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A estatal anunciou o início da operação do navio-plataforma Maria Quitéria, o primeiro totalmente elétrico da estatal em todo o Brasil, que deve iniciar a retirada do óleo em 2025. O projeto faz parte do investimento de R$ 22 bilhões que a Petrobrás pretende fazer no estado do Espírito Santo nos próximos quatro anos em atividades de exploração e produção de petróleo e gás.

O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Jean Paul Prates, em visita ao estado para comemorar os 15 anos do início da exploração do pré-sal no país, e que começou em solo capixaba. Prates ressaltou que a plataforma elétrica Maria Quitéria, primeira da companhia nesse modelo, vai levar o petróleo produzido pela Petrobrás para outro nível, com mais valor agregado.

O navio-plataforma será do tipo FPSO (sistema flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) e vai operar no pré-sal do campo Jubarte, que faz parte da Bacia de Campos, com capacidade de produção de 100 mil barris de petróleo por dia. O sistema vai resultar em uma menor emissão de gases de efeito estufa. A expectativa é que, durante o ciclo de produção e a utilização da tecnologia, deixem de ser emitidos mais de 5 milhões de toneladas de gás carbônico.

O presidente da estatal destacou ainda a importância da importância da sede capixaba e descartou qualquer possibilidade de privatização, descrevendo a sede como extremamente confortável e moderna para a Petrobrás. O local conta com o trabalho de 10 mil profissionais, dos quais sete mil atuam embarcados.

“A Petrobrás não pode abrir mão de jeito nenhum, como pensou em fazer. Houve períodos em que havia planos de alienar essa sede, justamente por achar que não era mais necessária”, ressaltou.

 

Reconstrução na Bahia e restabelecimento da soberania nacional

 

Na pauta da reconstrução da Petrobrás na Bahia, a AEPET-BA defende a reativação do Estaleiro Enseada Paraguaçu, no Recôncavo Baiano. Projetado para iniciar a fabricação de navios-sonda para a Petrobrás, o estaleiro passou a enfrentar uma crise desde 2014. A crise e depois a decisão dos governos Temer e Bolsonaro paralisaram o estaleiro, levando à extinção de 7.462 empregos diretos.

A volta de investimentos nesses ativos é uma estratégia pensando no aumento do percentual crescente de conteúdo nacional, na soberania nacional e na geração de emprego. A indústria petrolífera e naval brasileira precisam ser reestabelecidas nacionalmente, e o país tem recursos para que isso seja feito.

(Com informações do G1)


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