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Aconteceu na última quinta-feira, 31 de agosto, o primeiro encontro do GT AMS. Reunidos com a gerência de Recursos Humanos da Petrobrás, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos na Pesca e nos Portos (Conttmaf-Marítimos), buscam solucionar os gargalos da Assistência Multidisciplinar de Saúde.

O primeiro ponto discutido foi as eleições para os conselhos da Associação Petrobrás de Saúde (APS). Os dirigentes repudiaram a continuidade das eleições e pleitearam a interrupção do pleito, uma vez que a formação deste GT visa discutir propriamente a estrutura da AMS e o seu modelo de gestão.

Os representantes da Petrobrás tentaram destacar supostas melhorias no estatuto APS, mas os diretores das entidades se mantiveram firmes em questionar o modelo de gestão do Plano.

As entidades sindicais criticaram a companhia pela terceirização da gestão da AMS, assumindo apenas a condição de patrocinadora, não mais de mantenedora do plano de saúde, e assim se isentando da responsabilidade com os beneficiários.

A APS é uma associação privada, que passou a gerir a AMS em abril de 2021. Já a AMS é o quarto maior plano de autogestão do país, com mais de 240 mil beneficiários e tem uma carteira avaliada em cerca de R$ 2,7 bilhões anuais.

O GT AMS tem duração de 30 dias, com reuniões semanais todas às quintas-feiras. No entanto, na próxima semana, em decorrência do feriado da Independência do Brasil, o encontro do grupo de trabalho será na quarta-feira (06/09), às 14 horas.

A AEPET-BA defende o retorno da gestão da AMS para o RH da empresa, retorno do custeio dividido 70% (empresa) x 30% trabalhadores, redução dos custos para os aposentados e pensionistas e extinção das dívidas abusivas cobradas em cima dos passivos da assistência médica supletiva. Não houve transparência na criação da dívida nem na cobrança. Defende, ainda, teto de descontos de no máximo de 13% dos rendimentos. A hora é agora de reconstruir a Petrobrás e reconquistar direitos.

(Com informações da FNP)


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