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Em assembleia realizada na última quinta-feira (29/05) pelo Sindipetro-BA, os empregados (as) do administrativo do Torre Pituba, em Salvador, rejeitaram com ampla maioria a proposta de regramento do teletrabalho apresentada pela Petrobrás. Foram 158 votos contrários à proposta e apenas 35 favoráveis.

Esse resultado expressivo revela a unidade e a consciência crítica da categoria, que não aceitou a tentativa de chantagem e pressão da empresa ao vincular a proposta de teletrabalho ao pagamento de um abono.

A votação sobre o abono também foi dividida, com 114 votos favoráveis ao pagamento e 75 contra, reforçando que os petroleiros e petroleiras do Torre não se curvam à lógica da imposição.

Para os(as) empregados(as) da Torre Pituba, é inaceitável a vinculação de duas pautas distintas — teletrabalho e abono — com abrangências diferentes, já que o teletrabalho diz respeito apenas aos(as) trabalhadores(as) administrativos(as), enquanto o abono da PLR impacta toda a categoria. A decisão demonstra que é a base quem define os rumos da luta. A posição da base, na Bahia, se soma à de outras bases, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, e disseram “não” à proposta de teletrabalho apresentada pela empresa.

Inclusive, no Rio de Janeiro, os trabalhadores do Edisen realizaram uma greve de 48 horas, nos dias 29 e 30.

A proposta de regramento do teletrabalho tem pequenas melhorias, mas muitos retrocessos graves, especialmente para os trabalhadores em regime especial. A manutenção do poder da gestão para cancelar ou suspender unilateralmente o teletrabalho, sem critérios objetivos, representa uma ameaça direta a uma conquista importante da categoria. Além disso, a proposta referenda a inclusão de mais um dia presencial, afetando negativamente a rotina dos trabalhadores administrativos.

AEPET-BA segue firme na defesa dos direitos

A AEPET-BA tem atuado de forma ativa na organização e mobilização dos trabalhadores do Torre Pituba, apoiando a luta contra o desmonte do regime de teletrabalho e a tentativa de imposição unilateral da gestão da Petrobrás. A entidade repudia o assédio moral e a chantagem que vêm sendo praticados pela empresa, e reforça que qualquer acordo sobre o modelo de trabalho deve ser construído de forma coletiva, transparente e com respeito à vontade da categoria.

Reafirmamos o nosso compromisso com a defesa do teletrabalho com direitos garantidos e sem retrocessos. A AEPET-BA continuará firme na luta para que nenhum petroleiro ou petroleira seja coagido(a) a assinar acordos sob pressão ou ameaças.

É hora de fortalecer a mobilização!


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