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Hoje dia 1º de abril, marcando os 60 anos do golpe militar de 1964, é importante refletir sobre os horrores do passado e as ameaças persistentes ao presente e ao futuro da democracia no Brasil. O golpe de 1964 resultou em uma ditadura de 21 anos, marcada por graves violações sistemáticas dos direitos humanos, censura, perseguições políticas e uma série de atrocidades contra a população brasileira.

Durante os anos de autoritarismo, conhecidos como anos de chumbo, entre o fim dos anos 60 e início dos anos 70, a população, em especial os trabalhadores, sentiram profundamente as consequências desse regime. A repressão política era desmedida, com prisões arbitrárias, tortura e execuções de opositores do regime. A censura sufocava a liberdade de expressão e de imprensa, silenciando vozes críticas e controlando a narrativa oficial e verdadeira.

Além disso, o período da ditadura representou um retrocesso significativo nos direitos trabalhistas. Sindicalistas e ativistas eram perseguidos, e os direitos trabalhistas eram sistematicamente suprimidos em prol de uma agenda autoritária e favorável aos interesses das elites econômicas.

Infelizmente, os resquícios autoritários da ditadura persistem até os dias atuais. Recentemente, testemunhamos uma tentativa de golpe após as eleições em um ato antidemocrático ocorrido em 8 de janeiro, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos três Poderes em Brasília. Esses eventos ressaltam a fragilidade da nossa democracia e a necessidade urgente de continuar a defendendo e protegendo.

A ameaça de retrocesso democrático não pode ser subestimada. Governantes autoritários estragam as instituições democráticas, atacam a imprensa livre e buscam silenciar qualquer forma de oposição. Os direitos dos trabalhadores e das minorias estão em risco quando a democracia é ameaçada.

É fundamental que estejamos empenhados em defender a democracia. A democracia não é apenas um sistema político, mas um compromisso com a proteção dos direitos humanos, a justiça social e a igualdade para todos. Devemos rejeitar qualquer forma de autoritarismo e trabalhar incansavelmente para fortalecer nossas instituições democráticas.

Completando os 60 anos do golpe militar de 1964, precisamos reafirmar nosso compromisso com a democracia e proclamamos: ditadura nunca mais. Devemos permanecer vigilantes, unidos e engajados na luta pela liberdade, pela justiça e pelos direitos de todos os brasileiros. Somente assim podemos garantir um futuro de paz, prosperidade e dignidade para as gerações futuras.

 

Contra o golpismo

A AEPET-BA tem a democracia como valor fundamental e consignam isso em seu estatuto. Onde tantos defendem outro golpe, a defesa da democracia é também uma disputa política. Precisamos ganhar o povo para a democracia depois de anos de propaganda oficial golpista.

Mais do que nunca o direito de lutar por direitos deve ser elemento unificador das forças progressistas contra o autoritarismo que ainda ronda. Punição exemplar dos golpistas não é suficiente precisamos derrotar o pensamento reacionário nas ruas, nas lutas, na vida e nas urnas.

Denunciar o golpismo precisa ser também denunciar, nessa oportunidade, os retrocessos políticos e sociais que colocam milhares de brasileiros na ditadura da pobreza sem direitos humanos mínimos.

Tortura nunca mais. Viva a democracia e viva a liberdade e a vontade de lutarmos pelos nossos direitos.

 


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