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A Petrobrás Biocombustível (PBio), subsidiária da Petrobrás, vive um momento de renovação e protagonismo no cenário nacional, especialmente após a recente decisão de interromper o processo de venda da empresa iniciada no governo Temer e intensificado pelo governo Bolsonaro. O anúncio da retomada da subsidiária foi feito pela Petrobrás na quarta-feira (6/11)

Fundada em 2008, a PBio tem desempenhado um papel estratégico na produção de biocombustíveis, com unidades em locais como Candeias, na Bahia, Montes Claros, em Minas Gerais, e Quixadá, no Ceará.

A PBio é vista como uma ferramenta essencial para a redução de carbono, com a produção de biodiesel sendo vital para o avanço do país rumo a uma economia mais sustentável. Em um mundo cada vez mais comprometido com a descarbonização, o biodiesel produzido pela PBio tem o potencial de reduzir a dependência de combustíveis fósseis, consolidando o Brasil como referência mundial em energias renováveis.

Além disso, a PBio contribui diretamente para o fortalecimento da agricultura familiar, já que utiliza óleos vegetais na produção de biodiesel, fortalecendo pequenas cadeias produtivas e promovendo desenvolvimento social e econômico nas regiões onde atua.

Resistência dos trabalhadores

A tentativa de privatização da PBio, iniciada no governo Bolsonaro, enfrentou forte resistência dos trabalhadores e entidades representativas, a exemplo, da AEPET-BA. Em maio de 2021, uma greve histórica marcou a luta dos funcionários contra a venda das unidades da PBio.

Essa mobilização foi decisiva para impedir que a subsidiária, com potencial estratégico para o Brasil, fosse repassada à iniciativa privada.

Candeias e o desenvolvimento regional

A usina de biodiesel localizada em Candeias, Bahia, é um exemplo do impacto regional da PBio. Com capacidade de produção de 304 mil metros cúbicos de biodiesel por ano, a unidade é um dos principais ativos da PBio e representa uma peça-chave no desenvolvimento econômico da região, gerando empregos e impulsionando a agricultura familiar.

Não só gera emprego e renda para o município, mas também movimenta uma cadeia produtiva que beneficia pequenos agricultores e fomenta a economia local. No entanto, o processo de venda da usina foi temporariamente interrompido após ações judiciais apontarem irregularidades na privatização. Essa situação trouxe angústia aos trabalhadores e à comunidade local.

Com o governo atual, a PBio ganha novamente espaço na estratégia de desenvolvimento nacional da Petrobrás. Ao fortalecer essa subsidiária, a Petrobrás reforça seu compromisso com uma transição energética justa e sustentável.

A PBio não é apenas uma produtora de biodiesel; é uma promotora de desenvolvimento regional e social, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e impulsionando novas tecnologias.

O fortalecimento da PBio representa um passo crucial para consolidar o papel da Petrobrás como líder em energias renováveis no Brasil. Os desafios técnicos e econômicos para tornar o biodiesel ainda mais competitivo são grandes, mas a Petrobrás já sinalizou investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação que visam aumentar a eficiência da produção e ampliar a competitividade dos biocombustíveis.

Para a AEPET-BA, o setor de biocombustíveis surge como um dos mais promissores para garantir uma transição energética inclusiva e sustentável. E a PBio, com suas usinas espalhadas pelo país, tem tudo para liderar esse movimento, mostrando que o futuro da energia no Brasil passa, necessariamente, pela defesa da soberania energética e pelo compromisso com o meio ambiente e a sociedade.

A resistência dos trabalhadores e a nova orientação estratégica da Petrobrás mostram que a PBio está mais viva do que nunca, pronta para contribuir para o desenvolvimento sustentável e para a construção de um futuro energético mais justo para o Brasil.


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