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A direção da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) manifestou insatisfação com a Gerência de Recursos Humanos da Petrobrás diante do calendário de reuniões recentemente divulgado. A federação repudiou a postura da empresa, que tem privilegiado uma federação em detrimento de outra, já que as reuniões “seriam em mesa única”.

A carta da FNP foi protocolada no dia 10 de abril e endereçada à Gerente Executiva de RH, Lilian Soncin, além de outros representantes da Petrobrás, como o Gerente de Relações Sindicais, Cristóvão Monteiro, a Coordenadora de Relações Sindicais, Celine Blotta, o Gerente de Negociação Sindical, Tiago Moraes, e a Diretora de Assuntos Corporativos, Clarice Copetti. (Leia a íntegra da carta abaixo.)

Segundo a FNP, a postura do RH reflete um tratamento marcado por “dispersão e protelação” das reivindicações da categoria. Mesmo após uma greve nacional de advertência no dia 26 de março, o RH agendou reuniões com quase um mês de distância — encontros, inclusive, já previstos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

E ainda assim, a gestão da Petrobrás insiste em chamar isso de “retomar o diálogo” com as federações. Chega a ser irônico.

Por conta dessa postura, a federação solicitou a antecipação da reunião sobre teletrabalho, marcada somente para o dia 24 de abril — ou seja, 20 dias após a última reunião. “Lembremos que o novo prazo que a empresa deu para aplicar os termos de adesão é em um mês e meio. Não pode ser que depois de tanto desgaste dessa administração com a força de trabalho, a tática da empresa seja a protelação. Se há de fato interesse sincero em negociar, há que se agendar uma data mais próxima”, destaca a carta.

Outro ponto de crítica da FNP é a ausência de previsão para uma reunião sobre a PLR. A federação cobra que a Petrobrás apresente uma alternativa para o cumprimento do valor simulado e retorne às propostas feitas pelos sindicatos na reunião anterior. “Solicitamos que a empresa apresente uma alternativa para o cumprimento do valor simulado, inclusive retornando sobre as possibilidades apresentada pelos sindicatos por ocasião da reunião anterior.”

A FNP considera essa conduta um desrespeito à mobilização dos petroleiros em todo o país e uma clara tentativa de postergar as negociações. A federação também criticou a omissão da empresa em relação a outras reivindicações importantes da categoria, como os PEDs.

A AEPET-BA manifesta apoio à iniciativa da FNP, pois na Bahia vem construindo uma intensa mobilização contra as alterações unilaterais da Petrobrás sobre o teletrabalho e o pagamento justo da PLR. A entidade também se soma às críticas à atual gestão da empresa, que tem travado o diálogo com os trabalhadores ao não negociar com seriedade temas fundamentais e vitais para a categoria.

Veja a correspondência da FNP

Carta FNP 2025 Petrobrás


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