academia.edu/37569582/O_FASCISMO_E_SUA_EVOLU%C3%87%C3%83O_AO_LONGO_DA_HIST%C3%93RIA>.
- CAVENDISH, David. Trump e Adolf Hitler, os primeiros cem dias. Disponível no website <https://radiopeaobrasil.com.br/trump-e-adolf-hitler-os-primeiros-cem-dias/>.
- RISEN, JAMES. Não podemos ter medo de comparar Trump a Hitler. Disponível no website <https://www.intercept.com.br/2024/11/05/trump-hitler-imprensa/>.
- ARCARY, Valério. Trump é um neofascista? Disponível no website <https://operamundi.uol.com.br/opiniao/trump-e-um-neofascista/>.
* Fernando Alcoforado é engenheiro e associado da AEPET-BA, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona.
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