A refinaria foi vendida em 2021 pelo montante de R$ 178,8 milhões para a Forbes & Manhattan (F&M)
A Petrobrás retomou, no dia 14/07, os serviços e o contrato de transferência de gestão da refinaria Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, no Paraná. A empresa tinha suspendido os serviços após um calote de R$ 137 milhões da empresa Forbes & Manhattan Resources, subsidiária da Forbes & Manhattan (F&M).
No contrato firmado entre as empresas, ficou acordado que a Petrobrás prestaria serviços temporários à F&M para manter a refinaria em operação até a conclusão do processo de transição de gestão.
Os funcionários da estatal, da área administrativa e do apoio técnico, mantiveram a refinaria em funcionamento até o momento que Petrobrás identificou o não cumprimento do contrato por parte da Forbes & Manhattan Resources, que deveria ter pagado a quantia em estimada em R$ 137 milhões referente aos serviços prestados.
Em nota, a petroleira comunicou a suspensão da prestação de serviço até que se chegue a uma solução de comum acordo.
“No intuito de dar transparência dos fatos que vem se desenrolando no âmbito do processo de desinvestimento da Unidade da SIX, informamos que, em razão do não cumprimento de obrigações contratuais por parte da empresa compradora, a Petrobrás comunicou a suspensão da prestação dos serviços do TSA a partir da data de 10/07/2023, até que se chegue a uma solução de comum acordo, com base nas tratativas que seguirão entre as partes.”
De acordo com o escritório que representa a Petrobrás e o Sindipetro do Paraná, Garcez Advogados, “esse cenário de quebra de contrato do grupo canadense é mais uma base para agir juridicamente e reverter essa privatização”.
Ação popular contra venda da SIX
As deputadas Gleisi Hoffmann e Ana Júlia, do PT-PR, entraram com ação popular, na última sexta-feira, 14 de julho, para anular a venda da Unidade de Industrialização do Xisto, por conta da quebra de contrato e do calote. O processo pede o “imediato cancelamento do negócio com o ressarcimento de todos os prejuízos causados à Petrobras e aos cofres públicos”.
“Além das diversas irregularidades e inconsistências encontradas no processo de venda da SIX para a F&M, havia indícios de que essa empresa não possuía capacidade, nem técnica, nem financeira para executar as operações da unidade“, defende as parlamentares em um trecho da ação.
Reestatização dos ativos já!
Esse é mais um exemplo que vai de encontro aos benefícios apresentados por aqueles que apoiam as privatizações. Ao contrário dos argumentos, as vendas dos ativos da Petrobrás causam impactos negativos ao país, à população e à própria companhia.
Temos um exemplo no nosso estado. A privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) que, por exemplo, impede os baianos de serem contemplados pelas reduções realizadas pela estatal.
Os ativos da Petrobrás devem permanecer com a Petrobrás. Em prol da reconstrução da estatal e do Brasil, reestatização dos ativos já!
#ReconstruiraPetrobráséReconstruiroBrasil
#ReestatizaçãodaRLAMjá
